Abandone o "é preciso ser
assim..."
Achar que
"tem de ser desta ou daquela maneira" é obstinação da inteligência
superficial. A pessoa estabelece uma lei e passa a ter a obstinação de que
"precisa ser de tal maneira". E por causa disso, se ela desrespeitar
um pouquinho essa lei, o seu corpo ou se enfraquece, ou fica doente. Porém, quando abandona a obstinação com que
está segurando algo na mente, a pessoa obtém a liberdade que é inata ao ser
humano — descobre o seu "eu originariamente livre", que pode viver
sem regras pré-estabelecidas. Quando a sra. Kudo compreendeu que "o
homem consegue viver mesmo sem comer", antiteticamente a comida que parava
no esôfago começou a passar para o estômago. Aqui está o segredo para vivificar
a Vida do homem — a fórmula secreta para curar todas as doenças: no momento em
que deixam de existir todos os "é preciso...", é recuperada a
liberdade da Vida, que estava sendo tolhida pelo "é preciso..." feito
pela própria pessoa.
A esposa daquele
professor secundário que há pouco mencionei curou-se em três dias da doença que
o médico dissera requerer dois anos de repouso no litoral, quando ofereceu todo
o patrimônio e o próprio marido a Deus, desfez-se da obstinação com que pensava
"precisa ser assim", e abandonou todos os juízos da sabedoria
superficial do homem, declarando que jamais se queixaria, aconteça o que
acontecer. Aparentemente, as doenças dessas duas senhoras foram curadas por
diferentes tipos de despertar espiritual, mas na verdade foi o mesmo.
Como a pessoa decide tudo segundo seu
juízo de que "precisa ser assim", quando não acontece assim, surgem
as queixas, surge o medo, e, como reflexo da mente que perdeu a calma, ocorre a
estagnação da corrente sanguínea, ou produzem-se toxinas no sangue. Mas quando
se desfaz essa obstinação de que "precisa ser assim", mesmo que não
ocorra o esperado, não surgem nem a queixa nem o medo; consequentemente, a
mente se toma dócil, a Vida adquire a liberdade e recupera a saúde.
A respeito do
tempo de sono do homem, por exemplo, no ensino de fisiologia da escola antiga,
ministrava-se a lei autorrestritiva de que "O homem precisa dormir oito
horas por dia". As pessoas que receberam essa educação escolar muitas
vezes ficavam presas a essa lei feita pelo próprio homem e, quando se desviavam
dessa norma, eram castigadas pelo seu próprio subconsciente e ficavam cansadas
ou doentes. No momento em que o indivíduo rompe a lei autorrestritiva do
"precisa", inventada pelo homem, desaparecem do seu subconsciente as
prescrições do tipo "se não proceder assim, ficarei enfraquecido ou serei
condenado à doença"; portanto, ele já não ficará debilitado nem contrairá
doença, mesmo sem tomar providência alguma.
Eu conheço um
estudante secundário que teve pleurite tempos atrás. Acreditando não ser capaz
de resistir a uma sobrecarga de estudos porque tivera pleurite, esse estudante
já tinha desistido de continuar os estudos, quando teve contato com a
Seicho-No-le e aprendeu que "o homem é filho de Deus, é isento de doença,
e seu corpo não precisa de tempo determinado de sono.
O 'precisa' é
uma lei que o homem fixou voluntariamente em seu pensamento; portanto, se
romper esse 'precisa' com a mente, não se cansará por menor que seja o período
de sono". Depois disso, esse estudante adquiriu confiança em sua saúde e,
decidindo recuperar o tempo perdido e ingressar numa escola de nível superior,
passou a estudar todos os dias até duas ou três horas da madrugada. Acordava às
6 horas e, tomando a refeição matinal apressadamente, corria para a escola. Assim,
ele passou a levar uma vida sobrecarregada e não condizente com a lei da saúde,
de acordo com o senso comum. No entanto, essa sobrecarga não prejudicava nem um
pouco a sua saúde e, ao contrário, ele foi aumentando de peso cada vez mais.
Por isso, os seus colegas comentavam: "O seu corpo é incrível! Quando não
dorme, fica mais saudável e engorda mais!" De fato, ele estava se
comportando contra a "lei da saúde" comum.
Entretanto, originariamente, Deus não
determinou nenhuma lei da saúde que deva ser seguida à risca. Trata-se de uma
lei da saúde do mundo humano que a mente da pessoa fixou; portanto, se a mente
dela decidir "A partir de hoje, vou determinar como lei o seu
inverso", o "inverso da lei da saúde" é que passa a ser a lei.
Para esse estudante, foi-se tomando lei da
saúde estudar até duas ou três horas da madrugada, em vez de dormir longas
horas de sono improdutivo. Em suma, isso aconteceu porque ele conheceu a
Verdade pregada pela Seicho-No-le e, dando uma reviravolta, criou em sua mente
uma nova lei da saúde segundo a qual "o homem fica mais saudável quanto
mais estuda". No momento em que a pessoa, abolindo a lei da saúde do
"precisa ser" criada pela obstinação de sua mente, conhecer a Verdade
de que "sem precisar ser desta ou daquela maneira o homem já é
sadio", conquistará o verdadeiro princípio da saúde.
Bem, voltemos
ao assunto anterior: enquanto a sra. Kudo segurava na mente a corriqueira lei
da saúde de que "o ser humano precisa comer, caso contrário não consegue
viver", mesmo que ela ingerisse alimento, devolvia-o e não passava nada
para o estômago; mas, ao conhecer a Verdade de que "o homem não vive
graças à comida, mas sim graças à Vida de Deus" lendo repetidamente
durante um mês os dois exemplares da revista Seicho-No-le, abandonou totalmente
aquela "lei da saúde" e, ao contrário, curou-se do câncer e o
estômago passou a receber os alimentos.
Aqui está a A Verdade da Vida que
devemos conhecer. Às vezes surgem questões como: "Então, se o homem não é
mantido pelo alimento, ele não precisaria comer nada, não?". Mas o certo
não é a pessoa comer em razão da ideia fixa de que "se não comer, não
poderá sobreviver", mas sim pela ideia de que "o alimento lhe chega
naturalmente à boca, obedecendo ao fluir da Vida de todo o Universo, sem
precisar de artifício algum". Quando é assim, come-se mas ao mesmo tempo
não se está comendo; não se está lutando desesperadamente por comer.
A esposa
daquele professor de curso secundário já mencionado curou-se quando decidiu
"entregar tudo a Deus até o patrimônio e o próprio marido" e, embora
continuasse possuindo-os, resolveu reconhecer que não era seu egoísmo pessoal
que os possuía. É tudo a mesma coisa: Comer sem comer, possuir sem possuir.
Isto se torna evidente quando se compreende que a matéria é originariamente
"nada", e que este Inundo material é uma ilusão.
Voltando o
caso da sra. Kudo, o sr. Katsumi Sato, apôs ter sido avisado pelo médico de que
ela não viveria além daquele inverno, ficou na expectativa do aviso de sua
morte quando chegou o auge do inverno. Não é que ele estivesse desejando a
morte da sra. Kudo, mas estava se preparando para isso. No entanto, ficou
sabendo por uma carta dela que tinha se curado lendo a revista Seicho-No-le e
que, com a saúde recuperada, ela estava traba-lhando ativamente, fato que o
surpreendeu. Curioso em conhecer essa revista que só de se ler cura a doença
desenganada pela medicina, escreveu à sra. Kudo dizendo que desejava lê-la, e
ela mandou-lhe aquela revista Seicho-No-Ie. O sr. Sato, ao lê-Ia, ficou ainda
mais surpreso (os artigos publicados na revista Seicho-No-le daquela época estão
compilados no atual livro sagrado A Verdade da Vida). O sr. Sato antigamente seguia
o cristianismo, e ultimamente vinha seguindo a filosofia da Sutra de Lótus,
como o mais elevado ensinamento de Sakyamuni. Porém, o ensinamento da Sutra de
Lótus era extremamente sutil e ele não conseguia compreendê-lo de maneira
clara.
No entanto,
ao ler a revista Seicho-No-le, ao mesmo tempo que se esclareciam todas as
Verdades de difícil compreensão da Sutra de Lótus (mais tarde, o sr. Sato se
empenhou no estudo comparativo da Sutra de Lótus com A Verdade da Vida, e
publicou A Interpretação da Sutra de Lótus), compreendia-se de maneira perfeita
o significado das palavras da Bíblia que ele antigamente seguia.
E ficou
admirado com o fato de a religião estar sendo apresentada não como simples
ensinamento para o espírito, mas de modo a possibilitar que o despertar
espiritual seja aplicado no cotidiano. Anteriormente falei do casal que se
reconciliou depois que conheceram a Seicho-No-Ie e compreenderam que a seita
Temi e a seita Shin, na essência, pregavam a mesma Verdade; porém, no caso do
sr. Sato, ficou comprovado que a Seicho-No-le revela a essência da Sutra de
Lótus e a verdadeira doutrina do cristianismo.