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quarta-feira, 25 de junho de 2014

028 - biologia da crença P10

Um diretor do departamento de Física da Universidade de Havard disse a seus alunos em 1893 que não havia mais necessidade de existir doutores em física (Zukav, 1979). Segundo ele, a ciência já havia estabelecido que o universo é uma "máquina de matéria" constituída de átomos físicos individuais que obedecem às leis da mecânica newtoniana. 

Agora só cabia aos físicos refinar seus métodos de medição. 

Mas, três anos depois, o conceito de que o átomo era a menor partícula no universo caiu por terra com a descoberta de que ele é constituído de elementos ainda menores, as chamadas partículas subatômicas. Com essa outra descoberta ainda mais contundente: a de que os átomos emitem "energias estranhas", como raios X e radioatividade. Na virada do século 20, uma nova geração de físicos se propôs a mostrar a relação entre energia e estrutura da matéria. Dez anos mais tarde, deixaram de lado os conceitos newtonianos do universo material porque perceberam que o universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia. 

A física quântica descobriu que os átomos físicos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente. Cada átomo é um centro que gira e irradia energia e cada um deles tem uma assinatura (movimento) e constituição (moléculas) próprios. Por isso emitem coletivamente padrões de energia que podem ser identificados. Todo material no universo, incluindo você e eu, irradiamos uma assinatura energética única.

Lembra-se daqueles modelos de átomos que estudávamos na escola, com bolinhas de gude e rolimãs representando o sistema solar? Vamos compará-los com a estrutura "física" do átomo descoberta pela física quântica. Não, não se trata de um erro de impressão. Os átomos são feitos de energia invisível, e não de matéria palpável! 

Em nosso mundo, a substância (matéria) surge do nada. Parece estranho, não? Afinal, você pode estar segurando um livro bem sólido nas mãos. Mas se colocá-lo sob a lente de um microscópio atómico verá que não está segurando coisa alguma. Se pensarmos bem, os alunos de biologia não estão errados ao achar que o universo quântico é estranho.

Além disso, a maioria dos biólogos é reducionista, ou seja, acredita que os mecanismos de nosso corpo físico podem ser mais bem compreendidos extraindo células e estudando seus elementos químicos. Acreditam que as reações biológicas responsáveis pela vida são geradas como a linha de produção de Henry Ford: um elemento químico causa uma reação, que por sua vez causa outra em outro elemento, e assim por diante. A ilustração seguinte mostra o fluxo linear de informações de A para B, para C, para D e para E. 

O modelo reducionista sugere que, se há um problema no sistema, como uma doença ou disfunção, a fonte do problema pode ser atribuída ao mau funcionamento de um dos pontos da linha de montagem química. "Repor" então a peça defeituosa por meio de medicamentos, por exemplo, teoricamente faz com que a saúde do paciente se recupere. Esse conceito estimula a pesquisa da indústria farmacêutica em busca de drogas mágicas e genes perfeitos. 

No entanto, a perspectiva quântica revela que o universo é uma integração de campos de energia integrados e interdependentes. Os cientistas biomédicos acabam ficando confusos, pois não conseguem entender a complexidade da intercomunicação entre as partes físicas e os campos de energia que compõem a matéria. A percepção reducionista de fluxo linear de informações é uma característica do universo newtoniano. 

Mas o fluxo de informações do universo quântico é holístico. A estrutura das células está envolta em uma complexa rede de comunicação simultânea e abrangente. Uma função biológica pode surgir de um pequeno problema de comunicação em qualquer ponto da rede de informações.

Equilibrar ou ajustar a química desse complicado sistema interativo exige compreensão de seu funcionamento, e não uma simples tentativa de ajuste por intermédio de medicamentos.


Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

027 - a verdade da vida v7.178

É um erro julgar apenas como pessoas de sorte aquelas que obtêm êxito em tudo o que fazem. Essas pessoas têm sorte porque colocaram a si mesmas no caminho chamado Boa Sorte, usando para isso a força de suas próprias mentes. O que determina o papel que um indivíduo vai representar na sociedade à qual pertence, ou a posição que ele vai ocupar nela, é a sua atitude mental, a sua atitude em relação a si próprio e aos outros, a sua atitude perante a vida etc. Dentre elas, a mais importante é a sua atitude em relação a si mesmo: ter a firme convicção de que está ligado à Força Infinita (Deus) e, por isso, possui potencial ilimitado. Essa convicção é a base de tudo.

 A existência ou não dessa convicção é que irá determinar as nossas atitudes em relação aos outros, bem como o nosso modo de encarar a vida. Se você me perguntar qual é a primeira coisa de que um membro da Seicho-No-Ie deve tomar consciência, direi:




"Acredite, do fundo da alma, com toda a sua força, na sua potencialidade ilimitada". 

Quem traça o seu destino é a confiança que você deposita em si mesmo. Em outras palavras, o seu destino está dentro de você mesmo, dentro da sua autoconfiança, e não fora de você. Se você tiver a firme convicção de que possui habilidades diplomáticas, poderá um dia chegar a ser diplomata. Mas se, ao contrário, estiver convencido de que não possui habilidades diplomáticas, você não terá sucesso nem sequer como um corretor de seguros. Se você tiver a convicção de que possui talento para línguas, poderá vir a ser um verdadeiro expert em vários idiomas. Mas se, ao contrário, você estiver convencido de que não tem jeito para aprender línguas, certamente não conseguirá se tornar versado em nenhum idioma. 

Se você estiver convencido de que é uma pessoa insignificante, sem valor algum, você só poderá ser uma pessoa realmente sem valor. Mas, se, ao contrário, você tiver a convicção de ser possuidor de um sentimento fraterno tão profundo a ponto de tomar para si os sofrimentos de toda a humanidade, então você poderá vir a ser um grande salvador do mundo, como Jesus Cristo, Buda e outros. 

Como vemos, o que irá determinar se obteremos ou não aquilo que almejamos é o grau de confiança que depositamos em nossa própria potencialidade. A autoconfiança é como um recipiente, com o qual retiramos as riquezas da fonte de tesouros infinitos. As pessoas cujo recipiente chamado autoconfiança é mais amplo e mais profundo, conseguem retirar da fonte urna quantidade maior de tesouros e materializá-los neste mundo. 

A autoconfiança não consiste em fracas conjeturas, do tipo: "Bem, se não for muito difícil, acho que serei capaz de fazer...". Ela consiste em conscientizarmos plenamente nossa própria potencialidade e em compreendermos claramente a Verdade. Pessoa alguma conseguirá adquirir uma firme autoconfiança, enquanto não se conscientizar de que a sua força é a extensão da Força Infinita de Deus. A autoconfiança é também como uma tocha que ilumina o nosso caminho quando avançamos em direção a um mundo desconhecido. Essa tocha ilumina não só o caminho diante de nós, como também a nós próprios. A cada passo que avançamos, com maior nitidez surge o caminho à nossa frente. 

E a nossa potencialidade, cada vez mais estimulada, começa a se manifestar como urna força real, palpável. A autoconfiança nos faz enxergar muito claro, com os olhos da mente, a nossa própria força latente, força esta invisível aos olhos carnais. Tal como o Sol que desponta fulgurante, a autoconfiança expulsa as névoas de dúvidas e medo que pairam sobre nós, e indica-nos o topo da vitória que está lá adiante, bem corno o caminho que nos levará até ele. A autoconfiança é, portanto, a chave para a solução de todos os problemas. Quando enfrentamos um problema munidos de autoconfiança, achamos, de modo fácil e natural, um meio de resolver esse problema. Sim, autoconfiança.

 Autoconfiança. Dela depende o êxito de todas as coisas. Caro leitor, acredite na sua potencialidade, na sua capacidade latente. A autoconfiança é a chave que abre a porta do tesouro do Mundo da Grande Vida que é o território verdadeiro da nossa Vida. Se você acredita realmente na Vida Infinita que palpita dentro de você, certamente conseguirá curar quaisquer doenças, tanto as suas próprias como as de outras pessoas. Mesmo quando você se encontrar na mais difícil situação, o caminho se abrirá, com toda certeza, se tiver confiança em si mesmo. A autoconfiança é a aeronave que transpõe todos os obstáculos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

026 - biologia da crença P9

 [...] Antes de embarcar em Chicago, não fazia a menor ideia do que era física quântica nem de sua importância para a biologia. Quando o avião chegou ao Caribe, eu estava em estado de choque intelectual. Finalmente, entendia a relação entre as duas áreas da ciência e percebia o grande erro dos biólogos ao subestimar as leis da física. 

Seguindo ultrapassados modelos newtonianos, deixamos de ampliar nossos horizontes e não percebemos que a física quântica é a base de todas as ciências. Presos ao mundo físico de Newton, ignoramos o mundo quântico e invisível de Einstein, no qual a matéria é constituída de energia e não há limite absoluto. Em nível atômico, nem se pode afirmar com certeza que a matéria existe; há apenas uma tendência de que isso possa acontecer. Todos os meus conceitos e certezas sobre a biologia e a física tinham ido por terra! 

Hoje, quando penso em tudo isso, não entendo como eu e todos os biólogos nunca paramos para pensar que a física newtoniana, tão elegante e segura para nosso raciocínio hiper-racional, não explica sequer os mecanismos do corpo humano em detalhes, quanto mais os do universo! A ciência avança a cada dia, mas ainda conhece muito pouco sobre os organismos. Apesar de todas as descobertas, a mecânica dos sinais químicos, incluindo os hormônios, as citocinas (hormônios que controlam o sistema imune), os fatores de crescimento e de supressão tumoral, ainda não se explicam os fenômenos paranormais. Curas espontâneas, fenômenos psíquicos, demonstrações de força e resistência além do normal, habilidade de caminhar sobre carvão em brasa sem se queimar, agulhas de acupuntura que diminuem a dor manipulando a energia chi do corpo e muitos outros fenômenos desafiam a biologia newtoniana. 

Claro, eu mesmo jamais pensei em tudo isso enquanto estudava e lecionava nas faculdades. Meus colegas e eu ensinávamos os alunos a ignorar métodos como acupuntura, quiropraxia, massagem terapêutica, orações etc. Na verdade, fazíamos até pior. Chamávamos esses profissionais de charlatões porque estávamos cegamente vinculados à física newtoniana, mas essas modalidades de cura baseiam-se na crença de que os campos de energia influenciam e controlam nossa fisiologia e nossa saúde.