Um diretor do departamento de Física da Universidade de Havard disse a seus alunos em 1893 que não havia mais necessidade de existir doutores em física (Zukav, 1979). Segundo ele, a ciência já havia estabelecido que o universo é uma "máquina de matéria" constituída de átomos físicos individuais que obedecem às leis da mecânica newtoniana.
Agora só cabia aos físicos refinar seus métodos de medição.
Mas, três anos depois, o conceito de que o átomo era a menor partícula no universo caiu por terra com a descoberta de que ele é constituído de elementos ainda menores, as chamadas partículas subatômicas. Com essa outra descoberta ainda mais contundente: a de que os átomos emitem "energias estranhas", como raios X e radioatividade. Na virada do século 20, uma nova geração de físicos se propôs a mostrar a relação entre energia e estrutura da matéria. Dez anos mais tarde, deixaram de lado os conceitos newtonianos do universo material porque perceberam que o universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia.
A física quântica descobriu que os átomos físicos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente. Cada átomo é um centro que gira e irradia energia e cada um deles tem uma assinatura (movimento) e constituição (moléculas) próprios. Por isso emitem coletivamente padrões de energia que podem ser identificados. Todo material no universo, incluindo você e eu, irradiamos uma assinatura energética única.
Lembra-se daqueles modelos de átomos que estudávamos na escola, com bolinhas de gude e rolimãs representando o sistema solar? Vamos compará-los com a estrutura "física" do átomo descoberta pela física quântica. Não, não se trata de um erro de impressão. Os átomos são feitos de energia invisível, e não de matéria palpável!
Em nosso mundo, a substância (matéria) surge do nada. Parece estranho, não? Afinal, você pode estar segurando um livro bem sólido nas mãos. Mas se colocá-lo sob a lente de um microscópio atómico verá que não está segurando coisa alguma. Se pensarmos bem, os alunos de biologia não estão errados ao achar que o universo quântico é estranho.
Além disso, a maioria dos biólogos é reducionista, ou seja, acredita que os mecanismos de nosso corpo físico podem ser mais bem compreendidos extraindo células e estudando seus elementos químicos. Acreditam que as reações biológicas responsáveis pela vida são geradas como a linha de produção de Henry Ford: um elemento químico causa uma reação, que por sua vez causa outra em outro elemento, e assim por diante. A ilustração seguinte mostra o fluxo linear de informações de A para B, para C, para D e para E.
O modelo reducionista sugere que, se há um problema no sistema, como uma doença ou disfunção, a fonte do problema pode ser atribuída ao mau funcionamento de um dos pontos da linha de montagem química. "Repor" então a peça defeituosa por meio de medicamentos, por exemplo, teoricamente faz com que a saúde do paciente se recupere. Esse conceito estimula a pesquisa da indústria farmacêutica em busca de drogas mágicas e genes perfeitos.
No entanto, a perspectiva quântica revela que o universo é uma integração de campos de energia integrados e interdependentes. Os cientistas biomédicos acabam ficando confusos, pois não conseguem entender a complexidade da intercomunicação entre as partes físicas e os campos de energia que compõem a matéria. A percepção reducionista de fluxo linear de informações é uma característica do universo newtoniano.
Mas o fluxo de informações do universo quântico é holístico. A estrutura das células está envolta em uma complexa rede de comunicação simultânea e abrangente. Uma função biológica pode surgir de um pequeno problema de comunicação em qualquer ponto da rede de informações.
Equilibrar ou ajustar a química desse complicado sistema interativo exige compreensão de seu funcionamento, e não uma simples tentativa de ajuste por intermédio de medicamentos.
Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.




