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terça-feira, 10 de junho de 2014

026 - biologia da crença P9

 [...] Antes de embarcar em Chicago, não fazia a menor ideia do que era física quântica nem de sua importância para a biologia. Quando o avião chegou ao Caribe, eu estava em estado de choque intelectual. Finalmente, entendia a relação entre as duas áreas da ciência e percebia o grande erro dos biólogos ao subestimar as leis da física. 

Seguindo ultrapassados modelos newtonianos, deixamos de ampliar nossos horizontes e não percebemos que a física quântica é a base de todas as ciências. Presos ao mundo físico de Newton, ignoramos o mundo quântico e invisível de Einstein, no qual a matéria é constituída de energia e não há limite absoluto. Em nível atômico, nem se pode afirmar com certeza que a matéria existe; há apenas uma tendência de que isso possa acontecer. Todos os meus conceitos e certezas sobre a biologia e a física tinham ido por terra! 

Hoje, quando penso em tudo isso, não entendo como eu e todos os biólogos nunca paramos para pensar que a física newtoniana, tão elegante e segura para nosso raciocínio hiper-racional, não explica sequer os mecanismos do corpo humano em detalhes, quanto mais os do universo! A ciência avança a cada dia, mas ainda conhece muito pouco sobre os organismos. Apesar de todas as descobertas, a mecânica dos sinais químicos, incluindo os hormônios, as citocinas (hormônios que controlam o sistema imune), os fatores de crescimento e de supressão tumoral, ainda não se explicam os fenômenos paranormais. Curas espontâneas, fenômenos psíquicos, demonstrações de força e resistência além do normal, habilidade de caminhar sobre carvão em brasa sem se queimar, agulhas de acupuntura que diminuem a dor manipulando a energia chi do corpo e muitos outros fenômenos desafiam a biologia newtoniana. 

Claro, eu mesmo jamais pensei em tudo isso enquanto estudava e lecionava nas faculdades. Meus colegas e eu ensinávamos os alunos a ignorar métodos como acupuntura, quiropraxia, massagem terapêutica, orações etc. Na verdade, fazíamos até pior. Chamávamos esses profissionais de charlatões porque estávamos cegamente vinculados à física newtoniana, mas essas modalidades de cura baseiam-se na crença de que os campos de energia influenciam e controlam nossa fisiologia e nossa saúde.

domingo, 4 de maio de 2014

025 - verdade da vida v7.163

Vence aquele que não imagina o fracasso 

"Todas as coisas me foram entregues por meu Pai" — estas são as palavras de Jesus Cristo, registradas no Evangelho de São Mateus, capítulo 11, versículo 27. Elas exprimem a sua plena consciência de ser Filho de Deus. "Aqueles que imaginam o fracasso em todas as circunstâncias e em tudo o que fazem, são pessoas que não têm consciência de seu próprio valor como ser humano" — estas são palavras de Mirabeau, grande figura da Revolução Francesa. 

Sim, qualquer que seja a obra que se pretenda realizar, aqueles que possuem a consciência da grandiosidade da sua própria natureza, bem como da força divina que existe dentro de si — força infinita que brota mais e mais à medida que se usa —, infalivelmente acabam atingindo o seu objetivo. Mas aqueles que não têm confiança em si mesmos ou que perdem a autoconfiança na metade da caminhada, é inevitável que fracassem. Caro leitor, se você tem inimigos, saiba que seus inimigos estão dentro de você mesmo. Antes de mais nada, elimine a falta de confiança em si próprio. A grandeza da obra realizada por uma pessoa nunca é superior ao grau de autoconfiança dessa pessoa. Se o grande Napoleão tivesse achado impossível transpor os Alpes e, sem coragem para prosseguir, tivesse interrompido a marcha de seu exército no sopé dos Alpes, com certeza ele não teria conseguido conquistar a Europa. Mas ele conseguiu realizar essa conquista porque, conforme ele próprio disse, em seu dicionário não havia a palavra impossível. "Tudo se realiza quando agimos com autoconfiança" - não há frase melhor que essa para nos infundir ânimo. Caro leitor, por que está vacilando? Conscientize que dentro você existe a capacidade infinita esperando que você a use quanto desejar. Aqueles que acreditam nisso e passam a usar realmente essa capacidade, serão vitoriosos. O que acabei de dizer aplica-se também á saúde. Se você está doente, levante-se agora mesmo, sem vacilar. acredite firmemente que na verdade você é isento de doença, e passe a agir, de fato, como pessoa sadia. Se, na transição do estado doentio para o estado de perfeita saúde, você tiver sofrimentos, acredite que quem está sofrendo não é você, mas sim a sombra projetada pelos pensamentos insalubres, que você vinha mantendo até agora. 

Acredite que, tendo lido agora o que ensina a Seicho-No-le, conseguiu preencher sua mente com pensamentos salutares. acredite que esses pensamentos salutares já estão começando a tomar forma e a se manifestar concretamente em set corpo. E passe a agir como uma pessoa perfeitamente sã.

Ser saudável, considerando-se dotado somente de uma pequena força vital, é uma façanha tão impossível quanto apanhar um peixe no topo de uma montanha. Manter o corpo forte e sadio ao mesmo tempo que trata a si mesmo como urna pessoa doentia, é tão impossível quanto se aquecer abraçado a um bloco de gelo. Aquele que se imagina um Ser insignificante irá se aparentar insignificante, e aquele que se imagina um gigante irá se aparentar gigante. Esperando-se o fracasso, manifestar-se-á o fracasso; e esperando-se o êxito. manifestar-se-á o êxito. Assim é a lei mental. As estatuas de bronze são feitas conforme o molde. Da mesma forma, as nossas obras são feitas conforme o nosso molde mental. Portanto, caro leitor, se quer realizar uma grande obra, é imprescindível que você amplie o seu molde mental. Jamais se deixe encolher. Contanto que você próprio não represe a sua força infinita, ela fluirá livre e contínua e não haverá pessoa alguma que consiga detê-la. Se há alguém que tenha alcançado êxito sem acreditar em sua própria capacidade, que se apresente. Talvez haja algumas pessoas que digam ter alcançado êxito independentemente de sua capacidade, pois receberam uma herança vultosa que nem estavam esperando. 

Pois eu lhes digo: mesmo que alguém herde uma grande fortuna, de que adiantará isso se ele não tiver confiança em si próprio? Inevitavelmente seu mundo mental acabará se transformando num inferno, por causa do constante medo de perder essa fortuna. Não haverá manifestação concreta no mundo das formas se não existir primeiro uma firme autoconfiança no mundo da mente. Todo efeito encontra-se, desde o princípio, dentro da respectiva causa. Assim, a autoconfiança é a causa, e a concretização dos sonhos ou ideais no mundo exterior é o efeito que infalivelmente se produz a partir dela. Em tudo, no princípio existe a semente, e depois é que se forma o fruto. O jato de água encanada não consegue elevar-se mais do que o nível de água do reservatório. Elevando-se o nível de água do reservatório, o jato de água se elevará. Tornando-se maior a causa, também será maior o efeito. 

Portanto, caro leitor, aumente a sua autoconfiança, que infalivelmente aumentarão a sua saúde e os seus êxitos. Por maiores que sejam a sua capacidade, a sua cultura e o seu talento, você não conseguirá que esses tesouros espirituais se manifestem no mundo das formas, se não tiver autoconfiança. Existem pessoas de quem os outros tecem comentários como: "O Fulano é muito inteligente e por estar consciente demais de todos os problemas, não ousa passar para a ação...". Isso prova que as pessoas sem autoconfiança não conseguem concretizar no mundo das formas os seus planos, por mais inteligentes que elas sejam.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

023 - a verdade da vida v7.80

[...]

Uma pessoa que vive dependendo de remédios é porque não consegue ver quão grande é a força vital (força autocuradora) que existe dentro de si. Mesmo que os medicamentos tenham grande poder de cura, esse poder é insignificante quando comparado com a força infinita que existe no interior do homem. Pobres são os que não conseguem tirar do seu interior a força infinita, por viverem encobrindo-a com essa pequena força externa chamada remédio. 

"Queimar a ponte que acabou de atravessar" significa que, ao tomarmos a decisão de atingir um objetivo, devemos avançar a todo custo, impedindo voluntariamente o trânsito por quaisquer outros caminhos que não conduzam ao nosso objetivo. É viver, eliminando todos os caminhos de retrocesso. 

Falando de modo dramático; é renunciar a todas as demais coisas, para atingir um objetivo. Este é o preço da vitória, o qual, seja para o que for, é preciso pagar. Se ficarmos perseguindo vários objetivos ao mesmo tempo, sem nos concentrarmos em um único, não poderemos realizar bem coisa alguma. Existem muitas pessoas doentes que buscam a cura, experimentando um tratamento durante dez dias, outro tipo de tratamento durante um mês, um medicamento durante uma semana, um remédio caseiro durante três semanas, e assim por diante, sem conseguirem resultados eficazes em nenhum caso. Elas não conseguem a cura porque não são capazes de "queimar a ponte que acabaram de atravessar", ou seja, não são capazes de concentrar sua fé numa só coisa. Quando concentrarmos nossa fé em uma só coisa — seja ela o que for — a força infinita que existe dentro de nós reflete-se no objeto da nossa fé, e faz com que obtenhamos resultados realmente concretos. Quando queimamos a ponte que acabamos de atravessar e concentramos nossa mente em uma só coisa, conseguimos superar todos os perigos, obstáculos e dificuldades, pois a nossa força mental é infinita. Compreendendo essa Verdade, as pessoas certamente passarão a confiar em uma só coisa, deixando de lado tudo o mais. Essa uma só coisa é a infinita força vital que existe dentro de nós. Jovens que estão se preparando para a vida! Todos os membros da Seicho-No-le! 

Concentrem todas as suas forças num só objetivo! Para alcançar esse único objetivo, paguem integralmente o seu preço! Se pagarem apenas a metade do preço, vocês só conseguirão a metade daquilo que querem alcançar. Não se deixem tentar pelos pequenos prazeres surgidos à sua frente. Com o pensamento fixo no objetivo e com a firme convicção em sua vitória, abandonem tudo o mais. Da mesma forma que Júlio César mandou queimar as suas embarcações para que o seu exército lutasse com o único objetivo de vencer a batalha, vocês também devem queimar, na mente, todas as coisas que possam desviar seus pensamentos do alvo a ser atingido. Para alcançar a vitória, vocês devem empregar cada minuto e cada segundo de sua vida no aprimoramento e na elevação de si mesmos, e assim progredir passo a passo. Este é o caminho do Vitorioso. Este é o caminho para exteriorizarem a força infinita (Deus) que existe dentro de vocês, e tornarem-se aqueles que sempre vencem. Quando vocês conhecerem a alegria de trilhar este caminho, compreenderão que os demais prazeres são todos efêmeros e inconstantes. 

Conheço um membro da Seicho-No-le que resolveu tornar-se dentista depois de já ter passado da meia-idade. Seus conhecidos comentaram: "É difícil conseguir ser dentista nessa idade". Mas esse senhor não se importou com os comentários e começou a estudar odontologia. Um dia, encontrando uma tábua adequada, confeccionou uma placa para a sua futura clinica dentária. Tempos depois, ele conseguiu o seu diploma de dentista e abriu sua própria clinica, onde pendurou aquela placa confeccionada bem antes de se diplomar. Sendo possuidor de tanta autoconfiança, é natural que tenha atingido seu objetivo. Ele procedeu como Júlio César, que certa vez disse: "Aonde se dirige a minha bandeira, infalivelmente conquistarei a vitória". Caro leitor, confie em si mesmo. Confie em Deus que habita dentro de você. Confie na força infinita que existe no seu interior. Assim como o sábio membro da Seicho-No-le que acabei de mencionar, confeccione desde o princípio a sua placa da vitória e mantenha-a bem alto. Acredite que não haverá outra coisa senão a vitória. 

Jamais comece exibindo a placa do fracasso. Aquele que, mesmo sem nunca ter tido náuseas, leva remédio para isso quando viaja, é uma pessoa que vive carregando a placa do fracasso. Saiba que todas as forças necessárias nos serão dadas por Deus, conforme as exigências do momento. Deus não é uma presença externa que possa ser notada aqui ou acolá. Ele está dentro de nós. Quando confiamos plenamente em nossa força interior, passamos a manifestar a força infinita. Com fisionomia decidida e olhos brilhantes de esperança, avance em direção ao objetivo, empenhando-se de corpo e alma. Jamais retroceda, deixando-se dominar pelo medo. Permaneça junto de seu adversário e derrote-o. Na luta com espada (Kendo), se você se deixar levar pelo pensamento covarde de atingir o outro somente com a ponta da espada, com medo de ser atingido, você é quem será ferido. Coloque todo o seu peso na espada e enfrente o adversário. Não pense que haverá outra chance, se fracassar uma vez. Enfrente com a convicção de que, se fracassar na primeira tentativa, só restará a morte. Com essa determinação, você conseguirá derrotar o adversário. Do mesmo modo, quem enfrenta as dificuldades com essa determinação, conseguirá vencer na vida. 


sábado, 12 de abril de 2014

022 - biologia da crença P7

[...]

A ciência da epigenética, que significa literalmente "controle sobre a genética", modificou completamente os conceitos científicos sobre a vida (Pray, 2004; Silverman, 2004). Na última década, as pesquisas epigenéticas estabeleceram que os padrões de DNA passados por meio dos genes não são definitivos, isto é, os genes não comandam nosso destino! 

Influências ambientais como nutrição, estresse e emoções podem influenciar os genes ainda que não causem modificações em sua estrutura. Os epigeneticistas já descobriram que essas modificações podem ser passadas para as gerações futuras da mesma maneira que o padrão de DNA é passado pela dupla espiral (Reik e Walter, 2001; Surani, 2001).

Outros estudos mostram que os mecanismos epigenéticos são um fator importante em diversas doenças, entre elas o câncer, os problemas cardiovasculares e a diabetes. Na verdade, apenas cinco por cento dos pacientes de câncer ou que apresentam problemas cardiovasculares podem atribuir suas doenças a fatores hereditários (Willet, 2002). A mídia alardeou a descoberta do gene do câncer de mama, mas deixou de mencionar que 90 por cento dos casos desse tipo de câncer não está associado a genes herdados. A maioria ocorre por alterações induzidas pelo ambiente e não por genes defeituosos (Kling, 2003; Jones, 2001; Seppa, 2000; Baylin, 1997). 

As evidências epigenéticas foram tantas que alguns cientistas mais tradicionais começaram a mencionar o nome de Jean-Baptiste de Lamarck, o evolucionista antes tão desdenhado, que acreditava que os traços adquiridos por influência do ambiente podem ser transmitidos.
Os biólogos celulares descobriram as grandes habilidades da membrana celular estudando os organismos mais primitivos do planeta: os procariontes. Os procariontes, que incluem as bactérias, consistem numa membrana celular envolvendo uma minúscula gota de citoplasma denso. Embora seja uma forma tão primitiva de vida, tem função específica. Bactérias não vagam pelo mundo como bolas de pingue-pongue, jogadas de um lado para o outro. Executam os mesmos processos biológicos que as células mais complexas. Ingerem, digerem, respiram, excretam e possuem até mesmo um sistema "neurológico". Percebem onde estão os alimentos e vão em direção a eles. Além disso, são capazes de reconhecer toxinas e predadores e utilizam manobras de fuga para salvar sua vida. Ou seja, até os procariontes possuem inteligência! 

Mas de qual parte de sua estrutura vem essa "inteligência"? O citoplasma dos procariontes não possui as organelas encontradas nas células mais desenvolvidas como as eucariontes, que têm núcleo e mitocôndria. A única estrutura organizada que poderia ser considerada "cérebro" nos procariontes é a membrana.

As PIMs - Proteínas Integrais de Membrana - receptoras são os órgãos sensoriais das células, equivalentes a nossos olhos, orelhas, nariz, papilas gustativas etc. Funcionam como "nanoantenas", prontas a reagir aos sinais do ambiente. Algumas dessas proteínas integrais receptoras vão da superfície da membrana para a o interior da célula para monitorá-lo enquanto outras voltam-se para o exterior para captar sinais externos.

As "antenas" receptoras também captam campos de energia vibracional como luz, sons e frequências de rádio. As antenas dessas receptoras de "energia" vibram como diapasões. Se uma vibração de energia no ambiente fizer vibrar uma antena receptora, isso vai alterar a carga da proteína, fazendo com que a receptora mude seu formato (Tsong, 1989). Tratarei desse assunto com mais detalhes no próximo capítulo. Só desejo explicar que, devido ao fato de as receptoras serem capazes de captar campos de energia, o conceito de que apenas as moléculas físicas têm ação sobre a fisiologia celular é obsoleto. O comportamento biológico pode ser controlado por forças invisíveis, incluindo o pensamento, e também por moléculas físicas como a penicilina, o que serve de base científica para o desenvolvimento de medicamentos energéticos que não envolvem produtos farmacêuticos.

Biologia da Crença, Brucew Lipton



domingo, 9 de março de 2014

021 - a verdade da vida v7.74

"Queime a ponte que acabou de atravessar" é uma das grandes máximas que consta nas "Palavras de Sabedoria". Caro leitor, após você tomar a decisão de realizar alguma coisa, é necessário seguir sempre em frente, com a firme convicção de que vencerá infalivelmente. Ninguém poderá exteriorizar plenamente a sua força, se, ao iniciar um empreendimento, deixar preparado um caminho para retroceder quando se deparar. com algum obstáculo. 

Quando Júlio César desembarcou na costa britânica com o seu exército, ele mandou queimar todos os seus navios — navios esses que tinham prestado um grande serviço transportando seu exército até o estreito de Dover e que, no caso de derrota, seriam indispensáveis para a retirada. Quando compreendemos que "não há outra saída, a não ser marchar para frente", conseguimos exteriorizar uma capacidade bem maior do que a demonstrada em circunstâncias normais. Portanto, compreender que "não há outro caminho a não ser seguir em frente", é um meio de fazer exteriorizar a força da Vida Infinita que existe em nós. 

"Vencerei infalivelmente, onde quer que eu vá" — aquele que inicia qualquer empreendimento com essa determinação, alcançará infalivelmente a vitória. Essa determinação é indispensável, mas ela não poderá nascer dentro de nós quando existir um caminho para retroceder. Por isso, as pessoas que não têm autodeterminação precisam queimar a ponte que acabaram de atravessar. (Em inglês se diz: "Burn your bridge behind you"). Uma vez queimada a ponte, não se pode voltar atrás, por mais que se queira. A Única alternativa que resta é seguir em frente. "Não há outro meio a não ser seguir em frente!" — essa situação nos toma mais fortes, pois o único movimento possível, no caso, será para frente, e nunca para trás.

De fato, quando "queimamos a ponte que acabamos de atravessar", teremos tudo de que necessitamos à nossa disposição. Um bom professor de natação leva o aluno à parte mais funda da piscina e solta suas mãos. Isso porque ele sabe que, se o aluno continuar indefinidamente na parte rasa, onde poderá ficar de pé sempre que se cansar ou sentir receio, o progresso será muito lento. Ao ser levado à parte funda c sem ter onde e em quem se apoiar, o aluno tem de nadar, senão se afogará. É nesse momento que ele aprende, de fato, a flutuar, porque não pode deixar de exteriorizar toda a sua força. E, quando o homem exterioriza plenamente a sua força, ele passa a receber a força infinita proveniente da Grande Vida do Universo. Encerra uma grande verdade a seguinte frase de Samuel Smiles (jornalista, biógrafo e reformador social, nascido na Escócia): "Deus ajuda a quem ajuda a si próprio".

Caro leitor, empenhe toda a sua força naquilo que deseja realizar! Desse modo, você conseguirá exteriorizar cada vez mais a sua força infinita. Feliz daquele que, olhando para o passado, consegue afirmar honestamente: "Eu empenhei toda a minha forçar: Trata-se de uma pessoa abençoada por Deus e que recebe a força necessária da fonte de força inesgotável, designada Deus. Caro leitor, empenhe, pois, toda a força naquilo que fizer. Mesmo que se sinta exausto, não se deixe vencer. Não menospreze a si mesmo. Não se considere fraco. Você certamente está enganando a si mesmo, quando, sentindo-se exausto, pensa não ter mais força para se mover. Suponha que, nesse momento, ocorra um incêndio no prédio onde você se encontra, e as chamas comecem a envolver o aposento em que você está. Suponha que o fogo esteja se aproximando rapidamente, e falte pouco para atingir suas roupas. Será que, ainda assim, você permaneceria imóvel, dizendo que está exausto? Será que você ficaria parado, deixando-se atingir pelas chamas? Se está cansado a ponto de não conseguir se mover, mesmo nessa circunstância, então deve ter empenhado, realmente, toda a sua força. Mas, caso contrário, você ainda não empenhou toda a sua força. 

Somente quando exterioriza plenamente a sua força, o homem passa a receber o novo suprimento do depósito da força infinita denominado Deus. Antes disso, o homem faz uso apenas de sua limitada força humana, armazenada em seu corpo. Portanto, caro leitor, exteriorize plena e totalmente a sua força. Somente assim você passará a receber a força infinita. Não veja a si mesmo como um ser insignificante. Não se julgue fraco. Não se apoie em forças externas. Não fique preparando o caminho para recuar, admitindo a possibilidade de falhar. Não fale de testamentos, preparando-se para a morte. Para o homem, que é filho de Deus, não há possibilidade de falha. 

Em situações difíceis é que se manifesta em nós a força infinita de Deus. Via de regra, as pessoas que fracassam são aquelas que deixam preparado o caminho para a fuga, receando a derrota. Júlio César disse: "Vim, vi e venci". Caro leitor! Assim como César atravessou o rio Rubicão, desafiando os riscos e acreditando firmemente na vitória, você também deve avançar com espirito resoluto, em todas as circunstâncias desta vida, acreditando firmemente na vitória. Aquele que age assim, acaba com toda certeza tomando-se vitorioso. 

Enquanto todos os soldados de Júlio César permaneciam sem ação à beira do Rubicão. sem coragem de enfrentar a forte correnteza do rio, quem tomou a iniciativa de se lançar resolutamente nas águas e começar a nadar vigorosamente foi o próprio Júlio César. Ele, que se tomou o senhor do Império Romano, tinha dentro de si a firme convicção de poder vencer quaisquer obstáculos, onde quer que fosse. Aquele que, admitindo a possibilidade de falhar, fica desenhando na mente o fracasso c preparando-se para isso, não pode exteriorizar a sua força total. Também aquele que, por viver preocupado com doenças, carrega sempre os remédios consigo, não se toma realmente sadio. Quem só pensa em morte e vive falando nisso, acaba atraindo realmente a própria morte. Todas as coisas traçadas na mente acabam se manifestando. Aquele que não vê a força infinita dentro de si, não pode manifestá-la.

A verdade da vida vol.7, Masaharu Taniguchi 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

018 - biologia da crença - bruce lipton P6

Agora que o DNA havia atingido o status de super-estrela da ciência, o desafio seguinte era criar um catálogo de todas as estrelas genéticas no firmamento humano. Iniciou-se, então, em 1980, o projeto Genoma Humano, um esforço científico global para classificar todos os genes de nossa composição orgânica. 

Tratava-se de um projeto ambicioso e de grandes proporções. Convencionou-se que o corpo precisava de um gene-modelo para cada uma das 100 mil proteínas que compõem nosso corpo e também de mais 20 mil genes reguladores para orquestrar a atividade de codificação das proteínas. Os cientistas concluíram que o genoma humano deveria conter um mínimo de 120 mil genes entre nossos 23 pares de cromossomos. 


Mas não era só isso. Parecia que os cientistas estavam no meio de uma piada cósmica, o tipo daquela que acontece sempre que alguém acha que descobriu os segredos do universo. Imagine o impacto que Nicolau Copérnico causou ao anunciar em 1543 que a Terra não era o centro do universo como pensavam os cientistas-teólogos da época. O fato de que era a Terra quem gravitava ao redor do Sol e o de que nem mesmo o Sol era o centro do universo colocaram em xeque os ensinamentos da Igreja. As descobertas de Copérnico deram início à revolução científica ao desafiar o conceito de "infalibilidade" da Igreja e fizeram com que a ciência a substituísse como fonte de conhecimento e de descoberta dos mistérios do universo. 


Os geneticistas também tiveram um grande choque ao descobrir que, ao contrário de sua estimativa de 120 mil genes, o genoma humano tem apenas 25 mil (Pennisi, 2003a e 2003b; Pearson, 2003; Goodman, 2003). Mais de 80 por cento do que se presumia ser DNA simplesmente não existe! A falta desses genes causou mais impacto do que se poderia supor. O conceito de gene e proteína únicos era o princípio básico do determinismo genético. Com isso, o projeto Genoma Humano veio abaixo e todos os nossos conceitos sobre o funcionamento básico da vida tiveram de ser revistos. Não era mais possível continuar acreditando que a engenharia genética iria resolver todos os dilemas biológicos. Não há genes suficientes para compor um quadro tão complexo quanto a vida ou as doenças humanas.



O verme primitivo Caenorhabditis serve de modelo perfeito para o estudo do papel dos genes no desenvolvimento e no comportamento dos seres. E um organismo que cresce e se desenvolve com muita rapidez, tem um corpo de padrão preciso composto de exatamente 969 células e um cérebro muito simples de 302 células. 



No entanto, apresenta um repertório único de comportamento e é bastante dócil para o trabalho em laboratório. Têm aproximadamente 24 mil genes (Blaxter, 2003). O corpo humano, composto de mais de 50 trilhões de células, contém apenas 1500 genes a mais que este microscópico e humilde ser. 

 A mosca-das-frutas, outro espécime preferido dos cientistas para este tipo de estudo, possui 15 mil genes (Blaxter, 2003; Celniker et al., 2002). Portanto, esta pequena mosca, de organismo muito mais complexo, tem nove mil genes a menos que o primitivo verme Caenorhabditis. E quando se trata de comparar homens e ratos a situação é ainda mais crítica. Teremos de passar a tratá-los com mais dignidade, pois os resultados dos projetos genoma paralelos revelam que humanos e roedores têm aproximadamente o mesmo número de genes!

Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.


O vídeo a seguir "The Living Matrix" apresenta um resumo das teorias – comprovadas – que aparecem no livro de Lipton. Alias este documentário vai além, mostrando o que o Dr. Eric Pearl chama de Cura Reconectiva, que será assunto em breve.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

010 - biologia da crença - bruce lipton P4

[...]

Embora a questão de como o placebo age ainda seja ignorada pela medicina, alguns pesquisadores já começam a prestar mais atenção no assunto. Os resultados de seus estudos sugerem que não apenas os tratamentos utilizados no século 19 como a sofisticada tecnologia da medicina atual, com todas as suas ferramentas "concretas", pode estimular o efeito placebo.

Um estudo da Escola de Medicina Baylor publicado em 2002 no New England Journal of Medicine avaliou o resultado de cirurgias em pacientes com problemas sérios de dores nos joelhos (Moseley et al., 2002). O principal autor do estudo, doutor Bruce Moseley, "sabia" que a cirurgia ajudava seus pacientes: "Todo bom cirurgião sabe que não há efeito placebo em cirurgias". Mas ele queria descobrir qual parte da cirurgia trazia alívio aos pacientes. Dividiu-os em três grupos e raspou a região da cartilagem danificada de um grupo. No outro grupo, afastou a junta do joelho e eliminou, com a ajuda de um jato d'água, a parte que imaginava estar causando a inflamação. Os dois métodos são considerados tratamentos-padrão para problemas de artrite nos joelhos. Já no terceiro grupo, Moseley "simulou" uma cirurgia. Sedou o paciente e fez três incisões em seu joelho. Durante todo o tempo agiu como se estivesse realmente executando a cirurgia. Jogou até água sobre o local para simular o procedimento. Após 40 minutos costurou as incisões. Prescreveu aos pacientes dos três grupos o mesmo tratamento pós-cirurgia, que incluía um programa de exercícios.

O resultado foi impressionante. Sim, os grupos que receberam a cirurgia de verdade obtiveram melhoras. Mas o grupo placebo também! A conclusão é que, apesar de serem realizadas mais de 650 mil cirurgias em joelhos com artrite por ano, cada uma delas por cerca de 5 mil dólares, uma coisa ficou muito clara para Moseley, que declarou: "Minhas habilidades de cirurgião não resultaram be-nefício algum para esses pacientes. 


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O único efeito em todas elas foi o placebo". Os programas de TV anunciaram os resultados da pesquisa e mostraram imagens do grupo placebo andando, jogando basquete e desempenhando tarefas que não conseguiam antes da "cirurgia". Só ficaram sabendo que não tinham sido operados de verdade dois anos depois. Um deles, chamado Tim Perez, disse que antes andava com a ajuda de uma bengala, mas que hoje consegue jogar basquete com os netos. Em uma declaração para o Discovery Health Channel, resumiu o tema de seu livro: "Qualquer coisa é possível neste mundo desde que sua mente queira. A mente é capaz de verdadeiros milagres".

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

008 - biologia da crença - bruce lipton P2

Quase toda a minha formação científica havia sido dentro de salas de aula, auditórios e laboratórios frios e estéreis. Meu contato com aquele ecossistema tão rico me fez ver a biologia como um sistema vivo e integrado, e não mais como um conjunto de espécimes dividindo espaço em um planeta. Passeando pelas florestas e mergulhando entre os recifes de coral, pude observar de perto plantas e animais em seu habitat e perceber melhor sua interação. Existe um equilíbrio delicado e dinâmico entre todas as formas de vida e o ambiente. O que descobri nos Jardins do Éden do Caribe foi harmonia e não uma luta desesperada pela sobrevivência. Percebi que a biologia tradicional dá pouca ou nenhuma importância à questão da cooperação, pois a teoria de Darwin enfatiza apenas a natureza competitiva dos seres vivos. 


Mas a fase final de minha vida académica foi na Escola de Medicina da Universidade de Stanford, agora defendendo e propagando abertamente a "nova" biologia. Questionava não apenas Darwin e sua versão canibal da evolução, mas também o dogma central da biologia, segundo o qual os genes controlam a vida. Este dogma tem uma séria falha: os genes não ligam-desligam sozinhos. Ou, em termos mais técnicos, não são aquilo que chamamos de "autoemergentes". 

Duas informações relevantes neste texto introdutório se devem: primeiro, existe uma divergência entre as teorias de Darwin e as novas pesquisas realizadas nas últimas décadas. Os cientistas começaram a rever tais conceitos quando a pesquisa do Genoma Humano apresentou questões anômalas para os atuais modelos de estudo da biologia [ver adiante em Genoma]. Segundo, que Lipton foi forçado a admitir que as suas desconfianças sobre o modelo darwiniano só puderam florescer graças ás condições extraordinárias que aconteceram em sua vida. Este comportamento de ruptura parece acontecer bruscamente, mas na verdade são elementos de transformação que acontecem com aqueles que parecem aptos a desenvolver novos modelos. 

O que eu quero dizer é que, as desconfianças não nasceram inesperadamente de uma experiência reveladora. Este comportamento, que ele chama de interconectividade, eu chamo de conexões amplas. Tais conexões acontecem initerruptamente e acessam o nosso subconsciente, trazendo informações que acabam sendo incorporadas, mesmo que não a compreendamos. Costumamos chama-las de inspirações e/ou intuições, mas são muito mais. Adiante ele nos explica melhor estas conexões quando exemplifica as reais interações das células, que já não podem ser vistas de um ponto de vista newtoniano, ou seja, linear. Os biólogos já conheciam estas informações através da observação das células desde que o microscópio foi inventado. 

É preciso que fatores externos do ambiente os influenciem para que entrem em atividade. Os biólogos já sabiam disto havia muito tempo, mas o fato de seguirem cegamente os dogmas da ciência os fazia ignorar esse conhecimento. Por isso, cada vez que eu me manifestava era duramente criticado por todos. 

Novas pesquisas confirmam a todo instante meu ceticismo em relação ao dogma central e ao princípio de que o DNA é que controla a vida. Na verdade, a epigenética, que é o estudo dos mecanismos moleculares por meio dos quais o meio ambiente controla a atividade genética, é hoje uma das áreas mais atuantes da pesquisa científica em geral. O papel do meio ambiente no controle das atividades dos genes já era o foco de minhas pesquisas 20 anos atrás, antes mesmo de a ciência se interessar pelo assunto. É gratificante saber que hoje mais pesquisadores se interessam por esta área. Nestes últimos dez anos eu me tornei ainda mais radical em relação aos padrões académicos e minha preocupação com a nova biologia hoje é muito mais que mero exercício intelectual. Acredito que as células podem nos ensinar muito, não apenas sobre os mecanismos da vida, mas também como viver de maneira mais rica e completa.



     [...]

        O que muitos cientistas ainda consideram antropomorfismo, ou melhor, citopomorfismo, eu chamo de "biologia 101". Você pode se considerar um indivíduo, mas como biólogo celular eu lhe digo que você é uma grande comunidade cooperativa de aproximadamente 50 trilhões de células e que a maioria delas vive como amebas, ou seja, organismos que desenvolvem uma estratégia cooperativista para a sobrevivência de todos. Em termos mais simples: os seres humanos são meros resultados de uma "consciência amebóide coletiva". Assim como uma nação reflete as características de seus cidadãos, nossa condição humana reflete a natureza de nossa comunidade celular.


A ideia da cura não está na sabedoria do homem que corta, mede e pesa; está na nossa própria força interior. Cristo deixa isto bastante claro quando diz em João 10: 

        34 Jesus lhes respondeu: "Não está escrito na Lei de vocês: 'Eu disse: Vocês são deuses'? 35 Se ele chamou 'deuses' àqueles a quem veio a palavra de Deus (e a Escritura não pode ser anulada), 36 que dizer a respeito daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo? Então, por que vocês me acusam de blasfêmia porque eu disse: Sou Filho de Deus? 37 Se eu não realizo as obras do meu Pai, não creiam em mim. 38 Mas, se as realizo, mesmo que não creiam em mim, creiam nas obras, para que possam saber e entender que o Pai está em mim, e eu no Pai".

Se referindo ao Salmo 82: 6 "Eu disse: 'Vocês são deuses, todos vocês são filhos do Altíssimo'.

Bem, na verdade não conseguimos aplicar esta Verdade em nossas vidas. Talvez porque estejamos afundados em impressões doentias, tememos o mundo que nos cerca. Mas se fôssemos capazes de reverter este pensamento poderíamos nos curar tão rapidamente com um simples estalo dos dedos. Bruce Lipton nos apresenta uma explicação científica que poderia ser desnecessária se compreendêssemos que as religiões, as doutrinas e as filosofias são exatamente as respostas que procurávamos. Infelizmente temos a petulância de reverter as religiões para uma série de rituais a serem cumpridos por temor, culpas, medos que não existem. A verdadeira mensagem das religiões pode ser analisada por um novo enfoque que priorize o amor e não a discórdia e o medo, que crie harmonia e interação e não competição.

Mas ainda temos dificuldade em aceitar que a cura seja como um passe de mágica. Talvez por causa da ideia de pecado e culpas que nos rodeiam. Então precisamos de alguma ajuda. Por isso estou apresentando mecanismos muito eficientes como: a programação neurolinguística, as constelações familiares, – este eu não entendo, mas funciona –, o reiki, a cura reconectiva, o método Psyck-K, os livros de autoajuda, etc. Quanto aos livros tenho que acrescentar que serão aqueles que chegarem a suas mãos, aqueles que você entender melhor para a sua reformulação interior. Podem ser livros espirituais, esotéricos, científicos, psicológicos ou mesmo uma história em quadrinhos.

Portanto somos influenciados pelo conjunto de células que compõem o nosso corpo. O contrário também é verdade. Temos a capacidade de modificar o funcionamento do nosso organismo, é o que as religiões dizem ao colocar o homem semelhante a Deus, que somos filhos de Deus conforme escrito no Gênese e reafirmado por Cristo. Em todas as religiões existem escrituras semelhantes que dizem ser o homem dotado das capacidades infinitas de Deus. Mas o que aconteceu para passarmos a acreditar que somos suscetíveis às doenças? Ou seria o contrário, que por termos capacidade infinita e um ponto de vista errôneo, tornamos as doenças reais?

"Espera aí! Ele está dizendo que os seres humanos são Deus?"

Sim... mas não sou o primeiro a fazer esse tipo de afirmação. Está escrito no Gênese que somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Ninguém diria que um cientista tão racional quanto eu acabaria citando mestres como Jesus, Buda ou Rumi ou que minha visão reducionista da vida acabaria dando lugar à espiritualidade. Mas se somos realmente a imagem de Deus precisamos colocar novamente o espírito na equação quando se trata de melhorar nossa saúde física e mental.

Extraído de 065MH1 e 066MH1
Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

005 - o poder do agora - Eckhart Tolle p1

VOCÊ NÃO É A SUA MENTE

O maior obstáculo para a iluminação

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. Adoro a definição simples de Buda para a iluminação: “É o fim do sofrimento”. Não há nada de sobre-humano nisso, não é mesmo? Claro que não é uma definição completa. Ela apenas nos diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta quando não há mais sofrimento? Buda silencia a respeito, e esse silêncio implica que teremos de encontrar a resposta por nós mesmos. Como ele emprega uma definição negativa, a mente não consegue entendê-la como uma crença, ou como uma conquista sobre-humana, um objetivo difícil de alcançar. Apesar disso, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é algo apenas para Buda e não para eles próprios, pelo menos, não nesta vida.



Qual o maior obstáculo para vivenciar essa realidade? 

Identificar-se com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós. Examinaremos esses pontos detalhadamente, mais adiante. Se nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. E essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existe você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é. Por “esquecermos” quero dizer que não sentimos mais essa unidade como uma realidade evidente por si só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal.



Vamos começar aqui. A alma - sua alma - sabe tudo que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para elo. Contudo, saber não é o suficiente. A alma procura experimentar. Você pode saber ser generoso, mos o menos que faço algo que demonstre a sua generosidade, terá apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguém, só terá uma ideia a respeito de si mesmo. É desejo de sua alma transformar o seu melhor conceito sobre si mesmo em sua melhor experiência. Enquanto o conceito não se torna experiência, tudo que há é especulação. Eu especulo a respeito de Mim Mesmo há muito tempo. A mais tempo do que Eu e você juntos poderíamos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. Então você vê o quanto é nova a Minha experiência de Mim Mesmo. [Conversando com Deus - Neale D. Walsch]

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

004 - biologia da crença - bruce lipton

Toda cura é um processo de autocura, mas o que acontece é que estamos tão absorvidos pela doença e pelo que ela nos trás de “problemas” que não temos tempo para abordar a doença como se deve. Eu tive a sorte de ficar doente em um ambiente propício para que eu a pudesse entende-la, mas no início eu tive que reescrever certas crenças limitantes que me impediam de ver uma cura para uma doença incurável. Mesmo sendo espírita – no passado eu tinha só uma religião – eu não conseguia admitir o uso de certas ferramentas porque as minhas crenças diziam que eu devia me resignar para alcançar a compreensão do porquê da doença.

E diante do meu nariz existia uma vertente que dizia o contrário, que eu devia ter esperança e lutar com todas as minhas forças – depois eu conto mais. Uma dessas opções era a cirurgia espiritual, o que não deixa de ser uma terapia vibracional.

Antes que eu possa falar das terapias, que em sua maioria são constituídas de tratamentos vibracionais, ou seja, que tratam o corpo através da vibração e não pela química, eu preciso explicar o porquê delas estarem sendo cada vez mais usadas. As terapias vibracionais existiam muito antes da atual medicina e sempre foram importantes, principalmente na prevenção das doenças.

O que aconteceu é que a bioquímica conseguiu se estabelecer diante das premissas científicas e suprimir os tratamentos preventivos vibracionais: que conseguem prescrever as reais causas – psicossomáticas –, as metodologias não invasivas e restaurar o corpo ao seu equilíbrio. Mas estas intervenções foram, deturpadas e foram ocultas pelas pesquisas científicas que sempre foram parciais.

Porém a nova biologia conseguiu definir que as reais funções das células do nosso corpo não são potencialmente químicas e sim vibracionais. Basta considerar que as moléculas e células são constituídas de átomos que são, sobretudo, energia e vibração.

Neste livro eu apresentarei as descobertas descritas por Dr. Bruce Lipton sobre a nova biologia.

“Tudo começou quando eu estava pesquisando os mecanismos que controlam a fisiologia e o comportamento das células. De repente, percebi que a vida de uma célula é controlada pelo ambiente físico e energético em que ela se encontra e não pelos genes. Os genes são meros modelos moleculares utilizados na construção das células, dos tecidos e órgãos. O ambiente funciona como uma espécie de “empreiteiro", que interpreta e monta as estruturas e é responsável pelas características da vida das células. Mas é a "consciência" celular que controla os mecanismos da vida, e não os genes”

Principio, com este artigo, uma série de posts intitulada a Nova Biologia. São inserções produzidas por Bruce H. Lipton em seu livro a Biologia da Crença. Neste livro ele esclarece as “verdadeiras” ações das células e como os tratamentos complementares respondem melhor às estes esclarecimentos científicos. Eu o considero o “elo perdido” entre a ciência e a religião. Suas pesquisas sobre as células, e deste modo sobre os organismos, nos revela uma interação entre conceitos que estudávamos e aplicávamos sem conhecimento científico e funções orgânicas que ignorávamos.

Ou seja, os tratamentos complementares, vibracionais e energéticos, sejam espirituais ou religiosos ou filosóficos, mesmo sem a contrapartida do entendimento científico – que acontecia até então –, podem começar a ser delineados através das novas descobertas relacionadas às células. Por exemplo, de que elas são suscetíveis às vibrações, tanto de sons e energias (elétrica é uma delas), sutis ou evidentes, também e, sobretudo, pelo PENSAMENTO. Elas são modeladas pelo MEIO e não pelos genes como se acreditava. O que afirma e comprova a eficácia de tratamentos que afetam as células nestas instâncias até então ignoradas. Que tratamentos como o reiki, a acupuntura, programação neurolinguística, etc – que estão classificadas como terapias de suporte ou superstições – são mais eficazes frente ao funcionamento das células descritas pela nova biologia. Por sua vez, os tratamentos médicos ocidentais, ditos alopáticos, podem se tornar mecanismos intoleráveis, com exceção dos casos de traumas e urgências onde tais medicamentos podem apresentar respostas imediatas, mas não antes de produzir sérios desequilíbrios. Adiante eu apresento estas interações entre a Nova Biologia e os tratamentos complementares.

“Como biólogo celular, eu sabia que minhas descobertas teriam grande impacto sobre minha vida e a de todos os seres humanos. Cada um de nós é composto de aproximadamente 50 trilhões de células. Todo o trabalho de minha vida concentrou-se em entender melhor o seu funcionamento, pois sempre soube que o dia em que descobrisse exatamente como funciona uma célula eu descobriria como funciona todo o nosso organismo. Também percebi que, se uma célula pode ser controlada pelo ambiente que a cerca, nós, os seres vivos, que temos trilhões delas também podemos ser controlados. Assim como cada célula, o destino de nossa vida é determinado, não por nossos genes, mas por nossas respostas aos sinais do meio ambiente que impulsionam e controlam todos os tipos de vida”.

Extraído de 064MH1 em 15/08/13. Mateus Göettees

Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton