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quarta-feira, 25 de junho de 2014

028 - biologia da crença P10

Um diretor do departamento de Física da Universidade de Havard disse a seus alunos em 1893 que não havia mais necessidade de existir doutores em física (Zukav, 1979). Segundo ele, a ciência já havia estabelecido que o universo é uma "máquina de matéria" constituída de átomos físicos individuais que obedecem às leis da mecânica newtoniana. 

Agora só cabia aos físicos refinar seus métodos de medição. 

Mas, três anos depois, o conceito de que o átomo era a menor partícula no universo caiu por terra com a descoberta de que ele é constituído de elementos ainda menores, as chamadas partículas subatômicas. Com essa outra descoberta ainda mais contundente: a de que os átomos emitem "energias estranhas", como raios X e radioatividade. Na virada do século 20, uma nova geração de físicos se propôs a mostrar a relação entre energia e estrutura da matéria. Dez anos mais tarde, deixaram de lado os conceitos newtonianos do universo material porque perceberam que o universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia. 

A física quântica descobriu que os átomos físicos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente. Cada átomo é um centro que gira e irradia energia e cada um deles tem uma assinatura (movimento) e constituição (moléculas) próprios. Por isso emitem coletivamente padrões de energia que podem ser identificados. Todo material no universo, incluindo você e eu, irradiamos uma assinatura energética única.

Lembra-se daqueles modelos de átomos que estudávamos na escola, com bolinhas de gude e rolimãs representando o sistema solar? Vamos compará-los com a estrutura "física" do átomo descoberta pela física quântica. Não, não se trata de um erro de impressão. Os átomos são feitos de energia invisível, e não de matéria palpável! 

Em nosso mundo, a substância (matéria) surge do nada. Parece estranho, não? Afinal, você pode estar segurando um livro bem sólido nas mãos. Mas se colocá-lo sob a lente de um microscópio atómico verá que não está segurando coisa alguma. Se pensarmos bem, os alunos de biologia não estão errados ao achar que o universo quântico é estranho.

Além disso, a maioria dos biólogos é reducionista, ou seja, acredita que os mecanismos de nosso corpo físico podem ser mais bem compreendidos extraindo células e estudando seus elementos químicos. Acreditam que as reações biológicas responsáveis pela vida são geradas como a linha de produção de Henry Ford: um elemento químico causa uma reação, que por sua vez causa outra em outro elemento, e assim por diante. A ilustração seguinte mostra o fluxo linear de informações de A para B, para C, para D e para E. 

O modelo reducionista sugere que, se há um problema no sistema, como uma doença ou disfunção, a fonte do problema pode ser atribuída ao mau funcionamento de um dos pontos da linha de montagem química. "Repor" então a peça defeituosa por meio de medicamentos, por exemplo, teoricamente faz com que a saúde do paciente se recupere. Esse conceito estimula a pesquisa da indústria farmacêutica em busca de drogas mágicas e genes perfeitos. 

No entanto, a perspectiva quântica revela que o universo é uma integração de campos de energia integrados e interdependentes. Os cientistas biomédicos acabam ficando confusos, pois não conseguem entender a complexidade da intercomunicação entre as partes físicas e os campos de energia que compõem a matéria. A percepção reducionista de fluxo linear de informações é uma característica do universo newtoniano. 

Mas o fluxo de informações do universo quântico é holístico. A estrutura das células está envolta em uma complexa rede de comunicação simultânea e abrangente. Uma função biológica pode surgir de um pequeno problema de comunicação em qualquer ponto da rede de informações.

Equilibrar ou ajustar a química desse complicado sistema interativo exige compreensão de seu funcionamento, e não uma simples tentativa de ajuste por intermédio de medicamentos.


Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

027 - a verdade da vida v7.178

É um erro julgar apenas como pessoas de sorte aquelas que obtêm êxito em tudo o que fazem. Essas pessoas têm sorte porque colocaram a si mesmas no caminho chamado Boa Sorte, usando para isso a força de suas próprias mentes. O que determina o papel que um indivíduo vai representar na sociedade à qual pertence, ou a posição que ele vai ocupar nela, é a sua atitude mental, a sua atitude em relação a si próprio e aos outros, a sua atitude perante a vida etc. Dentre elas, a mais importante é a sua atitude em relação a si mesmo: ter a firme convicção de que está ligado à Força Infinita (Deus) e, por isso, possui potencial ilimitado. Essa convicção é a base de tudo.

 A existência ou não dessa convicção é que irá determinar as nossas atitudes em relação aos outros, bem como o nosso modo de encarar a vida. Se você me perguntar qual é a primeira coisa de que um membro da Seicho-No-Ie deve tomar consciência, direi:




"Acredite, do fundo da alma, com toda a sua força, na sua potencialidade ilimitada". 

Quem traça o seu destino é a confiança que você deposita em si mesmo. Em outras palavras, o seu destino está dentro de você mesmo, dentro da sua autoconfiança, e não fora de você. Se você tiver a firme convicção de que possui habilidades diplomáticas, poderá um dia chegar a ser diplomata. Mas se, ao contrário, estiver convencido de que não possui habilidades diplomáticas, você não terá sucesso nem sequer como um corretor de seguros. Se você tiver a convicção de que possui talento para línguas, poderá vir a ser um verdadeiro expert em vários idiomas. Mas se, ao contrário, você estiver convencido de que não tem jeito para aprender línguas, certamente não conseguirá se tornar versado em nenhum idioma. 

Se você estiver convencido de que é uma pessoa insignificante, sem valor algum, você só poderá ser uma pessoa realmente sem valor. Mas, se, ao contrário, você tiver a convicção de ser possuidor de um sentimento fraterno tão profundo a ponto de tomar para si os sofrimentos de toda a humanidade, então você poderá vir a ser um grande salvador do mundo, como Jesus Cristo, Buda e outros. 

Como vemos, o que irá determinar se obteremos ou não aquilo que almejamos é o grau de confiança que depositamos em nossa própria potencialidade. A autoconfiança é como um recipiente, com o qual retiramos as riquezas da fonte de tesouros infinitos. As pessoas cujo recipiente chamado autoconfiança é mais amplo e mais profundo, conseguem retirar da fonte urna quantidade maior de tesouros e materializá-los neste mundo. 

A autoconfiança não consiste em fracas conjeturas, do tipo: "Bem, se não for muito difícil, acho que serei capaz de fazer...". Ela consiste em conscientizarmos plenamente nossa própria potencialidade e em compreendermos claramente a Verdade. Pessoa alguma conseguirá adquirir uma firme autoconfiança, enquanto não se conscientizar de que a sua força é a extensão da Força Infinita de Deus. A autoconfiança é também como uma tocha que ilumina o nosso caminho quando avançamos em direção a um mundo desconhecido. Essa tocha ilumina não só o caminho diante de nós, como também a nós próprios. A cada passo que avançamos, com maior nitidez surge o caminho à nossa frente. 

E a nossa potencialidade, cada vez mais estimulada, começa a se manifestar como urna força real, palpável. A autoconfiança nos faz enxergar muito claro, com os olhos da mente, a nossa própria força latente, força esta invisível aos olhos carnais. Tal como o Sol que desponta fulgurante, a autoconfiança expulsa as névoas de dúvidas e medo que pairam sobre nós, e indica-nos o topo da vitória que está lá adiante, bem corno o caminho que nos levará até ele. A autoconfiança é, portanto, a chave para a solução de todos os problemas. Quando enfrentamos um problema munidos de autoconfiança, achamos, de modo fácil e natural, um meio de resolver esse problema. Sim, autoconfiança.

 Autoconfiança. Dela depende o êxito de todas as coisas. Caro leitor, acredite na sua potencialidade, na sua capacidade latente. A autoconfiança é a chave que abre a porta do tesouro do Mundo da Grande Vida que é o território verdadeiro da nossa Vida. Se você acredita realmente na Vida Infinita que palpita dentro de você, certamente conseguirá curar quaisquer doenças, tanto as suas próprias como as de outras pessoas. Mesmo quando você se encontrar na mais difícil situação, o caminho se abrirá, com toda certeza, se tiver confiança em si mesmo. A autoconfiança é a aeronave que transpõe todos os obstáculos.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

023 - a verdade da vida v7.80

[...]

Uma pessoa que vive dependendo de remédios é porque não consegue ver quão grande é a força vital (força autocuradora) que existe dentro de si. Mesmo que os medicamentos tenham grande poder de cura, esse poder é insignificante quando comparado com a força infinita que existe no interior do homem. Pobres são os que não conseguem tirar do seu interior a força infinita, por viverem encobrindo-a com essa pequena força externa chamada remédio. 

"Queimar a ponte que acabou de atravessar" significa que, ao tomarmos a decisão de atingir um objetivo, devemos avançar a todo custo, impedindo voluntariamente o trânsito por quaisquer outros caminhos que não conduzam ao nosso objetivo. É viver, eliminando todos os caminhos de retrocesso. 

Falando de modo dramático; é renunciar a todas as demais coisas, para atingir um objetivo. Este é o preço da vitória, o qual, seja para o que for, é preciso pagar. Se ficarmos perseguindo vários objetivos ao mesmo tempo, sem nos concentrarmos em um único, não poderemos realizar bem coisa alguma. Existem muitas pessoas doentes que buscam a cura, experimentando um tratamento durante dez dias, outro tipo de tratamento durante um mês, um medicamento durante uma semana, um remédio caseiro durante três semanas, e assim por diante, sem conseguirem resultados eficazes em nenhum caso. Elas não conseguem a cura porque não são capazes de "queimar a ponte que acabaram de atravessar", ou seja, não são capazes de concentrar sua fé numa só coisa. Quando concentrarmos nossa fé em uma só coisa — seja ela o que for — a força infinita que existe dentro de nós reflete-se no objeto da nossa fé, e faz com que obtenhamos resultados realmente concretos. Quando queimamos a ponte que acabamos de atravessar e concentramos nossa mente em uma só coisa, conseguimos superar todos os perigos, obstáculos e dificuldades, pois a nossa força mental é infinita. Compreendendo essa Verdade, as pessoas certamente passarão a confiar em uma só coisa, deixando de lado tudo o mais. Essa uma só coisa é a infinita força vital que existe dentro de nós. Jovens que estão se preparando para a vida! Todos os membros da Seicho-No-le! 

Concentrem todas as suas forças num só objetivo! Para alcançar esse único objetivo, paguem integralmente o seu preço! Se pagarem apenas a metade do preço, vocês só conseguirão a metade daquilo que querem alcançar. Não se deixem tentar pelos pequenos prazeres surgidos à sua frente. Com o pensamento fixo no objetivo e com a firme convicção em sua vitória, abandonem tudo o mais. Da mesma forma que Júlio César mandou queimar as suas embarcações para que o seu exército lutasse com o único objetivo de vencer a batalha, vocês também devem queimar, na mente, todas as coisas que possam desviar seus pensamentos do alvo a ser atingido. Para alcançar a vitória, vocês devem empregar cada minuto e cada segundo de sua vida no aprimoramento e na elevação de si mesmos, e assim progredir passo a passo. Este é o caminho do Vitorioso. Este é o caminho para exteriorizarem a força infinita (Deus) que existe dentro de vocês, e tornarem-se aqueles que sempre vencem. Quando vocês conhecerem a alegria de trilhar este caminho, compreenderão que os demais prazeres são todos efêmeros e inconstantes. 

Conheço um membro da Seicho-No-le que resolveu tornar-se dentista depois de já ter passado da meia-idade. Seus conhecidos comentaram: "É difícil conseguir ser dentista nessa idade". Mas esse senhor não se importou com os comentários e começou a estudar odontologia. Um dia, encontrando uma tábua adequada, confeccionou uma placa para a sua futura clinica dentária. Tempos depois, ele conseguiu o seu diploma de dentista e abriu sua própria clinica, onde pendurou aquela placa confeccionada bem antes de se diplomar. Sendo possuidor de tanta autoconfiança, é natural que tenha atingido seu objetivo. Ele procedeu como Júlio César, que certa vez disse: "Aonde se dirige a minha bandeira, infalivelmente conquistarei a vitória". Caro leitor, confie em si mesmo. Confie em Deus que habita dentro de você. Confie na força infinita que existe no seu interior. Assim como o sábio membro da Seicho-No-le que acabei de mencionar, confeccione desde o princípio a sua placa da vitória e mantenha-a bem alto. Acredite que não haverá outra coisa senão a vitória. 

Jamais comece exibindo a placa do fracasso. Aquele que, mesmo sem nunca ter tido náuseas, leva remédio para isso quando viaja, é uma pessoa que vive carregando a placa do fracasso. Saiba que todas as forças necessárias nos serão dadas por Deus, conforme as exigências do momento. Deus não é uma presença externa que possa ser notada aqui ou acolá. Ele está dentro de nós. Quando confiamos plenamente em nossa força interior, passamos a manifestar a força infinita. Com fisionomia decidida e olhos brilhantes de esperança, avance em direção ao objetivo, empenhando-se de corpo e alma. Jamais retroceda, deixando-se dominar pelo medo. Permaneça junto de seu adversário e derrote-o. Na luta com espada (Kendo), se você se deixar levar pelo pensamento covarde de atingir o outro somente com a ponta da espada, com medo de ser atingido, você é quem será ferido. Coloque todo o seu peso na espada e enfrente o adversário. Não pense que haverá outra chance, se fracassar uma vez. Enfrente com a convicção de que, se fracassar na primeira tentativa, só restará a morte. Com essa determinação, você conseguirá derrotar o adversário. Do mesmo modo, quem enfrenta as dificuldades com essa determinação, conseguirá vencer na vida. 


domingo, 9 de março de 2014

021 - a verdade da vida v7.74

"Queime a ponte que acabou de atravessar" é uma das grandes máximas que consta nas "Palavras de Sabedoria". Caro leitor, após você tomar a decisão de realizar alguma coisa, é necessário seguir sempre em frente, com a firme convicção de que vencerá infalivelmente. Ninguém poderá exteriorizar plenamente a sua força, se, ao iniciar um empreendimento, deixar preparado um caminho para retroceder quando se deparar. com algum obstáculo. 

Quando Júlio César desembarcou na costa britânica com o seu exército, ele mandou queimar todos os seus navios — navios esses que tinham prestado um grande serviço transportando seu exército até o estreito de Dover e que, no caso de derrota, seriam indispensáveis para a retirada. Quando compreendemos que "não há outra saída, a não ser marchar para frente", conseguimos exteriorizar uma capacidade bem maior do que a demonstrada em circunstâncias normais. Portanto, compreender que "não há outro caminho a não ser seguir em frente", é um meio de fazer exteriorizar a força da Vida Infinita que existe em nós. 

"Vencerei infalivelmente, onde quer que eu vá" — aquele que inicia qualquer empreendimento com essa determinação, alcançará infalivelmente a vitória. Essa determinação é indispensável, mas ela não poderá nascer dentro de nós quando existir um caminho para retroceder. Por isso, as pessoas que não têm autodeterminação precisam queimar a ponte que acabaram de atravessar. (Em inglês se diz: "Burn your bridge behind you"). Uma vez queimada a ponte, não se pode voltar atrás, por mais que se queira. A Única alternativa que resta é seguir em frente. "Não há outro meio a não ser seguir em frente!" — essa situação nos toma mais fortes, pois o único movimento possível, no caso, será para frente, e nunca para trás.

De fato, quando "queimamos a ponte que acabamos de atravessar", teremos tudo de que necessitamos à nossa disposição. Um bom professor de natação leva o aluno à parte mais funda da piscina e solta suas mãos. Isso porque ele sabe que, se o aluno continuar indefinidamente na parte rasa, onde poderá ficar de pé sempre que se cansar ou sentir receio, o progresso será muito lento. Ao ser levado à parte funda c sem ter onde e em quem se apoiar, o aluno tem de nadar, senão se afogará. É nesse momento que ele aprende, de fato, a flutuar, porque não pode deixar de exteriorizar toda a sua força. E, quando o homem exterioriza plenamente a sua força, ele passa a receber a força infinita proveniente da Grande Vida do Universo. Encerra uma grande verdade a seguinte frase de Samuel Smiles (jornalista, biógrafo e reformador social, nascido na Escócia): "Deus ajuda a quem ajuda a si próprio".

Caro leitor, empenhe toda a sua força naquilo que deseja realizar! Desse modo, você conseguirá exteriorizar cada vez mais a sua força infinita. Feliz daquele que, olhando para o passado, consegue afirmar honestamente: "Eu empenhei toda a minha forçar: Trata-se de uma pessoa abençoada por Deus e que recebe a força necessária da fonte de força inesgotável, designada Deus. Caro leitor, empenhe, pois, toda a força naquilo que fizer. Mesmo que se sinta exausto, não se deixe vencer. Não menospreze a si mesmo. Não se considere fraco. Você certamente está enganando a si mesmo, quando, sentindo-se exausto, pensa não ter mais força para se mover. Suponha que, nesse momento, ocorra um incêndio no prédio onde você se encontra, e as chamas comecem a envolver o aposento em que você está. Suponha que o fogo esteja se aproximando rapidamente, e falte pouco para atingir suas roupas. Será que, ainda assim, você permaneceria imóvel, dizendo que está exausto? Será que você ficaria parado, deixando-se atingir pelas chamas? Se está cansado a ponto de não conseguir se mover, mesmo nessa circunstância, então deve ter empenhado, realmente, toda a sua força. Mas, caso contrário, você ainda não empenhou toda a sua força. 

Somente quando exterioriza plenamente a sua força, o homem passa a receber o novo suprimento do depósito da força infinita denominado Deus. Antes disso, o homem faz uso apenas de sua limitada força humana, armazenada em seu corpo. Portanto, caro leitor, exteriorize plena e totalmente a sua força. Somente assim você passará a receber a força infinita. Não veja a si mesmo como um ser insignificante. Não se julgue fraco. Não se apoie em forças externas. Não fique preparando o caminho para recuar, admitindo a possibilidade de falhar. Não fale de testamentos, preparando-se para a morte. Para o homem, que é filho de Deus, não há possibilidade de falha. 

Em situações difíceis é que se manifesta em nós a força infinita de Deus. Via de regra, as pessoas que fracassam são aquelas que deixam preparado o caminho para a fuga, receando a derrota. Júlio César disse: "Vim, vi e venci". Caro leitor! Assim como César atravessou o rio Rubicão, desafiando os riscos e acreditando firmemente na vitória, você também deve avançar com espirito resoluto, em todas as circunstâncias desta vida, acreditando firmemente na vitória. Aquele que age assim, acaba com toda certeza tomando-se vitorioso. 

Enquanto todos os soldados de Júlio César permaneciam sem ação à beira do Rubicão. sem coragem de enfrentar a forte correnteza do rio, quem tomou a iniciativa de se lançar resolutamente nas águas e começar a nadar vigorosamente foi o próprio Júlio César. Ele, que se tomou o senhor do Império Romano, tinha dentro de si a firme convicção de poder vencer quaisquer obstáculos, onde quer que fosse. Aquele que, admitindo a possibilidade de falhar, fica desenhando na mente o fracasso c preparando-se para isso, não pode exteriorizar a sua força total. Também aquele que, por viver preocupado com doenças, carrega sempre os remédios consigo, não se toma realmente sadio. Quem só pensa em morte e vive falando nisso, acaba atraindo realmente a própria morte. Todas as coisas traçadas na mente acabam se manifestando. Aquele que não vê a força infinita dentro de si, não pode manifestá-la.

A verdade da vida vol.7, Masaharu Taniguchi 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

019 - sapos em príncipes P2

Dentro da programação neurolinguística começamos a compreender o que é o subconsciente, na verdade não. O subconsciente é um lugar tão ilógico e muito instintivo no que concerne entender como um lugar onde os pensamentos nascem. Existem várias mentes que se interpõem às tentativas de uma mente lógica se fixar, que podemos chamar de ego, e um subconsciente que tenta agir conforme os padrões armazenados, os modelos criados, e uma mente superior que nos direciona conforme o destinado. A psicanálise os chamam de instinto, [ego] e superego. Mesmo que as explicações sejam diferentes e parciais daquelas que se mostram através destes exercícios propostos tanto pela PNL quanto por terapias como as Constelações Familiares, etc. Perceba o quanto desconhecemos de nós mesmos:

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/308663/sapos-em-principes
Passamos por um período em que não fazíamos mais nada a não ser transes hipnóticos muito, muito profundos. Veio uma vez um homem dizendo que havia toda sorte de coisas interpondo-se em seu caminho para atingir a felicidade. Eu disse: "Você gostaria de me dizer quais são estas coisas?" E ele disse: "Não, eu quero entrar em transe e mudar tudo de uma vez, e é por isso que vim procurar hipnose". Portanto, aceitando seu comportamento, efetuei uma indução, coloquei-o num transe profundo, mandei embora sua mente consciente, e disse: "Quero falar em particular com sua mente inconsciente". Eu não tenho a menor ideia do que isso significa, porém, quando o dizemos às pessoas, elas o fazem. Elas conversam conosco e não é aquela que esteve falando antes, pois ela sabe de coisas que a primeira não sabia. Se eu criei essa divisão ou se ela já estava lá, não tenho ideia. Apenas pedi que ela acontecesse e recebi o que queria. 

Neste caso particular, sua mente consciente – para expressá-lo do modo mais bonito possível – era oca. Entretanto, seus recursos inconscientes eram incrivelmente inteligentes.

 
Então eu disse: "O que quero saber de você, uma vez que você sabe dele muito mais do que eu, é quais são as mudanças necessárias em seu comportamento?" 

A resposta que obtive foi: "Ele é um homossexual". "Qual é a mudança que ele precisa fazer?"
"Ele precisa mudá-la porque está toda baseada em cima de um erro". 

"De qual erro?" 

Foi a seguinte a explicação que obtive de sua mente consciente: a primeira vez que ele tivera a oportunidade de reafirmar-se fisicamente, em termos de tentar defender-se da violência, foi quando ele tinha cinco anos e tivera sido levado a um hospital para uma extração de suas amígdalas. Alguém colocou a máscara de éter em seu rosto e ele tentou empurrá-la para longe e lutar enquanto cedia ao peso do anestésico. A anestesia ficou ancorada à sensação de estar zangado. Depois disso, toda vez que ele começava a sentir-se zangado ou amedrontado, e começava a brigar contra alguma coisa, seu corpo amolecia. Em resultado disso, sua mente consciente decidiu que ele era um homossexual. Ele estava vivendo como homossexual há mais ou menos vinte e cinco anos. 

Seus recursos inconscientes disseram: "Você não deve permitir que sua mente consciente saiba deste erro, porque saber disso irá destruí-lo". E eu concordei com isso. Não havia necessidade de que ele soubesse que durante vinte e cinco anos havia sido trapaceado em todos os seus relacionamentos. A única coisa importante era que ele deveria fazer uma mudança, porque ele queria se casar, mas não podia se casar com uma mulher porque sabia que era um homossexual. Sua mente consciente não iria de modo algum permitir-lhe a conscientização do fato de que havia cometido aquele engano, pois isso faria de sua vida inteira um engano, um erro e essa informação o destruiria por completo. Seu inconsciente queria dar-lhe a ilusão de que havia ultrapassado o.problema da homossexualidade e adquirido novos comportamentos. 

Então, fiz um acordo com sua mente inconsciente de que ele iria florescer como pessoa heterossexual e fazer as mudanças como resultado de uma experiência espiritual. Sua mente inconsciente concordou que essa era a melhor forma de realizar a coisa. Ele se modificou sem nenhuma representação consciente tanto da sessão de hipnose quanto das mudanças que depois se deram. Ele acredita que a coisa foi resultado de uma experiência com drogas: fumou maconha e teve uma experiência cósmica. Ele pressupôs que foi a qualidade do fumo e não uma sugestão pós-hipnótica. Isto lhe serviu para realizar as mudanças que desejava. 

Há muitas partes das pessoas que fazem esse mesmo tipo de coisa. Uma determinada parte não quer que a mente consciente saiba o que está se passando, porque acredita que esta não consegue enfrentar a informação e essa parte pode tanto estar certa quanto errada. Algumas vezes já trabalhei com pessoas com cujas partes entrei em acordo para que elas permitissem à mente consciente ir lentamente tomando consciência de alguma coisa, um pouco de cada vez, para descobrir se realmente essa mente consciente pode ou não enfrentar essa situação. E, em geral, essa parte descobria que a mente consciente poderia aceitar a informação. Em outras oportunidades, recebi um enfático "Não, de forma nenhuma irei fazer isso. Não quero que a mente consciente fique sabendo. Irei modificar todos os comportamentos, mas não irei informar nada disso à mente consciente". E as pessoas mudam mesmo. A maioria das mudanças ocorre de qualquer forma a nível inconsciente.

Sapos em Príncipes, Richard Bandler e John Grinder


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

018 - biologia da crença - bruce lipton P6

Agora que o DNA havia atingido o status de super-estrela da ciência, o desafio seguinte era criar um catálogo de todas as estrelas genéticas no firmamento humano. Iniciou-se, então, em 1980, o projeto Genoma Humano, um esforço científico global para classificar todos os genes de nossa composição orgânica. 

Tratava-se de um projeto ambicioso e de grandes proporções. Convencionou-se que o corpo precisava de um gene-modelo para cada uma das 100 mil proteínas que compõem nosso corpo e também de mais 20 mil genes reguladores para orquestrar a atividade de codificação das proteínas. Os cientistas concluíram que o genoma humano deveria conter um mínimo de 120 mil genes entre nossos 23 pares de cromossomos. 


Mas não era só isso. Parecia que os cientistas estavam no meio de uma piada cósmica, o tipo daquela que acontece sempre que alguém acha que descobriu os segredos do universo. Imagine o impacto que Nicolau Copérnico causou ao anunciar em 1543 que a Terra não era o centro do universo como pensavam os cientistas-teólogos da época. O fato de que era a Terra quem gravitava ao redor do Sol e o de que nem mesmo o Sol era o centro do universo colocaram em xeque os ensinamentos da Igreja. As descobertas de Copérnico deram início à revolução científica ao desafiar o conceito de "infalibilidade" da Igreja e fizeram com que a ciência a substituísse como fonte de conhecimento e de descoberta dos mistérios do universo. 


Os geneticistas também tiveram um grande choque ao descobrir que, ao contrário de sua estimativa de 120 mil genes, o genoma humano tem apenas 25 mil (Pennisi, 2003a e 2003b; Pearson, 2003; Goodman, 2003). Mais de 80 por cento do que se presumia ser DNA simplesmente não existe! A falta desses genes causou mais impacto do que se poderia supor. O conceito de gene e proteína únicos era o princípio básico do determinismo genético. Com isso, o projeto Genoma Humano veio abaixo e todos os nossos conceitos sobre o funcionamento básico da vida tiveram de ser revistos. Não era mais possível continuar acreditando que a engenharia genética iria resolver todos os dilemas biológicos. Não há genes suficientes para compor um quadro tão complexo quanto a vida ou as doenças humanas.



O verme primitivo Caenorhabditis serve de modelo perfeito para o estudo do papel dos genes no desenvolvimento e no comportamento dos seres. E um organismo que cresce e se desenvolve com muita rapidez, tem um corpo de padrão preciso composto de exatamente 969 células e um cérebro muito simples de 302 células. 



No entanto, apresenta um repertório único de comportamento e é bastante dócil para o trabalho em laboratório. Têm aproximadamente 24 mil genes (Blaxter, 2003). O corpo humano, composto de mais de 50 trilhões de células, contém apenas 1500 genes a mais que este microscópico e humilde ser. 

 A mosca-das-frutas, outro espécime preferido dos cientistas para este tipo de estudo, possui 15 mil genes (Blaxter, 2003; Celniker et al., 2002). Portanto, esta pequena mosca, de organismo muito mais complexo, tem nove mil genes a menos que o primitivo verme Caenorhabditis. E quando se trata de comparar homens e ratos a situação é ainda mais crítica. Teremos de passar a tratá-los com mais dignidade, pois os resultados dos projetos genoma paralelos revelam que humanos e roedores têm aproximadamente o mesmo número de genes!

Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.


O vídeo a seguir "The Living Matrix" apresenta um resumo das teorias – comprovadas – que aparecem no livro de Lipton. Alias este documentário vai além, mostrando o que o Dr. Eric Pearl chama de Cura Reconectiva, que será assunto em breve.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

015 - a verdade da vida, vol5

A missão originária da religião 

Acredito que a missão originária da religião deva ser a de reconciliar os homens entre si. Mas, se as religiões, em vez de desempenharem a função reconciliadora, acabaria fazendo com que os homens briguem entre si, é porque estão teimando num ensinamento e não conseguem ver a virtude de outros ensinamentos. Porque acham que só suas próprias pregações são boas, insistem nelas, não conseguem ver a virtude das demais e veem-se forçadas a brigar entre si. 

Dizem que a religião salva, mas o que significa "salvar"? Não é ser levado para um lugar onde há provisão material completa, chamado "Céu", nem ser transportado para um ambiente repleto de belos ornamentos, chamado "Paraíso". É recuperar a "liberdade infinita" inata ao homem. A "liberdade" é uma palavra moderna, mas em linguagem búdica, que vem desde a Antiguidade, seria gedatsu (emancipação). O oposto de gedatsu é chamado "impedimento", "obstinação" ou "apego", e refere-se ao ato de fanatizar-se, prender-se a alguma coisa e tornar-se aprisionado por ela. 

Quando se fanatiza e se prende a algo, a pessoa já deixa de ser livre, entra em conflito com tudo que a cerca e nada se resolve com facilidade. Alcançando o gedatsu (emancipação), isto é, desfazendo a obstinação, a "Vida" dessa pessoa se torna verdadeiramente livre; e essa verdadeira libertação da "Vida" contida no próprio homem chama-se salvação. 

Ainda que uma pessoa seja colocada dentro de um palácio luxuoso denominado Céu ou Paraíso, se na Vida dessa pessoa houver algum aprisionamento, por mais que o ambiente seja ótimo, ela sofre afobando-se e irritando-se; em última análise, não está salva. E, como o fundador de cada religião elaborou sua respectiva doutrina com o intuito de dar liberdade a essa "Vida" do homem, qualquer que seja a religião à qual a pessoa se filie, se essa pessoa se aprofundar em sua essência, conquistará a "liberdade da Vida" — isto é, será realmente salva. Porém, acontece que, surgindo uma, duas, várias pessoas que vão se salvando por meio dessa religião, na maioria dos casos tende a nascer um preconceito de que, se não for através dessa religião, não poderá ser salvo; que, por intermédio de outra religião, não se salvará. 

Por exemplo, enquanto os cristãos apregoam veementemente que "se não for pelo cristianismo não haverá salvação", frequentemente seus vizinhos monges budistas, trajando túnicas (kesa), replicam: "Se não for pelo budismo, o homem não será salvo". Nessas ocasiões, se perguntarmos ao pregador do cristianismo que está falando mal do budismo "Até que ponto você estudou sobre o budismo?", ele ficará embaraçado e não conseguirá responder.

Masaharu Taniguchi.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

011 - biologia da crença - bruce lipton P5

[...]

Antes se pensava que os genes eram transmitidos exclusivamente à prole de cada espécie e por meio da reprodução. Agora os cientistas estão descobrindo que os genes podem ser compartilhados não apenas entre os membros da mesma espécie, mas também entre outras. Esse processo de transferência genética acelera a evolução, pois os novos organismos podem adquirir experiências "já aprendidas" pelos outros (Nitz et al, 2004; Pennisi, 2004; Boucher et al, 2003; Dutta e Pan, 2002; Gogarten, 2003). Com essa troca de genes, os organismos não podem mais ser vistos como entidades separadas. Não existe mais a suposta divisão entre as espécies. Daniel Drenn, gerente do departamento de energia do projeto Genoma, declarou à Science em 2001 (294:1634): "... não temos mais como simplesmente qualificar espécies" (Pennisi, 2001). 

Mas essa troca de informações genéticas não ocorre por acidente. Trata-se de um método que a natureza utiliza para aumentar as chances de sobrevivência da biosfera. Como já mencionei, os genes são os arquivos de memória das experiências aprendidas pelos organismos. Essa nova descoberta de que há troca de genes entre as espécies mostra que as experiências podem ser compartilhadas por todos os indivíduos que compõem a grande comunidade da vida. Obviamente, o conhecimento desse mecanismo de transferência torna a engenharia genética ainda mais perigosa. Por exemplo: experiências simples com genes de tomates podem ir muito além daquilo que se imaginava e acabar alterando toda a biosfera de maneira irreversível. Um estudo recente mostra que, quando humanos ingerem alimentos geneticamente modificados, os genes criados artificialmente se misturam e alteram as características das bactérias benéficas do intestino (Heritage, 2004; Netherwood et al, 2004).
Por outro lado, as modificações genéticas podem ser anuladas por uma ação do pensamento. Pois o pensamento é a ação do meio que mais está conectado com as reações do corpo. O modo como compreendemos o meio interfere mais do que as próprias ações de um meio amplamente influente. Por exemplo: em um caso narrado por Dr. Lipton, um paciente morre por causa do seu pensamento errôneo acerca dos exames. Este efeito é chamado de “nocebo” e é quando acreditamos que uma ação, ou uma palavra, é contrária à verdade, e pior, nociva. O paciente acreditou que uma mancha no pulmão, vista na radiografia, era um câncer. Após a morte em pouco tempo, se descobriu exames anteriores, de muitos anos, com a mesma mancha. É o que acontece quando um médico diz que você tem poucos meses de vida ou uma doença incurável.

Somente porque a medicina não examinou os casos de cura, pois elas existem, todavia são negligenciadas pela indústria farmacêutica, temos a impressão ou a ilusão de que as doenças são mecanismos que só podem ser tratadas pela medicina que nasceu no século 19 com Pasteur e Fleming e Koch e tantos outros. Ou pela segregação entre ciência e religião propiciada pelo heliocentrismo. Os grandes cientistas estabeleceram as regras do jogo até os dias de hoje quando ainda admitem que os átomos são matéria. Porém até:

Darwin admitiu, no final de sua vida, que sua teoria evolucionista havia subestimado o papel do meio ambiente. Em uma carta que escreveu para Moritz Wagner em 1876, ele declara (Darwin, F 1888): "Em minha opinião, o maior erro que cometi foi não dar a devida atenção à ação do ambiente sobre os seres, como no caso dos alimentos, clima etc. independentemente do fator seleção natural... Quando escrevi A origem das espécies, e mesmo nos anos seguintes, jamais percebi as evidências da ação direta do meio ambiente; hoje elas são muito claras para mim".

O que pensar então das manchetes sensacionalistas anunciando a descoberta de um gene para cada doença, de depressão a esquizofrenia? Mas leia esses artigos com calma e você vai descobrir outra verdade por trás deles. Os cientistas associaram diversos genes a diferentes doenças e características, mas ainda não chegaram à conclusão de que um simples gene possa ser a fonte delas. 

A confusão ocorre porque a mídia deturpa o sentido de dois termos muito importantes: correlação e causa. Uma coisa é dizer que um fator está relacionado a uma doença, outra é dizer que ele é a causa dela, pois isso envolve uma ação direta. Se eu lhe mostrar um molho de chaves e disser que uma delas "controla" meu carro, você vai achar que faz todo sentido, pois sabe que é necessário usar uma chave para dar partida em um automóvel. Mas será que a chave realmente "controla" o carro? Se fosse assim, não se poderia deixar a chave no carro porque ela iria querer passear sozinha com ele quando você não estivesse por perto. A chave está "relacionada" ao controle do carro; a pessoa que a tem nas mãos tem controle sobre ele. Da mesma maneira, determinados genes estão relacionados ao comportamento de um organismo e às suas características. No entanto, permanecem em estado passivo a menos que uma força externa aja sobre eles. 

Mas que força é essa que pode ativar os genes? Uma resposta muito interessante para essa questão foi publicada em um ensaio de 1990 intitulado "As metáforas, o papel dos genes e o desenvolvimento", de H. F. Nijhout (Nijhout, 1990). O autor apresenta evidências de que os genes que controlam a biologia se repetem com tanta frequência e por períodos tão longos de tempo que os cientistas se esqueceram de que se trata apenas de uma hipótese, não de verdade comprovada. Na verdade, a ideia de que os genes controlam a biologia é apenas uma suposição jamais comprovada e até questionada pelas descobertas científicas mais recentes.

069MH01. Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

Isto me recorda que no livro A Arte da Felicidade, escrito por Howard C. Cutler e Sua Santidade Dalai Lama, podemos entender melhor:

— No esforço de determinar a origem dos problemas de cada um, parece que a abordagem ocidental difere sob muitos aspectos do enfoque budista. Subjacente a todas as variedades de análise ocidental, há suma tendência racionalista muito forte, um pressuposto de que tudo pode ser explicado. E ainda por cima existem restrições decorrentes de certas premissas tidas como líquidas e certas. Por exemplo, eu recentemente me reuni com alguns médicos numa faculdade de medicina. Estavam falando sobre o cérebro e afirmaram que os pensamentos e os sentimentos resultam de diferentes reações e alterações químicas no cérebro. Por isso, propus uma pergunta. É possível conceber a sequência inversa, na qual o pensamento de ensejo a sequência de ocorrências químicas no cérebro? Mas a parte que considerei mais interessante foi a resposta dada pelo cientista. “Partimos da premissa de que todos os pensamentos são produtos ou funções de reações químicas no cérebro.” Quer dizer que se trata simplesmente de uma espécie de rigidez, uma decisão de não questionar o próprio modo de pensar.

E o Dr. Kazuo Murakami, escritor do Código Divino da Vida completa ou ratifica ou corrobora que as pesquisas no campo das ciências naturais estão progredindo de forma rápida e surpreendente, superando até mesmo as expectativas daqueles que atuam nessa área. O genoma humano foi decodificado há poucos anos e agora já dispomos dos meios e do conhecimento necessários para decifrar o corpo humano. Apesar de inicialmente termos acreditado que, ao decifrar o código genético, entenderíamos o mistério da vida, torna-se cada vez mais evidente que a vida não é algo tão simples. Quanto mais estudamos uma única célula sequer, mais nos damos conta de sua complexidade. Eu faço pesquisa na área de ciências naturais há mais de quarenta anos, sendo que, nos últimos vinte, dediquei-me mais à pesquisa genética. O objetivo deste livro é transmitir a inspiração, a surpresa e o maravilhamento evocados em mim tanto pelo conteúdo quanto pelo processo dessa pesquisa e, ao mesmo tempo, compartilhar com você a maneira de aplicar algumas dessas percepções na sua própria vida. 


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

010 - biologia da crença - bruce lipton P4

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Embora a questão de como o placebo age ainda seja ignorada pela medicina, alguns pesquisadores já começam a prestar mais atenção no assunto. Os resultados de seus estudos sugerem que não apenas os tratamentos utilizados no século 19 como a sofisticada tecnologia da medicina atual, com todas as suas ferramentas "concretas", pode estimular o efeito placebo.

Um estudo da Escola de Medicina Baylor publicado em 2002 no New England Journal of Medicine avaliou o resultado de cirurgias em pacientes com problemas sérios de dores nos joelhos (Moseley et al., 2002). O principal autor do estudo, doutor Bruce Moseley, "sabia" que a cirurgia ajudava seus pacientes: "Todo bom cirurgião sabe que não há efeito placebo em cirurgias". Mas ele queria descobrir qual parte da cirurgia trazia alívio aos pacientes. Dividiu-os em três grupos e raspou a região da cartilagem danificada de um grupo. No outro grupo, afastou a junta do joelho e eliminou, com a ajuda de um jato d'água, a parte que imaginava estar causando a inflamação. Os dois métodos são considerados tratamentos-padrão para problemas de artrite nos joelhos. Já no terceiro grupo, Moseley "simulou" uma cirurgia. Sedou o paciente e fez três incisões em seu joelho. Durante todo o tempo agiu como se estivesse realmente executando a cirurgia. Jogou até água sobre o local para simular o procedimento. Após 40 minutos costurou as incisões. Prescreveu aos pacientes dos três grupos o mesmo tratamento pós-cirurgia, que incluía um programa de exercícios.

O resultado foi impressionante. Sim, os grupos que receberam a cirurgia de verdade obtiveram melhoras. Mas o grupo placebo também! A conclusão é que, apesar de serem realizadas mais de 650 mil cirurgias em joelhos com artrite por ano, cada uma delas por cerca de 5 mil dólares, uma coisa ficou muito clara para Moseley, que declarou: "Minhas habilidades de cirurgião não resultaram be-nefício algum para esses pacientes. 


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O único efeito em todas elas foi o placebo". Os programas de TV anunciaram os resultados da pesquisa e mostraram imagens do grupo placebo andando, jogando basquete e desempenhando tarefas que não conseguiam antes da "cirurgia". Só ficaram sabendo que não tinham sido operados de verdade dois anos depois. Um deles, chamado Tim Perez, disse que antes andava com a ajuda de uma bengala, mas que hoje consegue jogar basquete com os netos. Em uma declaração para o Discovery Health Channel, resumiu o tema de seu livro: "Qualquer coisa é possível neste mundo desde que sua mente queira. A mente é capaz de verdadeiros milagres".

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

009 - biologia da crença - bruce lipton P3

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Expliquei também que cada célula é um ser inteligente e que sobrevive por conta própria, algo que os cientistas já demonstraram retirando células individuais do corpo para mantê-las em cultura separada. Assim como eu havia descoberto intuitivamente durante minha infância, essas células inteligentes têm vontade própria e um propósito de vida. Procuram ambientes que sejam adequados à sua sobrevivência e evitam todos os que possam ser tóxicos e/ou hostis. Da mesma maneira que nós, humanos, fazemos, analisamos as centenas de estímulos que recebemos do microambiente que habitamos para selecionar as respostas comportamentais mais adequadas e garantir nossa sobrevivência. 

As células também são capazes de aprender com as experiências que vivenciam em seu ambiente e de criar uma espécie de memória que é passada aos seus descendentes. Por exemplo: quando o vírus do sarampo infecta uma criança, suas células ainda não amadurecidas são colocadas em ação para criar um anticorpo de proteína protetor e combatê-lo. Nesse processo, as células criam um novo gene que servirá de padrão para a fabricação de anticorpos contra o sarampo. 

O primeiro passo para gerar um gene de anticorpos ocorre no núcleo das células imunológicas imaturas. Em seus próprios genes há um grande número de segmentos de DNA que contêm códigos de fragmentos moldados de proteínas. Recombinando e montando aleatoriamente esses segmentos, as células imunes criam uma vasta gama de genes que formam uma proteína única de anticorpos. Então, quando uma célula imune imatura produz uma proteína de anticorpos que seja um complemento físico "semelhante" ao do vírus do sarampo, aquela célula é ativada. 

Células ativadas utilizam um mecanismo muito interessante chamado "maturação de afinidade", que lhes permite "ajustar" de maneira muito precisa o formato de sua proteína de anticorpos, para que ela seja um complemento perfeito para vírus como o do sarampo (Li et al., 2003; Adams et al., 2003). Por meio de um processo chamado "hipermutação somática", as células imunes ativadas fabricam centenas de cópias de seu gene de anticorpo. Mas cada nova versão do gene é levemente modificada e contém um formato diferente da proteína de anticorpo. A célula seleciona a variante de genes que melhor se adapta àquela necessidade de anticorpos. Essa versão selecionada do gene também passa por vários ciclos de hipermutação somática para que a forma do anticorpo seja esculpida a ponto de se tornar o complemento físico "perfeito" do vírus (Wu et al., 2003; Blanden e Steele, 1998; Diza e Casali, 2002; Gearhart, 2002). 

Quando o anticorpo esculpido se une ao vírus, desabilita-o e o marca para ser destruído, protegendo a criança do sarampo. As células criam então um "arquivo" das informações genéticas desse anticorpo para que todas as vezes que o organismo for invadido pelo vírus do sarampo elas possam responder imediatamente. O novo gene de anticorpos também pode ser passado a todas as novas gerações em seu processo de divisão. Assim, elas não apenas "aprendem" sobre o vírus do sarampo como criam um "arquivo" a ser herdado e propagado entre a sua prole. Este magnífico processo de engenharia genética é de extrema importância, pois representa um mecanismo de "inteligência" inata que permite às células se desenvolver (Steele et al., 1998).

Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

Assim sendo, o corpo é capaz de revidar qualquer ataque biológico ao corpo usando a mesma tática do vírus ou bactéria invasores. Contudo, o fator meio interfere na resposta “automática” do nosso sistema imunológico. Com o tempo passamos a acreditar que o nosso organismo não é eficiente, que o combate aos agentes invasores tóxicos só será superado com a intercedência de medicamentos e cirurgias. O nosso corpo é constituído de células capazes de enfrentar elementos estranhos. Pois muitos deles constituem parte integrante do nosso organismo, seres simbióticos que cooperam conosco.
O nosso organismo é naturalmente autorregulador, não há a necessidade de repor elementos químicos para que o corpo não seja dizimado por microorganismos nocivos. O papel autorregulador do corpo humano é melhor explicado pelo Dr. Eric Pearl no livro Reconexão, onde ele demonstra que estas ações de regulação são perturbadas por interferências, sobretudo comportamentais, nestas ações que são intrínsecas dos organismos. Que o corpo é sempre saudável, ou seja, as nossas atitudes contra destroem esta harmonia natural. Dr. Lipton diz que o sistema imunológico é perfeito e que a sua degradação se deve ao “uso indiscriminado e inconsciente do sistema endócrino” que suprime o imunológico. O sistema endócrino é acionado em momento de terror, medo e estresse para que o ser possa se proteger do perigo, por ser um sistema de proteção ele tende a suprimir a ação dos demais sistemas para que o corpo aumente as probabilidades de defesa e luta pela sobrevivência, inclusive o sistema imunológico é abolido. Como vivemos em constante estresse, ativamos mais o sistema endócrino, mesmo que as ações que sejam menos drásticas do que ser atacado por uma fera, enfrentar os problemas cotidianos geram mais estresse e em períodos mais longos.

"Um campo é a condição à qual um sistema vivo deve a sua organização típica e as suas atividades específicas. Estas atividades são específicas no sentido em que deter­minam o caráter das formações a que dão origem.”

São os mesmos campos que permitem que os nossos corpos, constituídos de mais de 10 trilhões de células próprias e que abriga outros quase 50 ou mais trilhões de microrganismos de até 100 mil espécies diferentes, possam manter a coesão estrutural. São os campos que transmitem informações entre todos os seres vivos de modo que partilhamos de uma mente inconsciente coletiva.

Há 150 anos Darwin chegou à conclusão de que os organismos vivem em uma perpétua "luta pela sobrevivência". Para ele, luta e violência são partes naturais da natureza animal (humana) e também a "força básica" do desenvolvimento evolucionário. No capítulo final de A origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida, Darwin descreve aquilo que chama de "inevitável luta pela sobrevivência" e enfatiza que a evolução se dá pela "guerra da natureza, da escassez à morte". Portanto, a partir dessa teoria, a evolução se dá de maneira aleatória e temos um mundo cheio de pequenas batalhas sangrentas e sem sentido em nome da sobrevivência ou, segundo a descrição poética de Tennyson, "nas mandíbulas da morte".

[...]

Lamarck não apenas apresentou sua teoria 50 anos antes de Darwin, como ofereceu uma explicação menos drástica para os mecanismos da evolução. Sua teoria diz que a evolução está baseada em uma interação cooperativa entre os organismos e seu meio ambiente, que lhes permite sobreviver e evoluir em um mundo dinâmico. Afirmava que os organismos passam por adaptações necessárias à sua sobrevivência em um ambiente que se modifica constantemente. O mais interessante é que a hipótese de Lamarck sobre os mecanismos da evolução se ajusta muito bem à explicação dos biólogos modernos sobre como o sistema imunológico se adapta ao meio ambiente da mesma maneira que descrevi antes. 

A teoria de Lamarck foi duramente criticada pela Igreja. O conceito de que os seres humanos evoluíram a partir de formas de vida mais primitivas foi considerado heresia. Lamarck também não recebeu o apoio de seus colegas cientistas. Como eram todos criacionistas, ridicularizaram suas ideias.

Um motivo para os cientistas reverem a teoria de Lamarck é que os evolucionistas levam em consideração a grande importância da cooperação na manutenção da vida na biosfera. Inúmeras experiências científicas já mostraram as relações simbióticas da natureza.

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"Os biólogos estão descobrindo cada vez mais associações entre animais que evoluíram paralelamente e continuam a coexistir, desenvolvendo em seu interior microorganismos que são necessários para a sua saúde e desenvolvimento". Isso é descrito em um artigo recente da Science, chamado "Sobrevivemos com a ajuda de nossos (pequenos) amigos" (Ruby et al., 2004). O estudo desses relacionamentos é um ramo da ciência que hoje está se expandindo rapidamente, chamado "Biologia de sistemas".

O mais engraçado é que nas últimas décadas aprendemos a combater os microorganismos usando os mais diferentes produtos químicos, de sabão antibacteriano a antibióticos. Mas essa prática simplista ignora o fato de que diversas bactérias são essenciais para a nossa saúde. Um exemplo clássico de como os seres humanos se beneficiam dos microorganismos é o das bactérias presentes em nosso sistema digestivo, essenciais para a nossa sobrevivência. Agindo em nosso estômago e trato intestinal, elas ajudam a digerir os alimentos e permitem a absorção das vitaminas que mantêm nossa saúde. Esta cooperação entre micróbios e humanos é o motivo pelo qual o uso desenfreado de antibióticos pode comprometer a sobrevivência de nossa espécie. Esses medicamentos eliminam microorganismos nocivos ao nosso organismo, mas também matam indiscriminadamente aqueles que são essenciais para a nossa saúde.
Estudos recentes da ciência do genoma revelam mais um tipo de mecanismo de cooperação entre as espécies. Alguns organismos parecem integrar suas comunidades celulares partilhando seus genes.

[...]

Henry Ford analisou as vantagens técnicas do esforço conjunto e as utilizou para criar o conceito de linha de montagem para a fabricação de carros. Antes de Ford, uma equipe de funcionários levava de uma a duas semanas para produzir um único automóvel. Ele organizou sua fábrica de modo que cada funcionário fosse responsável por uma tarefa específica. Posicionou todos em fila na esteira de produção e foi passando as peças de um especialista para o outro. O conceito de especialização de tarefas se mostrou tão eficaz que a indústria de Ford conseguia produzir um automóvel em apenas 90 minutos. 

Mas, infelizmente, "nos esquecemos" desse conceito de cooperação, tão necessário para a evolução, quando Charles Darwin propôs uma teoria radicalmente diferente sobre o surgimento da vida.

Extraído de 067MH1 e 068MH1 

Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

005 - o poder do agora - Eckhart Tolle p1

VOCÊ NÃO É A SUA MENTE

O maior obstáculo para a iluminação

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. Adoro a definição simples de Buda para a iluminação: “É o fim do sofrimento”. Não há nada de sobre-humano nisso, não é mesmo? Claro que não é uma definição completa. Ela apenas nos diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta quando não há mais sofrimento? Buda silencia a respeito, e esse silêncio implica que teremos de encontrar a resposta por nós mesmos. Como ele emprega uma definição negativa, a mente não consegue entendê-la como uma crença, ou como uma conquista sobre-humana, um objetivo difícil de alcançar. Apesar disso, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é algo apenas para Buda e não para eles próprios, pelo menos, não nesta vida.



Qual o maior obstáculo para vivenciar essa realidade? 

Identificar-se com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós. Examinaremos esses pontos detalhadamente, mais adiante. Se nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. E essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existe você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é. Por “esquecermos” quero dizer que não sentimos mais essa unidade como uma realidade evidente por si só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal.



Vamos começar aqui. A alma - sua alma - sabe tudo que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para elo. Contudo, saber não é o suficiente. A alma procura experimentar. Você pode saber ser generoso, mos o menos que faço algo que demonstre a sua generosidade, terá apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguém, só terá uma ideia a respeito de si mesmo. É desejo de sua alma transformar o seu melhor conceito sobre si mesmo em sua melhor experiência. Enquanto o conceito não se torna experiência, tudo que há é especulação. Eu especulo a respeito de Mim Mesmo há muito tempo. A mais tempo do que Eu e você juntos poderíamos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. Então você vê o quanto é nova a Minha experiência de Mim Mesmo. [Conversando com Deus - Neale D. Walsch]

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

004 - biologia da crença - bruce lipton

Toda cura é um processo de autocura, mas o que acontece é que estamos tão absorvidos pela doença e pelo que ela nos trás de “problemas” que não temos tempo para abordar a doença como se deve. Eu tive a sorte de ficar doente em um ambiente propício para que eu a pudesse entende-la, mas no início eu tive que reescrever certas crenças limitantes que me impediam de ver uma cura para uma doença incurável. Mesmo sendo espírita – no passado eu tinha só uma religião – eu não conseguia admitir o uso de certas ferramentas porque as minhas crenças diziam que eu devia me resignar para alcançar a compreensão do porquê da doença.

E diante do meu nariz existia uma vertente que dizia o contrário, que eu devia ter esperança e lutar com todas as minhas forças – depois eu conto mais. Uma dessas opções era a cirurgia espiritual, o que não deixa de ser uma terapia vibracional.

Antes que eu possa falar das terapias, que em sua maioria são constituídas de tratamentos vibracionais, ou seja, que tratam o corpo através da vibração e não pela química, eu preciso explicar o porquê delas estarem sendo cada vez mais usadas. As terapias vibracionais existiam muito antes da atual medicina e sempre foram importantes, principalmente na prevenção das doenças.

O que aconteceu é que a bioquímica conseguiu se estabelecer diante das premissas científicas e suprimir os tratamentos preventivos vibracionais: que conseguem prescrever as reais causas – psicossomáticas –, as metodologias não invasivas e restaurar o corpo ao seu equilíbrio. Mas estas intervenções foram, deturpadas e foram ocultas pelas pesquisas científicas que sempre foram parciais.

Porém a nova biologia conseguiu definir que as reais funções das células do nosso corpo não são potencialmente químicas e sim vibracionais. Basta considerar que as moléculas e células são constituídas de átomos que são, sobretudo, energia e vibração.

Neste livro eu apresentarei as descobertas descritas por Dr. Bruce Lipton sobre a nova biologia.

“Tudo começou quando eu estava pesquisando os mecanismos que controlam a fisiologia e o comportamento das células. De repente, percebi que a vida de uma célula é controlada pelo ambiente físico e energético em que ela se encontra e não pelos genes. Os genes são meros modelos moleculares utilizados na construção das células, dos tecidos e órgãos. O ambiente funciona como uma espécie de “empreiteiro", que interpreta e monta as estruturas e é responsável pelas características da vida das células. Mas é a "consciência" celular que controla os mecanismos da vida, e não os genes”

Principio, com este artigo, uma série de posts intitulada a Nova Biologia. São inserções produzidas por Bruce H. Lipton em seu livro a Biologia da Crença. Neste livro ele esclarece as “verdadeiras” ações das células e como os tratamentos complementares respondem melhor às estes esclarecimentos científicos. Eu o considero o “elo perdido” entre a ciência e a religião. Suas pesquisas sobre as células, e deste modo sobre os organismos, nos revela uma interação entre conceitos que estudávamos e aplicávamos sem conhecimento científico e funções orgânicas que ignorávamos.

Ou seja, os tratamentos complementares, vibracionais e energéticos, sejam espirituais ou religiosos ou filosóficos, mesmo sem a contrapartida do entendimento científico – que acontecia até então –, podem começar a ser delineados através das novas descobertas relacionadas às células. Por exemplo, de que elas são suscetíveis às vibrações, tanto de sons e energias (elétrica é uma delas), sutis ou evidentes, também e, sobretudo, pelo PENSAMENTO. Elas são modeladas pelo MEIO e não pelos genes como se acreditava. O que afirma e comprova a eficácia de tratamentos que afetam as células nestas instâncias até então ignoradas. Que tratamentos como o reiki, a acupuntura, programação neurolinguística, etc – que estão classificadas como terapias de suporte ou superstições – são mais eficazes frente ao funcionamento das células descritas pela nova biologia. Por sua vez, os tratamentos médicos ocidentais, ditos alopáticos, podem se tornar mecanismos intoleráveis, com exceção dos casos de traumas e urgências onde tais medicamentos podem apresentar respostas imediatas, mas não antes de produzir sérios desequilíbrios. Adiante eu apresento estas interações entre a Nova Biologia e os tratamentos complementares.

“Como biólogo celular, eu sabia que minhas descobertas teriam grande impacto sobre minha vida e a de todos os seres humanos. Cada um de nós é composto de aproximadamente 50 trilhões de células. Todo o trabalho de minha vida concentrou-se em entender melhor o seu funcionamento, pois sempre soube que o dia em que descobrisse exatamente como funciona uma célula eu descobriria como funciona todo o nosso organismo. Também percebi que, se uma célula pode ser controlada pelo ambiente que a cerca, nós, os seres vivos, que temos trilhões delas também podemos ser controlados. Assim como cada célula, o destino de nossa vida é determinado, não por nossos genes, mas por nossas respostas aos sinais do meio ambiente que impulsionam e controlam todos os tipos de vida”.

Extraído de 064MH1 em 15/08/13. Mateus Göettees

Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton