Dentro da programação neurolinguística começamos a compreender o que é o subconsciente, na verdade não. O subconsciente é um lugar tão ilógico e muito instintivo no que concerne entender como um lugar onde os pensamentos nascem. Existem várias mentes que se interpõem às tentativas de uma mente lógica se fixar, que podemos chamar de ego, e um subconsciente que tenta agir conforme os padrões armazenados, os modelos criados, e uma mente superior que nos direciona conforme o destinado. A psicanálise os chamam de instinto, [ego] e superego. Mesmo que as explicações sejam diferentes e parciais daquelas que se mostram através destes exercícios propostos tanto pela PNL quanto por terapias como as Constelações Familiares, etc. Perceba o quanto desconhecemos de nós mesmos:

Passamos por um período em que não fazíamos mais nada a
não ser transes hipnóticos muito, muito profundos. Veio uma vez um homem
dizendo que havia toda sorte de coisas interpondo-se em seu caminho para
atingir a felicidade. Eu disse: "Você
gostaria de me dizer quais são estas coisas?" E ele disse: "Não, eu quero entrar em transe e
mudar tudo de uma vez, e é por isso que vim procurar hipnose". Portanto,
aceitando seu comportamento, efetuei uma indução, coloquei-o num transe profundo,
mandei embora sua mente consciente, e disse: "Quero falar em particular
com sua mente inconsciente". Eu não tenho a menor ideia do que isso
significa, porém, quando o dizemos às pessoas, elas o fazem. Elas conversam
conosco e não é aquela que esteve falando antes, pois ela sabe de coisas que a
primeira não sabia. Se eu criei essa divisão ou se ela já estava lá, não tenho
ideia. Apenas pedi que ela acontecesse e recebi o que queria.
Neste caso
particular, sua mente consciente – para expressá-lo do modo mais bonito
possível – era oca. Entretanto, seus recursos inconscientes eram incrivelmente
inteligentes.
Então eu disse:
"O que quero saber de você, uma vez que você sabe dele muito mais do que
eu, é quais são as mudanças necessárias em seu comportamento?"
A resposta que obtive foi: "Ele é um
homossexual". "Qual é a mudança que ele precisa fazer?"
"Ele precisa mudá-la porque está toda baseada em
cima de um erro".
"De qual erro?"
Foi a seguinte a explicação que obtive de sua mente consciente:
a primeira vez que ele tivera a oportunidade de reafirmar-se fisicamente, em
termos de tentar defender-se da violência, foi quando ele tinha cinco anos e
tivera sido levado a um hospital para uma extração de suas amígdalas. Alguém
colocou a máscara de éter em seu rosto e ele tentou empurrá-la para longe e
lutar enquanto cedia ao peso do anestésico. A anestesia ficou ancorada à
sensação de estar zangado. Depois disso, toda vez que ele começava a sentir-se
zangado ou amedrontado, e começava a brigar contra alguma coisa, seu corpo
amolecia. Em resultado disso, sua mente consciente decidiu que ele era um
homossexual. Ele estava vivendo como homossexual há mais ou menos vinte e cinco
anos.
Seus recursos
inconscientes disseram: "Você não deve permitir que sua mente consciente
saiba deste erro, porque saber disso irá destruí-lo". E eu
concordei com isso. Não havia necessidade de que ele soubesse que durante vinte
e cinco anos havia sido trapaceado em todos os seus relacionamentos. A única
coisa importante era que ele deveria fazer uma mudança, porque ele queria se
casar, mas não podia se casar com uma mulher porque sabia que era um
homossexual. Sua mente consciente não iria de modo algum permitir-lhe a
conscientização do fato de que havia cometido aquele engano, pois isso faria de
sua vida inteira um engano, um erro e essa informação o destruiria por
completo. Seu inconsciente queria dar-lhe a ilusão de que havia ultrapassado
o.problema da homossexualidade e adquirido novos comportamentos.
Então, fiz um
acordo com sua mente inconsciente de que ele iria florescer como pessoa
heterossexual e fazer as mudanças como resultado de uma experiência espiritual. Sua
mente inconsciente concordou que essa era a melhor forma de realizar a coisa.
Ele se modificou sem nenhuma representação consciente tanto da sessão de
hipnose quanto das mudanças que depois se deram. Ele acredita que a coisa foi
resultado de uma experiência com drogas: fumou maconha e teve uma experiência
cósmica. Ele pressupôs que foi a qualidade do fumo e não uma sugestão
pós-hipnótica. Isto lhe serviu para realizar as mudanças que desejava.
Há muitas partes
das pessoas que fazem esse mesmo tipo de coisa. Uma determinada parte não quer
que a mente consciente saiba o que está se passando, porque acredita que esta
não consegue enfrentar a informação e essa parte pode tanto estar certa quanto
errada. Algumas vezes já trabalhei com pessoas com cujas partes
entrei em acordo para que elas permitissem à mente consciente ir lentamente
tomando consciência de alguma coisa, um pouco de cada vez, para descobrir se
realmente essa mente consciente pode ou não enfrentar essa situação. E, em
geral, essa parte descobria que a mente consciente poderia aceitar a informação.
Em outras oportunidades, recebi um enfático "Não, de forma nenhuma irei fazer isso. Não quero que a mente
consciente fique sabendo. Irei modificar todos os comportamentos, mas não irei
informar nada disso à mente consciente". E as pessoas mudam mesmo. A
maioria das mudanças ocorre de qualquer forma a nível inconsciente.
Sapos em Príncipes, Richard Bandler e John Grinder