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quarta-feira, 25 de junho de 2014

028 - biologia da crença P10

Um diretor do departamento de Física da Universidade de Havard disse a seus alunos em 1893 que não havia mais necessidade de existir doutores em física (Zukav, 1979). Segundo ele, a ciência já havia estabelecido que o universo é uma "máquina de matéria" constituída de átomos físicos individuais que obedecem às leis da mecânica newtoniana. 

Agora só cabia aos físicos refinar seus métodos de medição. 

Mas, três anos depois, o conceito de que o átomo era a menor partícula no universo caiu por terra com a descoberta de que ele é constituído de elementos ainda menores, as chamadas partículas subatômicas. Com essa outra descoberta ainda mais contundente: a de que os átomos emitem "energias estranhas", como raios X e radioatividade. Na virada do século 20, uma nova geração de físicos se propôs a mostrar a relação entre energia e estrutura da matéria. Dez anos mais tarde, deixaram de lado os conceitos newtonianos do universo material porque perceberam que o universo não é composto de matéria suspensa no espaço vazio, mas sim de energia. 

A física quântica descobriu que os átomos físicos são constituídos de vórtices de energia que giram e vibram constantemente. Cada átomo é um centro que gira e irradia energia e cada um deles tem uma assinatura (movimento) e constituição (moléculas) próprios. Por isso emitem coletivamente padrões de energia que podem ser identificados. Todo material no universo, incluindo você e eu, irradiamos uma assinatura energética única.

Lembra-se daqueles modelos de átomos que estudávamos na escola, com bolinhas de gude e rolimãs representando o sistema solar? Vamos compará-los com a estrutura "física" do átomo descoberta pela física quântica. Não, não se trata de um erro de impressão. Os átomos são feitos de energia invisível, e não de matéria palpável! 

Em nosso mundo, a substância (matéria) surge do nada. Parece estranho, não? Afinal, você pode estar segurando um livro bem sólido nas mãos. Mas se colocá-lo sob a lente de um microscópio atómico verá que não está segurando coisa alguma. Se pensarmos bem, os alunos de biologia não estão errados ao achar que o universo quântico é estranho.

Além disso, a maioria dos biólogos é reducionista, ou seja, acredita que os mecanismos de nosso corpo físico podem ser mais bem compreendidos extraindo células e estudando seus elementos químicos. Acreditam que as reações biológicas responsáveis pela vida são geradas como a linha de produção de Henry Ford: um elemento químico causa uma reação, que por sua vez causa outra em outro elemento, e assim por diante. A ilustração seguinte mostra o fluxo linear de informações de A para B, para C, para D e para E. 

O modelo reducionista sugere que, se há um problema no sistema, como uma doença ou disfunção, a fonte do problema pode ser atribuída ao mau funcionamento de um dos pontos da linha de montagem química. "Repor" então a peça defeituosa por meio de medicamentos, por exemplo, teoricamente faz com que a saúde do paciente se recupere. Esse conceito estimula a pesquisa da indústria farmacêutica em busca de drogas mágicas e genes perfeitos. 

No entanto, a perspectiva quântica revela que o universo é uma integração de campos de energia integrados e interdependentes. Os cientistas biomédicos acabam ficando confusos, pois não conseguem entender a complexidade da intercomunicação entre as partes físicas e os campos de energia que compõem a matéria. A percepção reducionista de fluxo linear de informações é uma característica do universo newtoniano. 

Mas o fluxo de informações do universo quântico é holístico. A estrutura das células está envolta em uma complexa rede de comunicação simultânea e abrangente. Uma função biológica pode surgir de um pequeno problema de comunicação em qualquer ponto da rede de informações.

Equilibrar ou ajustar a química desse complicado sistema interativo exige compreensão de seu funcionamento, e não uma simples tentativa de ajuste por intermédio de medicamentos.


Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

027 - a verdade da vida v7.178

É um erro julgar apenas como pessoas de sorte aquelas que obtêm êxito em tudo o que fazem. Essas pessoas têm sorte porque colocaram a si mesmas no caminho chamado Boa Sorte, usando para isso a força de suas próprias mentes. O que determina o papel que um indivíduo vai representar na sociedade à qual pertence, ou a posição que ele vai ocupar nela, é a sua atitude mental, a sua atitude em relação a si próprio e aos outros, a sua atitude perante a vida etc. Dentre elas, a mais importante é a sua atitude em relação a si mesmo: ter a firme convicção de que está ligado à Força Infinita (Deus) e, por isso, possui potencial ilimitado. Essa convicção é a base de tudo.

 A existência ou não dessa convicção é que irá determinar as nossas atitudes em relação aos outros, bem como o nosso modo de encarar a vida. Se você me perguntar qual é a primeira coisa de que um membro da Seicho-No-Ie deve tomar consciência, direi:




"Acredite, do fundo da alma, com toda a sua força, na sua potencialidade ilimitada". 

Quem traça o seu destino é a confiança que você deposita em si mesmo. Em outras palavras, o seu destino está dentro de você mesmo, dentro da sua autoconfiança, e não fora de você. Se você tiver a firme convicção de que possui habilidades diplomáticas, poderá um dia chegar a ser diplomata. Mas se, ao contrário, estiver convencido de que não possui habilidades diplomáticas, você não terá sucesso nem sequer como um corretor de seguros. Se você tiver a convicção de que possui talento para línguas, poderá vir a ser um verdadeiro expert em vários idiomas. Mas se, ao contrário, você estiver convencido de que não tem jeito para aprender línguas, certamente não conseguirá se tornar versado em nenhum idioma. 

Se você estiver convencido de que é uma pessoa insignificante, sem valor algum, você só poderá ser uma pessoa realmente sem valor. Mas, se, ao contrário, você tiver a convicção de ser possuidor de um sentimento fraterno tão profundo a ponto de tomar para si os sofrimentos de toda a humanidade, então você poderá vir a ser um grande salvador do mundo, como Jesus Cristo, Buda e outros. 

Como vemos, o que irá determinar se obteremos ou não aquilo que almejamos é o grau de confiança que depositamos em nossa própria potencialidade. A autoconfiança é como um recipiente, com o qual retiramos as riquezas da fonte de tesouros infinitos. As pessoas cujo recipiente chamado autoconfiança é mais amplo e mais profundo, conseguem retirar da fonte urna quantidade maior de tesouros e materializá-los neste mundo. 

A autoconfiança não consiste em fracas conjeturas, do tipo: "Bem, se não for muito difícil, acho que serei capaz de fazer...". Ela consiste em conscientizarmos plenamente nossa própria potencialidade e em compreendermos claramente a Verdade. Pessoa alguma conseguirá adquirir uma firme autoconfiança, enquanto não se conscientizar de que a sua força é a extensão da Força Infinita de Deus. A autoconfiança é também como uma tocha que ilumina o nosso caminho quando avançamos em direção a um mundo desconhecido. Essa tocha ilumina não só o caminho diante de nós, como também a nós próprios. A cada passo que avançamos, com maior nitidez surge o caminho à nossa frente. 

E a nossa potencialidade, cada vez mais estimulada, começa a se manifestar como urna força real, palpável. A autoconfiança nos faz enxergar muito claro, com os olhos da mente, a nossa própria força latente, força esta invisível aos olhos carnais. Tal como o Sol que desponta fulgurante, a autoconfiança expulsa as névoas de dúvidas e medo que pairam sobre nós, e indica-nos o topo da vitória que está lá adiante, bem corno o caminho que nos levará até ele. A autoconfiança é, portanto, a chave para a solução de todos os problemas. Quando enfrentamos um problema munidos de autoconfiança, achamos, de modo fácil e natural, um meio de resolver esse problema. Sim, autoconfiança.

 Autoconfiança. Dela depende o êxito de todas as coisas. Caro leitor, acredite na sua potencialidade, na sua capacidade latente. A autoconfiança é a chave que abre a porta do tesouro do Mundo da Grande Vida que é o território verdadeiro da nossa Vida. Se você acredita realmente na Vida Infinita que palpita dentro de você, certamente conseguirá curar quaisquer doenças, tanto as suas próprias como as de outras pessoas. Mesmo quando você se encontrar na mais difícil situação, o caminho se abrirá, com toda certeza, se tiver confiança em si mesmo. A autoconfiança é a aeronave que transpõe todos os obstáculos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

026 - biologia da crença P9

 [...] Antes de embarcar em Chicago, não fazia a menor ideia do que era física quântica nem de sua importância para a biologia. Quando o avião chegou ao Caribe, eu estava em estado de choque intelectual. Finalmente, entendia a relação entre as duas áreas da ciência e percebia o grande erro dos biólogos ao subestimar as leis da física. 

Seguindo ultrapassados modelos newtonianos, deixamos de ampliar nossos horizontes e não percebemos que a física quântica é a base de todas as ciências. Presos ao mundo físico de Newton, ignoramos o mundo quântico e invisível de Einstein, no qual a matéria é constituída de energia e não há limite absoluto. Em nível atômico, nem se pode afirmar com certeza que a matéria existe; há apenas uma tendência de que isso possa acontecer. Todos os meus conceitos e certezas sobre a biologia e a física tinham ido por terra! 

Hoje, quando penso em tudo isso, não entendo como eu e todos os biólogos nunca paramos para pensar que a física newtoniana, tão elegante e segura para nosso raciocínio hiper-racional, não explica sequer os mecanismos do corpo humano em detalhes, quanto mais os do universo! A ciência avança a cada dia, mas ainda conhece muito pouco sobre os organismos. Apesar de todas as descobertas, a mecânica dos sinais químicos, incluindo os hormônios, as citocinas (hormônios que controlam o sistema imune), os fatores de crescimento e de supressão tumoral, ainda não se explicam os fenômenos paranormais. Curas espontâneas, fenômenos psíquicos, demonstrações de força e resistência além do normal, habilidade de caminhar sobre carvão em brasa sem se queimar, agulhas de acupuntura que diminuem a dor manipulando a energia chi do corpo e muitos outros fenômenos desafiam a biologia newtoniana. 

Claro, eu mesmo jamais pensei em tudo isso enquanto estudava e lecionava nas faculdades. Meus colegas e eu ensinávamos os alunos a ignorar métodos como acupuntura, quiropraxia, massagem terapêutica, orações etc. Na verdade, fazíamos até pior. Chamávamos esses profissionais de charlatões porque estávamos cegamente vinculados à física newtoniana, mas essas modalidades de cura baseiam-se na crença de que os campos de energia influenciam e controlam nossa fisiologia e nossa saúde.

domingo, 4 de maio de 2014

025 - verdade da vida v7.163

Vence aquele que não imagina o fracasso 

"Todas as coisas me foram entregues por meu Pai" — estas são as palavras de Jesus Cristo, registradas no Evangelho de São Mateus, capítulo 11, versículo 27. Elas exprimem a sua plena consciência de ser Filho de Deus. "Aqueles que imaginam o fracasso em todas as circunstâncias e em tudo o que fazem, são pessoas que não têm consciência de seu próprio valor como ser humano" — estas são palavras de Mirabeau, grande figura da Revolução Francesa. 

Sim, qualquer que seja a obra que se pretenda realizar, aqueles que possuem a consciência da grandiosidade da sua própria natureza, bem como da força divina que existe dentro de si — força infinita que brota mais e mais à medida que se usa —, infalivelmente acabam atingindo o seu objetivo. Mas aqueles que não têm confiança em si mesmos ou que perdem a autoconfiança na metade da caminhada, é inevitável que fracassem. Caro leitor, se você tem inimigos, saiba que seus inimigos estão dentro de você mesmo. Antes de mais nada, elimine a falta de confiança em si próprio. A grandeza da obra realizada por uma pessoa nunca é superior ao grau de autoconfiança dessa pessoa. Se o grande Napoleão tivesse achado impossível transpor os Alpes e, sem coragem para prosseguir, tivesse interrompido a marcha de seu exército no sopé dos Alpes, com certeza ele não teria conseguido conquistar a Europa. Mas ele conseguiu realizar essa conquista porque, conforme ele próprio disse, em seu dicionário não havia a palavra impossível. "Tudo se realiza quando agimos com autoconfiança" - não há frase melhor que essa para nos infundir ânimo. Caro leitor, por que está vacilando? Conscientize que dentro você existe a capacidade infinita esperando que você a use quanto desejar. Aqueles que acreditam nisso e passam a usar realmente essa capacidade, serão vitoriosos. O que acabei de dizer aplica-se também á saúde. Se você está doente, levante-se agora mesmo, sem vacilar. acredite firmemente que na verdade você é isento de doença, e passe a agir, de fato, como pessoa sadia. Se, na transição do estado doentio para o estado de perfeita saúde, você tiver sofrimentos, acredite que quem está sofrendo não é você, mas sim a sombra projetada pelos pensamentos insalubres, que você vinha mantendo até agora. 

Acredite que, tendo lido agora o que ensina a Seicho-No-le, conseguiu preencher sua mente com pensamentos salutares. acredite que esses pensamentos salutares já estão começando a tomar forma e a se manifestar concretamente em set corpo. E passe a agir como uma pessoa perfeitamente sã.

Ser saudável, considerando-se dotado somente de uma pequena força vital, é uma façanha tão impossível quanto apanhar um peixe no topo de uma montanha. Manter o corpo forte e sadio ao mesmo tempo que trata a si mesmo como urna pessoa doentia, é tão impossível quanto se aquecer abraçado a um bloco de gelo. Aquele que se imagina um Ser insignificante irá se aparentar insignificante, e aquele que se imagina um gigante irá se aparentar gigante. Esperando-se o fracasso, manifestar-se-á o fracasso; e esperando-se o êxito. manifestar-se-á o êxito. Assim é a lei mental. As estatuas de bronze são feitas conforme o molde. Da mesma forma, as nossas obras são feitas conforme o nosso molde mental. Portanto, caro leitor, se quer realizar uma grande obra, é imprescindível que você amplie o seu molde mental. Jamais se deixe encolher. Contanto que você próprio não represe a sua força infinita, ela fluirá livre e contínua e não haverá pessoa alguma que consiga detê-la. Se há alguém que tenha alcançado êxito sem acreditar em sua própria capacidade, que se apresente. Talvez haja algumas pessoas que digam ter alcançado êxito independentemente de sua capacidade, pois receberam uma herança vultosa que nem estavam esperando. 

Pois eu lhes digo: mesmo que alguém herde uma grande fortuna, de que adiantará isso se ele não tiver confiança em si próprio? Inevitavelmente seu mundo mental acabará se transformando num inferno, por causa do constante medo de perder essa fortuna. Não haverá manifestação concreta no mundo das formas se não existir primeiro uma firme autoconfiança no mundo da mente. Todo efeito encontra-se, desde o princípio, dentro da respectiva causa. Assim, a autoconfiança é a causa, e a concretização dos sonhos ou ideais no mundo exterior é o efeito que infalivelmente se produz a partir dela. Em tudo, no princípio existe a semente, e depois é que se forma o fruto. O jato de água encanada não consegue elevar-se mais do que o nível de água do reservatório. Elevando-se o nível de água do reservatório, o jato de água se elevará. Tornando-se maior a causa, também será maior o efeito. 

Portanto, caro leitor, aumente a sua autoconfiança, que infalivelmente aumentarão a sua saúde e os seus êxitos. Por maiores que sejam a sua capacidade, a sua cultura e o seu talento, você não conseguirá que esses tesouros espirituais se manifestem no mundo das formas, se não tiver autoconfiança. Existem pessoas de quem os outros tecem comentários como: "O Fulano é muito inteligente e por estar consciente demais de todos os problemas, não ousa passar para a ação...". Isso prova que as pessoas sem autoconfiança não conseguem concretizar no mundo das formas os seus planos, por mais inteligentes que elas sejam.

terça-feira, 22 de abril de 2014

024 - biologia da crença P8

Meu momento de "eureca" foi parecido com a dinâmica de algumas soluções hipersaturadas da química. São soluções que parecem apenas água, mas que estão tão saturadas de substâncias dissolvidas que uma simples gota a mais pode causar uma reação enérgica e transformar a mistura em um grande cristal. 

Este momento “eureca”, nas religiões, é descrito como um momento de iluminação, o samadhi. 

 Não é nada diferente, no entanto nos aparenta certa estranheza que uma descoberta cientifica possa ter o mesmo valor de uma iluminação espiritual. Ambas não passam de momentos de quebra de barreiras, de paradigmas, que ocasionam um despertar ou um esclarecimento. Mas este relato do Dr. Bruce Lipton se enquadra em percepções do real funcionamento do homem, enquanto os santos, nas reais percepções de Deus, o que para mim não passa de semântica, já que Deus e homem são uma única expressão.

Em 1985, eu estava morando em uma casa alugada em uma ilha no Caribe lecionando numa escola de medicina. Eram duas horas da manhã e eu estava revendo todas as anotações sobre biologia, química e física a respeito da membrana celular que tinha feito nos últimos anos, em uma tentativa de encontrar uma ligação entre elas que me revelasse seu funcionamento. Foi então que um momento de vislumbre me transformou por completo, não em um cristal resultante de misturas hipersaturadas de laboratório, mas em um biólogo consciente do funcionamento da membrana que não tinha mais desculpas para não assumir o controle da própria vida. 

Naquele instante, redefini toda a minha compreensão do funcionamento da organização estrutural da membrana. Comecei a visualizar todo o processo desde as moléculas fosfolipídicas em formato de pirulito, organizadas como soldados enfileirados em um desfile. Por definição, estruturas cujas moléculas se organizam em padrões regulares e repetidos são cristais. Há dois tipos básicos de cristal: o primeiro é o mineral, como os diamantes, rubis e até mesmo o sal; o segundo tem estrutura mais fluida embora suas moléculas tenham o mesmo padrão organizado. Um exemplo bem conhecido é o do cristal líquido dos relógios digitais e das telas de laptops. 

Para explicar melhor o conceito de cristal líquido, vamos usar novamente o exemplo dos soldados em uma parada militar. Ao virar em uma esquina, os soldados mantêm a estrutura e o ritmo do regimento mesmo que tenham de passar enfileirados, um a um. Movimentam-se como as moléculas do cristal líquido, sem perder a organização. As moléculas fosfolipídicas da membrana seguem o mesmo padrão. Sua organização fluida e cristalina permite flexibilidade de movimentos e de formato, porém sem perder a integração da estrutura, qualidade essencial para que a barreira interna se mantenha intacta. Portanto, para definir claramente a membrana, fiz a seguinte anotação: "A membrana é um cristal líquido". 

Comecei então a associar o fato de que uma membrana que contivesse apenas fosfolipídios seria como o sanduíche de pão com manteiga sem as azeitonas [as azeitonas furadas são como canais entre o meio externo e interno da célula e a manteiga a própria membrana impermeável]. O corante não conseguiria atravessar a barreira de manteiga. Um sanduíche desse tipo não seria um condutor. No entanto, se adicionássemos as "azeitonas" de PIMs, poderíamos observar que a membrana é condutora de determinadas substâncias, mas impede a passagem de outras. Adicionei então outro comentário: "A membrana é um semicondutor". 

Por fim, adicionei uma descrição dos dois tipos mais comuns de PIM [azeitonas], as receptoras e as executoras, chamadas de canais porque permitem às células receber nutrientes importantes e expelir dejetos. E já estava para fazer a anotação de que as membranas contêm "receptores e canais" quando outra imagem me veio à mente: a de uma porta. Então, completei a descrição com a frase "as membranas contêm portas e canais". 

Reli então a frase inteira: "A membrana é um semicondutor de cristal líquido com portas e canais". 

O que me surpreendeu foi o fato de saber que tinha lido ou ouvido aquela mesma frase em algum lugar, mas não me lembrava onde. Só tinha certeza de que a frase que tinha ouvido não estava ligada à biologia. 

Quando me reclinei na cadeira, a primeira coisa que me chamou a atenção foi meu novo Macintosh que estava sobre a mesa, meu primeiro computador. Ao lado dele estava um exemplar de capa vermelha do livro Understanding your microprocessor [Entenda seu microprocessador] que eu havia comprado em uma loja. Peguei o livro, comecei a folhear e encontrei, na introdução, a definição de um chip de computador: "Um chip é um semicondutor de cristal com portas e canais". 

Fiquei ali parado, impressionado com a ideia de que um chip e a membrana de uma célula podem ter a mesma definição técnica. Passei mais alguns minutos, mergulhado no livro, lendo e comparando biomembranas e semicondutores de silício. Fiquei ainda mais impressionado ao perceber que não se tratava de mera coincidência. A membrana celular tem realmente estrutura e funções equivalentes (homólogas) às de um chip de silício.

Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

023 - a verdade da vida v7.80

[...]

Uma pessoa que vive dependendo de remédios é porque não consegue ver quão grande é a força vital (força autocuradora) que existe dentro de si. Mesmo que os medicamentos tenham grande poder de cura, esse poder é insignificante quando comparado com a força infinita que existe no interior do homem. Pobres são os que não conseguem tirar do seu interior a força infinita, por viverem encobrindo-a com essa pequena força externa chamada remédio. 

"Queimar a ponte que acabou de atravessar" significa que, ao tomarmos a decisão de atingir um objetivo, devemos avançar a todo custo, impedindo voluntariamente o trânsito por quaisquer outros caminhos que não conduzam ao nosso objetivo. É viver, eliminando todos os caminhos de retrocesso. 

Falando de modo dramático; é renunciar a todas as demais coisas, para atingir um objetivo. Este é o preço da vitória, o qual, seja para o que for, é preciso pagar. Se ficarmos perseguindo vários objetivos ao mesmo tempo, sem nos concentrarmos em um único, não poderemos realizar bem coisa alguma. Existem muitas pessoas doentes que buscam a cura, experimentando um tratamento durante dez dias, outro tipo de tratamento durante um mês, um medicamento durante uma semana, um remédio caseiro durante três semanas, e assim por diante, sem conseguirem resultados eficazes em nenhum caso. Elas não conseguem a cura porque não são capazes de "queimar a ponte que acabaram de atravessar", ou seja, não são capazes de concentrar sua fé numa só coisa. Quando concentrarmos nossa fé em uma só coisa — seja ela o que for — a força infinita que existe dentro de nós reflete-se no objeto da nossa fé, e faz com que obtenhamos resultados realmente concretos. Quando queimamos a ponte que acabamos de atravessar e concentramos nossa mente em uma só coisa, conseguimos superar todos os perigos, obstáculos e dificuldades, pois a nossa força mental é infinita. Compreendendo essa Verdade, as pessoas certamente passarão a confiar em uma só coisa, deixando de lado tudo o mais. Essa uma só coisa é a infinita força vital que existe dentro de nós. Jovens que estão se preparando para a vida! Todos os membros da Seicho-No-le! 

Concentrem todas as suas forças num só objetivo! Para alcançar esse único objetivo, paguem integralmente o seu preço! Se pagarem apenas a metade do preço, vocês só conseguirão a metade daquilo que querem alcançar. Não se deixem tentar pelos pequenos prazeres surgidos à sua frente. Com o pensamento fixo no objetivo e com a firme convicção em sua vitória, abandonem tudo o mais. Da mesma forma que Júlio César mandou queimar as suas embarcações para que o seu exército lutasse com o único objetivo de vencer a batalha, vocês também devem queimar, na mente, todas as coisas que possam desviar seus pensamentos do alvo a ser atingido. Para alcançar a vitória, vocês devem empregar cada minuto e cada segundo de sua vida no aprimoramento e na elevação de si mesmos, e assim progredir passo a passo. Este é o caminho do Vitorioso. Este é o caminho para exteriorizarem a força infinita (Deus) que existe dentro de vocês, e tornarem-se aqueles que sempre vencem. Quando vocês conhecerem a alegria de trilhar este caminho, compreenderão que os demais prazeres são todos efêmeros e inconstantes. 

Conheço um membro da Seicho-No-le que resolveu tornar-se dentista depois de já ter passado da meia-idade. Seus conhecidos comentaram: "É difícil conseguir ser dentista nessa idade". Mas esse senhor não se importou com os comentários e começou a estudar odontologia. Um dia, encontrando uma tábua adequada, confeccionou uma placa para a sua futura clinica dentária. Tempos depois, ele conseguiu o seu diploma de dentista e abriu sua própria clinica, onde pendurou aquela placa confeccionada bem antes de se diplomar. Sendo possuidor de tanta autoconfiança, é natural que tenha atingido seu objetivo. Ele procedeu como Júlio César, que certa vez disse: "Aonde se dirige a minha bandeira, infalivelmente conquistarei a vitória". Caro leitor, confie em si mesmo. Confie em Deus que habita dentro de você. Confie na força infinita que existe no seu interior. Assim como o sábio membro da Seicho-No-le que acabei de mencionar, confeccione desde o princípio a sua placa da vitória e mantenha-a bem alto. Acredite que não haverá outra coisa senão a vitória. 

Jamais comece exibindo a placa do fracasso. Aquele que, mesmo sem nunca ter tido náuseas, leva remédio para isso quando viaja, é uma pessoa que vive carregando a placa do fracasso. Saiba que todas as forças necessárias nos serão dadas por Deus, conforme as exigências do momento. Deus não é uma presença externa que possa ser notada aqui ou acolá. Ele está dentro de nós. Quando confiamos plenamente em nossa força interior, passamos a manifestar a força infinita. Com fisionomia decidida e olhos brilhantes de esperança, avance em direção ao objetivo, empenhando-se de corpo e alma. Jamais retroceda, deixando-se dominar pelo medo. Permaneça junto de seu adversário e derrote-o. Na luta com espada (Kendo), se você se deixar levar pelo pensamento covarde de atingir o outro somente com a ponta da espada, com medo de ser atingido, você é quem será ferido. Coloque todo o seu peso na espada e enfrente o adversário. Não pense que haverá outra chance, se fracassar uma vez. Enfrente com a convicção de que, se fracassar na primeira tentativa, só restará a morte. Com essa determinação, você conseguirá derrotar o adversário. Do mesmo modo, quem enfrenta as dificuldades com essa determinação, conseguirá vencer na vida. 


sábado, 12 de abril de 2014

022 - biologia da crença P7

[...]

A ciência da epigenética, que significa literalmente "controle sobre a genética", modificou completamente os conceitos científicos sobre a vida (Pray, 2004; Silverman, 2004). Na última década, as pesquisas epigenéticas estabeleceram que os padrões de DNA passados por meio dos genes não são definitivos, isto é, os genes não comandam nosso destino! 

Influências ambientais como nutrição, estresse e emoções podem influenciar os genes ainda que não causem modificações em sua estrutura. Os epigeneticistas já descobriram que essas modificações podem ser passadas para as gerações futuras da mesma maneira que o padrão de DNA é passado pela dupla espiral (Reik e Walter, 2001; Surani, 2001).

Outros estudos mostram que os mecanismos epigenéticos são um fator importante em diversas doenças, entre elas o câncer, os problemas cardiovasculares e a diabetes. Na verdade, apenas cinco por cento dos pacientes de câncer ou que apresentam problemas cardiovasculares podem atribuir suas doenças a fatores hereditários (Willet, 2002). A mídia alardeou a descoberta do gene do câncer de mama, mas deixou de mencionar que 90 por cento dos casos desse tipo de câncer não está associado a genes herdados. A maioria ocorre por alterações induzidas pelo ambiente e não por genes defeituosos (Kling, 2003; Jones, 2001; Seppa, 2000; Baylin, 1997). 

As evidências epigenéticas foram tantas que alguns cientistas mais tradicionais começaram a mencionar o nome de Jean-Baptiste de Lamarck, o evolucionista antes tão desdenhado, que acreditava que os traços adquiridos por influência do ambiente podem ser transmitidos.
Os biólogos celulares descobriram as grandes habilidades da membrana celular estudando os organismos mais primitivos do planeta: os procariontes. Os procariontes, que incluem as bactérias, consistem numa membrana celular envolvendo uma minúscula gota de citoplasma denso. Embora seja uma forma tão primitiva de vida, tem função específica. Bactérias não vagam pelo mundo como bolas de pingue-pongue, jogadas de um lado para o outro. Executam os mesmos processos biológicos que as células mais complexas. Ingerem, digerem, respiram, excretam e possuem até mesmo um sistema "neurológico". Percebem onde estão os alimentos e vão em direção a eles. Além disso, são capazes de reconhecer toxinas e predadores e utilizam manobras de fuga para salvar sua vida. Ou seja, até os procariontes possuem inteligência! 

Mas de qual parte de sua estrutura vem essa "inteligência"? O citoplasma dos procariontes não possui as organelas encontradas nas células mais desenvolvidas como as eucariontes, que têm núcleo e mitocôndria. A única estrutura organizada que poderia ser considerada "cérebro" nos procariontes é a membrana.

As PIMs - Proteínas Integrais de Membrana - receptoras são os órgãos sensoriais das células, equivalentes a nossos olhos, orelhas, nariz, papilas gustativas etc. Funcionam como "nanoantenas", prontas a reagir aos sinais do ambiente. Algumas dessas proteínas integrais receptoras vão da superfície da membrana para a o interior da célula para monitorá-lo enquanto outras voltam-se para o exterior para captar sinais externos.

As "antenas" receptoras também captam campos de energia vibracional como luz, sons e frequências de rádio. As antenas dessas receptoras de "energia" vibram como diapasões. Se uma vibração de energia no ambiente fizer vibrar uma antena receptora, isso vai alterar a carga da proteína, fazendo com que a receptora mude seu formato (Tsong, 1989). Tratarei desse assunto com mais detalhes no próximo capítulo. Só desejo explicar que, devido ao fato de as receptoras serem capazes de captar campos de energia, o conceito de que apenas as moléculas físicas têm ação sobre a fisiologia celular é obsoleto. O comportamento biológico pode ser controlado por forças invisíveis, incluindo o pensamento, e também por moléculas físicas como a penicilina, o que serve de base científica para o desenvolvimento de medicamentos energéticos que não envolvem produtos farmacêuticos.

Biologia da Crença, Brucew Lipton



domingo, 9 de março de 2014

021 - a verdade da vida v7.74

"Queime a ponte que acabou de atravessar" é uma das grandes máximas que consta nas "Palavras de Sabedoria". Caro leitor, após você tomar a decisão de realizar alguma coisa, é necessário seguir sempre em frente, com a firme convicção de que vencerá infalivelmente. Ninguém poderá exteriorizar plenamente a sua força, se, ao iniciar um empreendimento, deixar preparado um caminho para retroceder quando se deparar. com algum obstáculo. 

Quando Júlio César desembarcou na costa britânica com o seu exército, ele mandou queimar todos os seus navios — navios esses que tinham prestado um grande serviço transportando seu exército até o estreito de Dover e que, no caso de derrota, seriam indispensáveis para a retirada. Quando compreendemos que "não há outra saída, a não ser marchar para frente", conseguimos exteriorizar uma capacidade bem maior do que a demonstrada em circunstâncias normais. Portanto, compreender que "não há outro caminho a não ser seguir em frente", é um meio de fazer exteriorizar a força da Vida Infinita que existe em nós. 

"Vencerei infalivelmente, onde quer que eu vá" — aquele que inicia qualquer empreendimento com essa determinação, alcançará infalivelmente a vitória. Essa determinação é indispensável, mas ela não poderá nascer dentro de nós quando existir um caminho para retroceder. Por isso, as pessoas que não têm autodeterminação precisam queimar a ponte que acabaram de atravessar. (Em inglês se diz: "Burn your bridge behind you"). Uma vez queimada a ponte, não se pode voltar atrás, por mais que se queira. A Única alternativa que resta é seguir em frente. "Não há outro meio a não ser seguir em frente!" — essa situação nos toma mais fortes, pois o único movimento possível, no caso, será para frente, e nunca para trás.

De fato, quando "queimamos a ponte que acabamos de atravessar", teremos tudo de que necessitamos à nossa disposição. Um bom professor de natação leva o aluno à parte mais funda da piscina e solta suas mãos. Isso porque ele sabe que, se o aluno continuar indefinidamente na parte rasa, onde poderá ficar de pé sempre que se cansar ou sentir receio, o progresso será muito lento. Ao ser levado à parte funda c sem ter onde e em quem se apoiar, o aluno tem de nadar, senão se afogará. É nesse momento que ele aprende, de fato, a flutuar, porque não pode deixar de exteriorizar toda a sua força. E, quando o homem exterioriza plenamente a sua força, ele passa a receber a força infinita proveniente da Grande Vida do Universo. Encerra uma grande verdade a seguinte frase de Samuel Smiles (jornalista, biógrafo e reformador social, nascido na Escócia): "Deus ajuda a quem ajuda a si próprio".

Caro leitor, empenhe toda a sua força naquilo que deseja realizar! Desse modo, você conseguirá exteriorizar cada vez mais a sua força infinita. Feliz daquele que, olhando para o passado, consegue afirmar honestamente: "Eu empenhei toda a minha forçar: Trata-se de uma pessoa abençoada por Deus e que recebe a força necessária da fonte de força inesgotável, designada Deus. Caro leitor, empenhe, pois, toda a força naquilo que fizer. Mesmo que se sinta exausto, não se deixe vencer. Não menospreze a si mesmo. Não se considere fraco. Você certamente está enganando a si mesmo, quando, sentindo-se exausto, pensa não ter mais força para se mover. Suponha que, nesse momento, ocorra um incêndio no prédio onde você se encontra, e as chamas comecem a envolver o aposento em que você está. Suponha que o fogo esteja se aproximando rapidamente, e falte pouco para atingir suas roupas. Será que, ainda assim, você permaneceria imóvel, dizendo que está exausto? Será que você ficaria parado, deixando-se atingir pelas chamas? Se está cansado a ponto de não conseguir se mover, mesmo nessa circunstância, então deve ter empenhado, realmente, toda a sua força. Mas, caso contrário, você ainda não empenhou toda a sua força. 

Somente quando exterioriza plenamente a sua força, o homem passa a receber o novo suprimento do depósito da força infinita denominado Deus. Antes disso, o homem faz uso apenas de sua limitada força humana, armazenada em seu corpo. Portanto, caro leitor, exteriorize plena e totalmente a sua força. Somente assim você passará a receber a força infinita. Não veja a si mesmo como um ser insignificante. Não se julgue fraco. Não se apoie em forças externas. Não fique preparando o caminho para recuar, admitindo a possibilidade de falhar. Não fale de testamentos, preparando-se para a morte. Para o homem, que é filho de Deus, não há possibilidade de falha. 

Em situações difíceis é que se manifesta em nós a força infinita de Deus. Via de regra, as pessoas que fracassam são aquelas que deixam preparado o caminho para a fuga, receando a derrota. Júlio César disse: "Vim, vi e venci". Caro leitor! Assim como César atravessou o rio Rubicão, desafiando os riscos e acreditando firmemente na vitória, você também deve avançar com espirito resoluto, em todas as circunstâncias desta vida, acreditando firmemente na vitória. Aquele que age assim, acaba com toda certeza tomando-se vitorioso. 

Enquanto todos os soldados de Júlio César permaneciam sem ação à beira do Rubicão. sem coragem de enfrentar a forte correnteza do rio, quem tomou a iniciativa de se lançar resolutamente nas águas e começar a nadar vigorosamente foi o próprio Júlio César. Ele, que se tomou o senhor do Império Romano, tinha dentro de si a firme convicção de poder vencer quaisquer obstáculos, onde quer que fosse. Aquele que, admitindo a possibilidade de falhar, fica desenhando na mente o fracasso c preparando-se para isso, não pode exteriorizar a sua força total. Também aquele que, por viver preocupado com doenças, carrega sempre os remédios consigo, não se toma realmente sadio. Quem só pensa em morte e vive falando nisso, acaba atraindo realmente a própria morte. Todas as coisas traçadas na mente acabam se manifestando. Aquele que não vê a força infinita dentro de si, não pode manifestá-la.

A verdade da vida vol.7, Masaharu Taniguchi 

segunda-feira, 3 de março de 2014

020 - sapos em príncipes P3

Há alguns anos estávamos fazendo um workshop e havia uma mulher que tinha fobia de dirigir em pistas de alta velocidade. Ao invés de tratar esse problema como fobia, o que teria sido muito mais elegante, realizei uma remodelagem-padrão para demonstrar que se pode trabalhar com fobias através da remodelagem, mesmo que seja muito mais rápido usar o padrão de dissociação visual/cinestésico de duas etapas. 

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/308663/sapos-em-principesEu disse: "Olha, existe uma parte que fica morrendo de medo quando você chega perto das pistas de alta velocidade. Vá para dentro de você e diga a esta parte que ela está fazendo uma coisa importante e pergunte-lhe se ela está com vontade de comunicar-se com você". Ela obteve uma resposta positiva muito intensa. Então eu lhe disse: "Agora volte para dentro e pergunte a essa parte se ela tem vontade de lhe dizer o que é que ela está tentando fazer para você quando fica morrendo de medo se você se aproxima de pistas de alta velocidade". Ela se voltou para dentro e depois disse: 

"Bom, essa parte me disse que não está com vontade de me contar nada". 

Ao invés de proceder a uma remodelagem inconsciente, fiz uma coisa que pode parecer curiosa, porém, de tempos em tempos, realizo-a quando tenho uma suspeita, ou o que as demais pessoas chamam de intuição. Fiz com que ela se voltasse para dentro de si mesma e perguntasse àquela parte se ela sabia o que estava fazendo pela pessoa. Ela fechou os olhos e depois, quando os abriu de volta, disse: "Bom, eu.. , eu não, .. eu não acredito que ela me disse". "Então volte para dentro e pergunte-lhe se está dizendo a verdade". Ela novamente se interiorizou e depois falou: 

"Não quero acreditar no que ela me disse". "Bom, que foi que ela te disse?" "Disse que se esqueceu!". 

Bom, embora possa soar muito divertido, sempre considerei que essa fosse uma grande resposta. Em certos aspectos, faz sentido. Você está viva há muito tempo já. Se uma parte organiza um comportamento seu e a pessoa realmente resiste a ele e luta contra ele, o comportamento pode ficar tão envolvido na luta que acabe esquecendo por que motivo foi que se organizou daquela forma, para início de conversa. Quantos de vocês já entraram numa discussão e no meio do fala-fala já se esqueciam do que pretendiam fazer, só para começar? As partes, da mesma forma que as pessoas, nem sempre se recordam dos resultados. 
Em vez de entrar numa grande trapalhada, disse: "Olhe, essa sua parte é muito forte. Alguma vez você já se deu conta de como ela é poderosa? Cada vez que você se aproxima de uma pista de alta velocidade, essa parte é capaz de amedrontar você até o limite. Isso é realmente surpreendente. Como é que você se sentiria de contar com uma parte como essa do seu lado?" Ela disse: "Uau! Não tenho nenhuma parte como essa!" Então respondi: "Volte-se para seu interior e pergunte-lhe se ela gostaria de fazer alguma coisa que se pudesse apreciar, que fosse válida, e em que valesse a pena empregar todos os seus talentos", E evidentemente a parte respondeu um entusiasmado sim. 

Então eu disse: "Então se ponha em contato com seu interior, e pergunte à parte se ela teria vontade de te deixar confortável, alerta, respirando regularmente e com suavidade, tendo cuidado e sintonizada na experiência sensorial, toda vez que você subir numa pista de alta velocidade, pela rampa de acesso". 

A parte respondeu: "Sim, sim, eu vou fazer isso". Fiz depois com que ela fantasiasse uma duas situações numa pista de alta velocidade. Antes ela havia sido incapaz de fazê-lo, ficava num estado de terror' completo porque até mesmo a fantasia de chegar perto de uma dessas pistas era por demais assustadora. Desta vez, quando ela fez a fantasia, fê-lo adequadamente. Ela entrou no carro, saiu da  pista, e procedeu muito bem. Ela se divertiu tanto que dirigiu nessa pista durante quatro horas e acabou ficando até sem gasolina.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

019 - sapos em príncipes P2

Dentro da programação neurolinguística começamos a compreender o que é o subconsciente, na verdade não. O subconsciente é um lugar tão ilógico e muito instintivo no que concerne entender como um lugar onde os pensamentos nascem. Existem várias mentes que se interpõem às tentativas de uma mente lógica se fixar, que podemos chamar de ego, e um subconsciente que tenta agir conforme os padrões armazenados, os modelos criados, e uma mente superior que nos direciona conforme o destinado. A psicanálise os chamam de instinto, [ego] e superego. Mesmo que as explicações sejam diferentes e parciais daquelas que se mostram através destes exercícios propostos tanto pela PNL quanto por terapias como as Constelações Familiares, etc. Perceba o quanto desconhecemos de nós mesmos:

http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/308663/sapos-em-principes
Passamos por um período em que não fazíamos mais nada a não ser transes hipnóticos muito, muito profundos. Veio uma vez um homem dizendo que havia toda sorte de coisas interpondo-se em seu caminho para atingir a felicidade. Eu disse: "Você gostaria de me dizer quais são estas coisas?" E ele disse: "Não, eu quero entrar em transe e mudar tudo de uma vez, e é por isso que vim procurar hipnose". Portanto, aceitando seu comportamento, efetuei uma indução, coloquei-o num transe profundo, mandei embora sua mente consciente, e disse: "Quero falar em particular com sua mente inconsciente". Eu não tenho a menor ideia do que isso significa, porém, quando o dizemos às pessoas, elas o fazem. Elas conversam conosco e não é aquela que esteve falando antes, pois ela sabe de coisas que a primeira não sabia. Se eu criei essa divisão ou se ela já estava lá, não tenho ideia. Apenas pedi que ela acontecesse e recebi o que queria. 

Neste caso particular, sua mente consciente – para expressá-lo do modo mais bonito possível – era oca. Entretanto, seus recursos inconscientes eram incrivelmente inteligentes.

 
Então eu disse: "O que quero saber de você, uma vez que você sabe dele muito mais do que eu, é quais são as mudanças necessárias em seu comportamento?" 

A resposta que obtive foi: "Ele é um homossexual". "Qual é a mudança que ele precisa fazer?"
"Ele precisa mudá-la porque está toda baseada em cima de um erro". 

"De qual erro?" 

Foi a seguinte a explicação que obtive de sua mente consciente: a primeira vez que ele tivera a oportunidade de reafirmar-se fisicamente, em termos de tentar defender-se da violência, foi quando ele tinha cinco anos e tivera sido levado a um hospital para uma extração de suas amígdalas. Alguém colocou a máscara de éter em seu rosto e ele tentou empurrá-la para longe e lutar enquanto cedia ao peso do anestésico. A anestesia ficou ancorada à sensação de estar zangado. Depois disso, toda vez que ele começava a sentir-se zangado ou amedrontado, e começava a brigar contra alguma coisa, seu corpo amolecia. Em resultado disso, sua mente consciente decidiu que ele era um homossexual. Ele estava vivendo como homossexual há mais ou menos vinte e cinco anos. 

Seus recursos inconscientes disseram: "Você não deve permitir que sua mente consciente saiba deste erro, porque saber disso irá destruí-lo". E eu concordei com isso. Não havia necessidade de que ele soubesse que durante vinte e cinco anos havia sido trapaceado em todos os seus relacionamentos. A única coisa importante era que ele deveria fazer uma mudança, porque ele queria se casar, mas não podia se casar com uma mulher porque sabia que era um homossexual. Sua mente consciente não iria de modo algum permitir-lhe a conscientização do fato de que havia cometido aquele engano, pois isso faria de sua vida inteira um engano, um erro e essa informação o destruiria por completo. Seu inconsciente queria dar-lhe a ilusão de que havia ultrapassado o.problema da homossexualidade e adquirido novos comportamentos. 

Então, fiz um acordo com sua mente inconsciente de que ele iria florescer como pessoa heterossexual e fazer as mudanças como resultado de uma experiência espiritual. Sua mente inconsciente concordou que essa era a melhor forma de realizar a coisa. Ele se modificou sem nenhuma representação consciente tanto da sessão de hipnose quanto das mudanças que depois se deram. Ele acredita que a coisa foi resultado de uma experiência com drogas: fumou maconha e teve uma experiência cósmica. Ele pressupôs que foi a qualidade do fumo e não uma sugestão pós-hipnótica. Isto lhe serviu para realizar as mudanças que desejava. 

Há muitas partes das pessoas que fazem esse mesmo tipo de coisa. Uma determinada parte não quer que a mente consciente saiba o que está se passando, porque acredita que esta não consegue enfrentar a informação e essa parte pode tanto estar certa quanto errada. Algumas vezes já trabalhei com pessoas com cujas partes entrei em acordo para que elas permitissem à mente consciente ir lentamente tomando consciência de alguma coisa, um pouco de cada vez, para descobrir se realmente essa mente consciente pode ou não enfrentar essa situação. E, em geral, essa parte descobria que a mente consciente poderia aceitar a informação. Em outras oportunidades, recebi um enfático "Não, de forma nenhuma irei fazer isso. Não quero que a mente consciente fique sabendo. Irei modificar todos os comportamentos, mas não irei informar nada disso à mente consciente". E as pessoas mudam mesmo. A maioria das mudanças ocorre de qualquer forma a nível inconsciente.

Sapos em Príncipes, Richard Bandler e John Grinder


domingo, 9 de fevereiro de 2014

017 - a verdade da vida v5.146

Abandone o "é preciso ser assim..." 

Achar que "tem de ser desta ou daquela maneira" é obstinação da inteligência superficial. A pessoa estabelece uma lei e passa a ter a obstinação de que "precisa ser de tal maneira". E por causa disso, se ela desrespeitar um pouquinho essa lei, o seu corpo ou se enfraquece, ou fica doente. Porém, quando abandona a obstinação com que está segurando algo na mente, a pessoa obtém a liberdade que é inata ao ser humano — descobre o seu "eu originariamente livre", que pode viver sem regras pré-estabelecidas. Quando a sra. Kudo compreendeu que "o homem consegue viver mesmo sem comer", antiteticamente a comida que parava no esôfago começou a passar para o estômago. Aqui está o segredo para vivificar a Vida do homem — a fórmula secreta para curar todas as doenças: no momento em que deixam de existir todos os "é preciso...", é recuperada a liberdade da Vida, que estava sendo tolhida pelo "é preciso..." feito pela própria pessoa. 


A esposa daquele professor secundário que há pouco mencionei curou-se em três dias da doença que o médico dissera requerer dois anos de repouso no litoral, quando ofereceu todo o patrimônio e o próprio marido a Deus, desfez-se da obstinação com que pensava "precisa ser assim", e abandonou todos os juízos da sabedoria superficial do homem, declarando que jamais se queixaria, aconteça o que acontecer. Aparentemente, as doenças dessas duas senhoras foram curadas por diferentes tipos de despertar espiritual, mas na verdade foi o mesmo. 

Como a pessoa decide tudo segundo seu juízo de que "precisa ser assim", quando não acontece assim, surgem as queixas, surge o medo, e, como reflexo da mente que perdeu a calma, ocorre a estagnação da corrente sanguínea, ou produzem-se toxinas no sangue. Mas quando se desfaz essa obstinação de que "precisa ser assim", mesmo que não ocorra o esperado, não surgem nem a queixa nem o medo; consequentemente, a mente se toma dócil, a Vida adquire a liberdade e recupera a saúde.

 
A respeito do tempo de sono do homem, por exemplo, no ensino de fisiologia da escola antiga, ministrava-se a lei autorrestritiva de que "O homem precisa dormir oito horas por dia". As pessoas que receberam essa educação escolar muitas vezes ficavam presas a essa lei feita pelo próprio homem e, quando se desviavam dessa norma, eram castigadas pelo seu próprio subconsciente e ficavam cansadas ou doentes. No momento em que o indivíduo rompe a lei autorrestritiva do "precisa", inventada pelo homem, desaparecem do seu subconsciente as prescrições do tipo "se não proceder assim, ficarei enfraquecido ou serei condenado à doença"; portanto, ele já não ficará debilitado nem contrairá doença, mesmo sem tomar providência alguma. 

Eu conheço um estudante secundário que teve pleurite tempos atrás. Acreditando não ser capaz de resistir a uma sobrecarga de estudos porque tivera pleurite, esse estudante já tinha desistido de continuar os estudos, quando teve contato com a Seicho-No-le e aprendeu que "o homem é filho de Deus, é isento de doença, e seu corpo não precisa de tempo determinado de sono. 

O 'precisa' é uma lei que o homem fixou voluntariamente em seu pensamento; portanto, se romper esse 'precisa' com a mente, não se cansará por menor que seja o período de sono". Depois disso, esse estudante adquiriu confiança em sua saúde e, decidindo recuperar o tempo perdido e ingressar numa escola de nível superior, passou a estudar todos os dias até duas ou três horas da madrugada. Acordava às 6 horas e, tomando a refeição matinal apressadamente, corria para a escola. Assim, ele passou a levar uma vida sobrecarregada e não condizente com a lei da saúde, de acordo com o senso comum. No entanto, essa sobrecarga não prejudicava nem um pouco a sua saúde e, ao contrário, ele foi aumentando de peso cada vez mais. Por isso, os seus colegas comentavam: "O seu corpo é incrível! Quando não dorme, fica mais saudável e engorda mais!" De fato, ele estava se comportando contra a "lei da saúde" comum. 

Entretanto, originariamente, Deus não determinou nenhuma lei da saúde que deva ser seguida à risca. Trata-se de uma lei da saúde do mundo humano que a mente da pessoa fixou; portanto, se a mente dela decidir "A partir de hoje, vou determinar como lei o seu inverso", o "inverso da lei da saúde" é que passa a ser a lei.

 Para esse estudante, foi-se tomando lei da saúde estudar até duas ou três horas da madrugada, em vez de dormir longas horas de sono improdutivo. Em suma, isso aconteceu porque ele conheceu a Verdade pregada pela Seicho-No-le e, dando uma reviravolta, criou em sua mente uma nova lei da saúde segundo a qual "o homem fica mais saudável quanto mais estuda". No momento em que a pessoa, abolindo a lei da saúde do "precisa ser" criada pela obstinação de sua mente, conhecer a Verdade de que "sem precisar ser desta ou daquela maneira o homem já é sadio", conquistará o verdadeiro princípio da saúde.
Bem, voltemos ao assunto anterior: enquanto a sra. Kudo segurava na mente a corriqueira lei da saúde de que "o ser humano precisa comer, caso contrário não consegue viver", mesmo que ela ingerisse alimento, devolvia-o e não passava nada para o estômago; mas, ao conhecer a Verdade de que "o homem não vive graças à comida, mas sim graças à Vida de Deus" lendo repetidamente durante um mês os dois exemplares da revista Seicho-No-le, abandonou totalmente aquela "lei da saúde" e, ao contrário, curou-se do câncer e o estômago passou a receber os alimentos. 

Aqui está a A Verdade da Vida que devemos conhecer. Às vezes surgem questões como: "Então, se o homem não é mantido pelo alimento, ele não precisaria comer nada, não?". Mas o certo não é a pessoa comer em razão da ideia fixa de que "se não comer, não poderá sobreviver", mas sim pela ideia de que "o alimento lhe chega naturalmente à boca, obedecendo ao fluir da Vida de todo o Universo, sem precisar de artifício algum". Quando é assim, come-se mas ao mesmo tempo não se está comendo; não se está lutando desesperadamente por comer. 

A esposa daquele professor de curso secundário já mencionado curou-se quando decidiu "entregar tudo a Deus até o patrimônio e o próprio marido" e, embora continuasse possuindo-os, resolveu reconhecer que não era seu egoísmo pessoal que os possuía. É tudo a mesma coisa: Comer sem comer, possuir sem possuir. Isto se torna evidente quando se compreende que a matéria é originariamente "nada", e que este Inundo material é uma ilusão.
Voltando o caso da sra. Kudo, o sr. Katsumi Sato, apôs ter sido avisado pelo médico de que ela não viveria além daquele inverno, ficou na expectativa do aviso de sua morte quando chegou o auge do inverno. Não é que ele estivesse desejando a morte da sra. Kudo, mas estava se preparando para isso. No entanto, ficou sabendo por uma carta dela que tinha se curado lendo a revista Seicho-No-le e que, com a saúde recuperada, ela estava traba-lhando ativamente, fato que o surpreendeu. Curioso em conhecer essa revista que só de se ler cura a doença desenganada pela medicina, escreveu à sra. Kudo dizendo que desejava lê-la, e ela mandou-lhe aquela revista Seicho-No-Ie. O sr. Sato, ao lê-Ia, ficou ainda mais surpreso (os artigos publicados na revista Seicho-No-le daquela época estão compilados no atual livro sagrado A Verdade da Vida). O sr. Sato antigamente seguia o cristianismo, e ultimamente vinha seguindo a filosofia da Sutra de Lótus, como o mais elevado ensinamento de Sakyamuni. Porém, o ensinamento da Sutra de Lótus era extremamente sutil e ele não conseguia compreendê-lo de maneira clara. 

No entanto, ao ler a revista Seicho-No-le, ao mesmo tempo que se esclareciam todas as Verdades de difícil compreensão da Sutra de Lótus (mais tarde, o sr. Sato se empenhou no estudo comparativo da Sutra de Lótus com A Verdade da Vida, e publicou A Interpretação da Sutra de Lótus), compreendia-se de maneira perfeita o significado das palavras da Bíblia que ele antigamente seguia. 

E ficou admirado com o fato de a religião estar sendo apresentada não como simples ensinamento para o espírito, mas de modo a possibilitar que o despertar espiritual seja aplicado no cotidiano. Anteriormente falei do casal que se reconciliou depois que conheceram a Seicho-No-Ie e compreenderam que a seita Temi e a seita Shin, na essência, pregavam a mesma Verdade; porém, no caso do sr. Sato, ficou comprovado que a Seicho-No-le revela a essência da Sutra de Lótus e a verdadeira doutrina do cristianismo. 

Creio que com isso ficou claro que a Seicho-No-Ie não está preocupada em se afirmar como mais uma seita; por isso, pode ser introduzida em qualquer religião, e as pessoas de qualquer religião podem aderir à Seicho-No-le, sem abandonar a sua religião.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

016 - as sete leis espirituais do sucesso

Como ter sucesso? É possível obter a prosperidade através da doação? O que é carma e como atua em nossa vida? Como desapegar de coisas que nos proporcionam uma falsa segurança? Leia sobre as Sete Leis Espirituais para a obtenção de sucesso em sua vida.

Como criar riquezas ilimitadas?
O sucesso na vida pode ser definido como “a expansão contínua da felicidade e a realização progressiva de objetivos que sejam compensadores”. O sucesso, que inclui a criação de riquezas, só é considerado possível com a participação de outras pessoas.

Existem muitos aspectos para se obter o sucesso e os bens materiais são apenas um dos seus componentes. Não podemos nos esquecer que o sucesso também reside na boa saúde, na disposição e energia, no entusiasmo pela vida, nos relacionamentos compensadores e na paz de espírito.

Como definir as Leis Espirituais?
Entende-se por Lei Espiritual “o processo pelo qual o não-manifesto torna-se manifesto”, ou seja, aquele que transforma algo. Tudo o que podemos perceber pelos sentidos pode ser transformado. As leis espirituais representam o processo da divindade em movimento ou “a consciência em movimento”. Ao compreender essas leis e aplicando-as em nossa vida, é provável que qualquer coisa que desejamos possa ser criada. Conheça a seguir as sete leis espirituais do sucesso.

1° Lei: Lei da Potencialidade Pura
Essa Lei se apoia no fato de que somos “consciência pura”, ou seja, abertos a todas as possibilidades. Significa “conhecer-se de verdade” e não ser o que os outros desejariam que você fosse. Quando sua alma está imune à crítica e não teme os desafios, você passa a atrair não só as coisas que mais deseja, mas também as pessoas, situações e circunstâncias que possam lhe interessar.
Como aplicar essa lei? Além de fazer uso da plena criatividade, evite o julgamento (inclui o religioso) e se entregue diariamente aos momentos de silêncio. A quietude é o primeiro requisito para que seus desejos se manifestem. Dessa maneira, você terá uma pista sobre seus relacionamentos, que funcionam como um reflexo da sua personalidade.

2° Lei: Lei da Doação
No universo nada é estático e opera através de trocas dinâmicas. Qualquer interrupção nessa circulação de energia significa o mesmo que cessar o fluxo do sangue. Praticar essa lei é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros. Se você deseja o amor, aprenda a dar amor. Anseia-se por atenção, aprenda a dar atenção. Se quiser bens materiais, ajude os outros a se tornarem bem sucedidos. A mera ideia de ajudar ou oferecer algo em troca – até mesmo uma oração, tem o poder de afetar a vida das pessoas.

3° Lei: Lei do Carma
A palavra carma significa “o conjunto das ações dos homens e suas consequências”. É a causa e efeito simultaneamente, porque toda ação gera uma força energética que retorna para nós da mesma forma. Carma implica em escolha e ações conscientes. Portanto, a melhor maneira de entender e utilizar ao máximo a lei do carma é ficar conscientemente alerta para as escolhas que você faz a todo o momento. Quer você goste ou não, tudo o que acontece é resultado das escolhas feitas no passado. Se a sua vida não vai bem, pergunte a si mesmo: “Qual a mensagem que o universo está me transmitindo”? Portanto, seja um gerador consciente para obter mais felicidade e sucesso.

4° Lei: A Lei do Mínimo Esforço
Essa Lei se fundamenta no fato de que a inteligência da natureza funciona com tranquilidade, facilidade e sem ansiedade. Portanto, desarme-se da necessidade de convencer ou persuadir os outros sobre seu ponto de vista. Esse é o princípio da mínima ação, da não resistência. O mínimo esforço é feito quando suas ações não anseiam em ter o poder sobre as pessoas. Em “A arte de sonhar”, Carlos Castañeda escreveu: “Nossa energia é usada para sustentar a nossa empáfia. Se conseguíssemos perder um pouco disso, liberaríamos nossa energia que tenta preservar a noção ilusória de grandeza e teríamos energia sobrando para vislumbrar a verdadeira grandeza do universo”.

5° Lei: Lei da Intenção e do Desejo
A mudança acontece através de dois fatores: a atenção e a intenção. A atenção energiza e a intenção, transforma. Quando você concentra sua atenção em alguma coisa, ela fica mais forte na sua vida. Quando a afasta, ela desaparece. A intenção organiza a realização do seu desejo e o universo irá cuidar dos detalhes.
Suas intenções e desejos liberados no espaço silencioso têm um grande poder para a obtenção de um bom resultado.

6° Lei: Lei do Distanciamento
A sexta Lei Espiritual se refere ao desapego. As pessoas buscam constantemente segurança. O apego está baseado no medo e insegurança derivados da pobreza da consciência. A segurança é algo muito efêmero e sua busca, ilusão. Por mais estranho que pareça, a incerteza é um terreno fértil para a criatividade e a liberdade. O desconhecido é o campo de todas as possibilidades, que está contido nos problemas que você tem na vida.

7° Lei: Lei do Darma
A palavra Darma vem do sânscrito e significa “propósito de vida”. Segundo a Lei do Darma, assumimos uma forma física para cumprir um propósito na vida. De acordo com essa lei, cada pessoa tem um talento singular e uma maneira única de expressá-lo, já que existe algo que você consegue fazer melhor do que qualquer um.


Não somos seres humanos que têm experiências espirituais. Ao contrário, somos seres espirituais que tem experiências humanas. Se desejar fazer pleno uso da Lei do Darma, deverá assumir alguns compromissos, entre eles, ficar atento as seis Leis Espirituais anteriormente descritas.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

015 - a verdade da vida, vol5

A missão originária da religião 

Acredito que a missão originária da religião deva ser a de reconciliar os homens entre si. Mas, se as religiões, em vez de desempenharem a função reconciliadora, acabaria fazendo com que os homens briguem entre si, é porque estão teimando num ensinamento e não conseguem ver a virtude de outros ensinamentos. Porque acham que só suas próprias pregações são boas, insistem nelas, não conseguem ver a virtude das demais e veem-se forçadas a brigar entre si. 

Dizem que a religião salva, mas o que significa "salvar"? Não é ser levado para um lugar onde há provisão material completa, chamado "Céu", nem ser transportado para um ambiente repleto de belos ornamentos, chamado "Paraíso". É recuperar a "liberdade infinita" inata ao homem. A "liberdade" é uma palavra moderna, mas em linguagem búdica, que vem desde a Antiguidade, seria gedatsu (emancipação). O oposto de gedatsu é chamado "impedimento", "obstinação" ou "apego", e refere-se ao ato de fanatizar-se, prender-se a alguma coisa e tornar-se aprisionado por ela. 

Quando se fanatiza e se prende a algo, a pessoa já deixa de ser livre, entra em conflito com tudo que a cerca e nada se resolve com facilidade. Alcançando o gedatsu (emancipação), isto é, desfazendo a obstinação, a "Vida" dessa pessoa se torna verdadeiramente livre; e essa verdadeira libertação da "Vida" contida no próprio homem chama-se salvação. 

Ainda que uma pessoa seja colocada dentro de um palácio luxuoso denominado Céu ou Paraíso, se na Vida dessa pessoa houver algum aprisionamento, por mais que o ambiente seja ótimo, ela sofre afobando-se e irritando-se; em última análise, não está salva. E, como o fundador de cada religião elaborou sua respectiva doutrina com o intuito de dar liberdade a essa "Vida" do homem, qualquer que seja a religião à qual a pessoa se filie, se essa pessoa se aprofundar em sua essência, conquistará a "liberdade da Vida" — isto é, será realmente salva. Porém, acontece que, surgindo uma, duas, várias pessoas que vão se salvando por meio dessa religião, na maioria dos casos tende a nascer um preconceito de que, se não for através dessa religião, não poderá ser salvo; que, por intermédio de outra religião, não se salvará. 

Por exemplo, enquanto os cristãos apregoam veementemente que "se não for pelo cristianismo não haverá salvação", frequentemente seus vizinhos monges budistas, trajando túnicas (kesa), replicam: "Se não for pelo budismo, o homem não será salvo". Nessas ocasiões, se perguntarmos ao pregador do cristianismo que está falando mal do budismo "Até que ponto você estudou sobre o budismo?", ele ficará embaraçado e não conseguirá responder.

Masaharu Taniguchi.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

011 - biologia da crença - bruce lipton P5

[...]

Antes se pensava que os genes eram transmitidos exclusivamente à prole de cada espécie e por meio da reprodução. Agora os cientistas estão descobrindo que os genes podem ser compartilhados não apenas entre os membros da mesma espécie, mas também entre outras. Esse processo de transferência genética acelera a evolução, pois os novos organismos podem adquirir experiências "já aprendidas" pelos outros (Nitz et al, 2004; Pennisi, 2004; Boucher et al, 2003; Dutta e Pan, 2002; Gogarten, 2003). Com essa troca de genes, os organismos não podem mais ser vistos como entidades separadas. Não existe mais a suposta divisão entre as espécies. Daniel Drenn, gerente do departamento de energia do projeto Genoma, declarou à Science em 2001 (294:1634): "... não temos mais como simplesmente qualificar espécies" (Pennisi, 2001). 

Mas essa troca de informações genéticas não ocorre por acidente. Trata-se de um método que a natureza utiliza para aumentar as chances de sobrevivência da biosfera. Como já mencionei, os genes são os arquivos de memória das experiências aprendidas pelos organismos. Essa nova descoberta de que há troca de genes entre as espécies mostra que as experiências podem ser compartilhadas por todos os indivíduos que compõem a grande comunidade da vida. Obviamente, o conhecimento desse mecanismo de transferência torna a engenharia genética ainda mais perigosa. Por exemplo: experiências simples com genes de tomates podem ir muito além daquilo que se imaginava e acabar alterando toda a biosfera de maneira irreversível. Um estudo recente mostra que, quando humanos ingerem alimentos geneticamente modificados, os genes criados artificialmente se misturam e alteram as características das bactérias benéficas do intestino (Heritage, 2004; Netherwood et al, 2004).
Por outro lado, as modificações genéticas podem ser anuladas por uma ação do pensamento. Pois o pensamento é a ação do meio que mais está conectado com as reações do corpo. O modo como compreendemos o meio interfere mais do que as próprias ações de um meio amplamente influente. Por exemplo: em um caso narrado por Dr. Lipton, um paciente morre por causa do seu pensamento errôneo acerca dos exames. Este efeito é chamado de “nocebo” e é quando acreditamos que uma ação, ou uma palavra, é contrária à verdade, e pior, nociva. O paciente acreditou que uma mancha no pulmão, vista na radiografia, era um câncer. Após a morte em pouco tempo, se descobriu exames anteriores, de muitos anos, com a mesma mancha. É o que acontece quando um médico diz que você tem poucos meses de vida ou uma doença incurável.

Somente porque a medicina não examinou os casos de cura, pois elas existem, todavia são negligenciadas pela indústria farmacêutica, temos a impressão ou a ilusão de que as doenças são mecanismos que só podem ser tratadas pela medicina que nasceu no século 19 com Pasteur e Fleming e Koch e tantos outros. Ou pela segregação entre ciência e religião propiciada pelo heliocentrismo. Os grandes cientistas estabeleceram as regras do jogo até os dias de hoje quando ainda admitem que os átomos são matéria. Porém até:

Darwin admitiu, no final de sua vida, que sua teoria evolucionista havia subestimado o papel do meio ambiente. Em uma carta que escreveu para Moritz Wagner em 1876, ele declara (Darwin, F 1888): "Em minha opinião, o maior erro que cometi foi não dar a devida atenção à ação do ambiente sobre os seres, como no caso dos alimentos, clima etc. independentemente do fator seleção natural... Quando escrevi A origem das espécies, e mesmo nos anos seguintes, jamais percebi as evidências da ação direta do meio ambiente; hoje elas são muito claras para mim".

O que pensar então das manchetes sensacionalistas anunciando a descoberta de um gene para cada doença, de depressão a esquizofrenia? Mas leia esses artigos com calma e você vai descobrir outra verdade por trás deles. Os cientistas associaram diversos genes a diferentes doenças e características, mas ainda não chegaram à conclusão de que um simples gene possa ser a fonte delas. 

A confusão ocorre porque a mídia deturpa o sentido de dois termos muito importantes: correlação e causa. Uma coisa é dizer que um fator está relacionado a uma doença, outra é dizer que ele é a causa dela, pois isso envolve uma ação direta. Se eu lhe mostrar um molho de chaves e disser que uma delas "controla" meu carro, você vai achar que faz todo sentido, pois sabe que é necessário usar uma chave para dar partida em um automóvel. Mas será que a chave realmente "controla" o carro? Se fosse assim, não se poderia deixar a chave no carro porque ela iria querer passear sozinha com ele quando você não estivesse por perto. A chave está "relacionada" ao controle do carro; a pessoa que a tem nas mãos tem controle sobre ele. Da mesma maneira, determinados genes estão relacionados ao comportamento de um organismo e às suas características. No entanto, permanecem em estado passivo a menos que uma força externa aja sobre eles. 

Mas que força é essa que pode ativar os genes? Uma resposta muito interessante para essa questão foi publicada em um ensaio de 1990 intitulado "As metáforas, o papel dos genes e o desenvolvimento", de H. F. Nijhout (Nijhout, 1990). O autor apresenta evidências de que os genes que controlam a biologia se repetem com tanta frequência e por períodos tão longos de tempo que os cientistas se esqueceram de que se trata apenas de uma hipótese, não de verdade comprovada. Na verdade, a ideia de que os genes controlam a biologia é apenas uma suposição jamais comprovada e até questionada pelas descobertas científicas mais recentes.

069MH01. Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

Isto me recorda que no livro A Arte da Felicidade, escrito por Howard C. Cutler e Sua Santidade Dalai Lama, podemos entender melhor:

— No esforço de determinar a origem dos problemas de cada um, parece que a abordagem ocidental difere sob muitos aspectos do enfoque budista. Subjacente a todas as variedades de análise ocidental, há suma tendência racionalista muito forte, um pressuposto de que tudo pode ser explicado. E ainda por cima existem restrições decorrentes de certas premissas tidas como líquidas e certas. Por exemplo, eu recentemente me reuni com alguns médicos numa faculdade de medicina. Estavam falando sobre o cérebro e afirmaram que os pensamentos e os sentimentos resultam de diferentes reações e alterações químicas no cérebro. Por isso, propus uma pergunta. É possível conceber a sequência inversa, na qual o pensamento de ensejo a sequência de ocorrências químicas no cérebro? Mas a parte que considerei mais interessante foi a resposta dada pelo cientista. “Partimos da premissa de que todos os pensamentos são produtos ou funções de reações químicas no cérebro.” Quer dizer que se trata simplesmente de uma espécie de rigidez, uma decisão de não questionar o próprio modo de pensar.

E o Dr. Kazuo Murakami, escritor do Código Divino da Vida completa ou ratifica ou corrobora que as pesquisas no campo das ciências naturais estão progredindo de forma rápida e surpreendente, superando até mesmo as expectativas daqueles que atuam nessa área. O genoma humano foi decodificado há poucos anos e agora já dispomos dos meios e do conhecimento necessários para decifrar o corpo humano. Apesar de inicialmente termos acreditado que, ao decifrar o código genético, entenderíamos o mistério da vida, torna-se cada vez mais evidente que a vida não é algo tão simples. Quanto mais estudamos uma única célula sequer, mais nos damos conta de sua complexidade. Eu faço pesquisa na área de ciências naturais há mais de quarenta anos, sendo que, nos últimos vinte, dediquei-me mais à pesquisa genética. O objetivo deste livro é transmitir a inspiração, a surpresa e o maravilhamento evocados em mim tanto pelo conteúdo quanto pelo processo dessa pesquisa e, ao mesmo tempo, compartilhar com você a maneira de aplicar algumas dessas percepções na sua própria vida.