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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

016 - as sete leis espirituais do sucesso

Como ter sucesso? É possível obter a prosperidade através da doação? O que é carma e como atua em nossa vida? Como desapegar de coisas que nos proporcionam uma falsa segurança? Leia sobre as Sete Leis Espirituais para a obtenção de sucesso em sua vida.

Como criar riquezas ilimitadas?
O sucesso na vida pode ser definido como “a expansão contínua da felicidade e a realização progressiva de objetivos que sejam compensadores”. O sucesso, que inclui a criação de riquezas, só é considerado possível com a participação de outras pessoas.

Existem muitos aspectos para se obter o sucesso e os bens materiais são apenas um dos seus componentes. Não podemos nos esquecer que o sucesso também reside na boa saúde, na disposição e energia, no entusiasmo pela vida, nos relacionamentos compensadores e na paz de espírito.

Como definir as Leis Espirituais?
Entende-se por Lei Espiritual “o processo pelo qual o não-manifesto torna-se manifesto”, ou seja, aquele que transforma algo. Tudo o que podemos perceber pelos sentidos pode ser transformado. As leis espirituais representam o processo da divindade em movimento ou “a consciência em movimento”. Ao compreender essas leis e aplicando-as em nossa vida, é provável que qualquer coisa que desejamos possa ser criada. Conheça a seguir as sete leis espirituais do sucesso.

1° Lei: Lei da Potencialidade Pura
Essa Lei se apoia no fato de que somos “consciência pura”, ou seja, abertos a todas as possibilidades. Significa “conhecer-se de verdade” e não ser o que os outros desejariam que você fosse. Quando sua alma está imune à crítica e não teme os desafios, você passa a atrair não só as coisas que mais deseja, mas também as pessoas, situações e circunstâncias que possam lhe interessar.
Como aplicar essa lei? Além de fazer uso da plena criatividade, evite o julgamento (inclui o religioso) e se entregue diariamente aos momentos de silêncio. A quietude é o primeiro requisito para que seus desejos se manifestem. Dessa maneira, você terá uma pista sobre seus relacionamentos, que funcionam como um reflexo da sua personalidade.

2° Lei: Lei da Doação
No universo nada é estático e opera através de trocas dinâmicas. Qualquer interrupção nessa circulação de energia significa o mesmo que cessar o fluxo do sangue. Praticar essa lei é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros. Se você deseja o amor, aprenda a dar amor. Anseia-se por atenção, aprenda a dar atenção. Se quiser bens materiais, ajude os outros a se tornarem bem sucedidos. A mera ideia de ajudar ou oferecer algo em troca – até mesmo uma oração, tem o poder de afetar a vida das pessoas.

3° Lei: Lei do Carma
A palavra carma significa “o conjunto das ações dos homens e suas consequências”. É a causa e efeito simultaneamente, porque toda ação gera uma força energética que retorna para nós da mesma forma. Carma implica em escolha e ações conscientes. Portanto, a melhor maneira de entender e utilizar ao máximo a lei do carma é ficar conscientemente alerta para as escolhas que você faz a todo o momento. Quer você goste ou não, tudo o que acontece é resultado das escolhas feitas no passado. Se a sua vida não vai bem, pergunte a si mesmo: “Qual a mensagem que o universo está me transmitindo”? Portanto, seja um gerador consciente para obter mais felicidade e sucesso.

4° Lei: A Lei do Mínimo Esforço
Essa Lei se fundamenta no fato de que a inteligência da natureza funciona com tranquilidade, facilidade e sem ansiedade. Portanto, desarme-se da necessidade de convencer ou persuadir os outros sobre seu ponto de vista. Esse é o princípio da mínima ação, da não resistência. O mínimo esforço é feito quando suas ações não anseiam em ter o poder sobre as pessoas. Em “A arte de sonhar”, Carlos Castañeda escreveu: “Nossa energia é usada para sustentar a nossa empáfia. Se conseguíssemos perder um pouco disso, liberaríamos nossa energia que tenta preservar a noção ilusória de grandeza e teríamos energia sobrando para vislumbrar a verdadeira grandeza do universo”.

5° Lei: Lei da Intenção e do Desejo
A mudança acontece através de dois fatores: a atenção e a intenção. A atenção energiza e a intenção, transforma. Quando você concentra sua atenção em alguma coisa, ela fica mais forte na sua vida. Quando a afasta, ela desaparece. A intenção organiza a realização do seu desejo e o universo irá cuidar dos detalhes.
Suas intenções e desejos liberados no espaço silencioso têm um grande poder para a obtenção de um bom resultado.

6° Lei: Lei do Distanciamento
A sexta Lei Espiritual se refere ao desapego. As pessoas buscam constantemente segurança. O apego está baseado no medo e insegurança derivados da pobreza da consciência. A segurança é algo muito efêmero e sua busca, ilusão. Por mais estranho que pareça, a incerteza é um terreno fértil para a criatividade e a liberdade. O desconhecido é o campo de todas as possibilidades, que está contido nos problemas que você tem na vida.

7° Lei: Lei do Darma
A palavra Darma vem do sânscrito e significa “propósito de vida”. Segundo a Lei do Darma, assumimos uma forma física para cumprir um propósito na vida. De acordo com essa lei, cada pessoa tem um talento singular e uma maneira única de expressá-lo, já que existe algo que você consegue fazer melhor do que qualquer um.


Não somos seres humanos que têm experiências espirituais. Ao contrário, somos seres espirituais que tem experiências humanas. Se desejar fazer pleno uso da Lei do Darma, deverá assumir alguns compromissos, entre eles, ficar atento as seis Leis Espirituais anteriormente descritas.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

015 - a verdade da vida, vol5

A missão originária da religião 

Acredito que a missão originária da religião deva ser a de reconciliar os homens entre si. Mas, se as religiões, em vez de desempenharem a função reconciliadora, acabaria fazendo com que os homens briguem entre si, é porque estão teimando num ensinamento e não conseguem ver a virtude de outros ensinamentos. Porque acham que só suas próprias pregações são boas, insistem nelas, não conseguem ver a virtude das demais e veem-se forçadas a brigar entre si. 

Dizem que a religião salva, mas o que significa "salvar"? Não é ser levado para um lugar onde há provisão material completa, chamado "Céu", nem ser transportado para um ambiente repleto de belos ornamentos, chamado "Paraíso". É recuperar a "liberdade infinita" inata ao homem. A "liberdade" é uma palavra moderna, mas em linguagem búdica, que vem desde a Antiguidade, seria gedatsu (emancipação). O oposto de gedatsu é chamado "impedimento", "obstinação" ou "apego", e refere-se ao ato de fanatizar-se, prender-se a alguma coisa e tornar-se aprisionado por ela. 

Quando se fanatiza e se prende a algo, a pessoa já deixa de ser livre, entra em conflito com tudo que a cerca e nada se resolve com facilidade. Alcançando o gedatsu (emancipação), isto é, desfazendo a obstinação, a "Vida" dessa pessoa se torna verdadeiramente livre; e essa verdadeira libertação da "Vida" contida no próprio homem chama-se salvação. 

Ainda que uma pessoa seja colocada dentro de um palácio luxuoso denominado Céu ou Paraíso, se na Vida dessa pessoa houver algum aprisionamento, por mais que o ambiente seja ótimo, ela sofre afobando-se e irritando-se; em última análise, não está salva. E, como o fundador de cada religião elaborou sua respectiva doutrina com o intuito de dar liberdade a essa "Vida" do homem, qualquer que seja a religião à qual a pessoa se filie, se essa pessoa se aprofundar em sua essência, conquistará a "liberdade da Vida" — isto é, será realmente salva. Porém, acontece que, surgindo uma, duas, várias pessoas que vão se salvando por meio dessa religião, na maioria dos casos tende a nascer um preconceito de que, se não for através dessa religião, não poderá ser salvo; que, por intermédio de outra religião, não se salvará. 

Por exemplo, enquanto os cristãos apregoam veementemente que "se não for pelo cristianismo não haverá salvação", frequentemente seus vizinhos monges budistas, trajando túnicas (kesa), replicam: "Se não for pelo budismo, o homem não será salvo". Nessas ocasiões, se perguntarmos ao pregador do cristianismo que está falando mal do budismo "Até que ponto você estudou sobre o budismo?", ele ficará embaraçado e não conseguirá responder.

Masaharu Taniguchi.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

014 - introdução à PNL P2

O mundo é tão vasto e rico que temos que simplificá-lo para dar lhe sentido. A elaboração de um mapa é uma boa analogia para o que fazemos. É assim que percebemos o mundo. Os mapas são seletivos, incluem algumas informações e excluem outras, mas são valiosos na exploração do território. O tipo de mapa que traçamos depende daquilo que observamos e de para onde queremos ir.

O mapa não é o território que ele descreve. Prestamos atenção aos aspectos do mundo que nos interessam e ignoramos outros. Certa vez, um homem perguntou a Picasso por que ele não pintava as pessoas como elas eram na realidade.

Picasso ficou surpreso: "Não entendo o que quer dizer", respondeu.

O homem mostrou uma fotografia de sua mulher. "Veja", disse, "como essa foto. Minha mulher é exatamente assim."

Picasso pareceu duvidar. "Ela é bem pequena, não acha? E talvez um pouco achatada?"

Se um artista, um lenhador e um botânico passearem pela mesma floresta, suas experiências serão muito diferentes. Cada um observará aquilo que lhe interessa. Se alguém procura excelência, encontrará excelência.

Se alguém procura problemas, encontrará problemas. Ou, como diz o ditado árabe, "A aparência do pão depende da fome".

Crenças, percepções e interesses limitados empobrecem o mundo, tornando-o previsível e insípido. Este mesmo mundo pode ser muito rico e estimulante. A diferença não está no mundo, e sim nos filtros por meio dos quais o percebemos.

[...]

Todos nós temos filtros naturais, úteis e necessários. A linguagem é um filtro. É um mapa dos nossos pensamentos e experiências que está um nível abaixo da realidade. Pense no que significa para você a palavra "beleza". Sem dúvida, você deve ter lembranças e experiências, imagens internas, sons e sensações que o fazem entender o que significa esta palavra. Outra pessoa terá lembranças e experiências diferentes e perceberá a palavra de outra maneira. Quem está certo? Ambos estão certos, cada um dentro da sua própria realidade. A palavra não é a experiência que ela descreve, mas as pessoas lutam e às vezes morrem acreditando que o mapa é o território.

Palavras podem nos colocar em estados positivos ou negativos; são âncoras para uma série complexa de experiências. Portanto, a única resposta à pergunta "O que significa realmente uma palavra?" é "Para quem?" A linguagem é um instrumento de comunicação, e portanto as palavras significam aquilo que as pessoas convencionam que elas signifiquem.

E uma maneira de comunicar experiências sensoriais. Sem a linguagem, não existiria a sociedade como a conhecemos. 

[...]

Mas não compartilhamos exatamente o mesmo mapa. Cada pessoa vivência o mundo de uma maneira muito específica.

As palavras não têm um sentido inerente, como fica claro quando ouvimos uma língua estrangeira que não compreendemos. Damos sentido às palavras por meio de associações ancoradas a objetos e experiências no decorrer da nossa existência. Nem todas as pessoas veem os mesmos objetos ou têm as mesmas experiências. O fato de outras pessoas terem mapas e significados diferentes é que dá riqueza e variedade à vida. Todos concordamos com o significado da palavra "pudim" porque todos já compartilhamos a visão, o cheiro e o paladar do pudim. Mas discutiremos bastante a respeito do significado de algumas palavras abstratas, tais como "respeito", "amor" e "política". As possibilidades de confusão são imensas. Essas palavras particularmente são como o teste Rorschach, cujas imagens têm significados diferentes, dependendo da pessoa. Isto sem mencionar coisas como a falta de atenção, de empatia, de clareza, ou a incapacidade mútua para compreender algumas ideias.

Como sabemos que compreendemos outra pessoa? Quando damos significado às palavras que ela usa — nosso significado, não o significado dela. E não há garantia de que esses dois significados sejam iguais. Como damos sentido às palavras que ouvimos? Como escolhemos palavras para nos expressar? E como as palavras estruturam nossas experiências?

Introdução à programação Neurolinguística, Joseph O’Connor

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

013 - dieta da informação por Max Velati

Por Max Velati*

O tédio não é um sentimento específico de perda ou uma depressão periódica. O tédio é resultado de um dispositivo da Máquina, o efeito devastador de um sistema concebido para destruir o "significado". Se o caro leitor está chegando agora, leia "Máquina" como o nome de todas as contradições nocivas do Progresso.


Quando ainda não havia a escrita, a transmissão do conhecimento ocorria por meio da Tradição Oral. Era uma responsabilidade do mestre conferir se a experiência de transmissão da cultura estava em andamento do modo correto. Ele precisava ter certeza de que o discípulo havia de fato recebido, guardado na memória e sobretudo, interpretado todos os valores fundamentais. A cadeia de transmissão de conhecimento dependia então do significado para prolongar-se no tempo como um organismo vivo.

A Máquina nos educou com métodos sutis.

Não percebemos, mas aprendemos a dispensar a cultura, a experiência, a memória e o significado. De um certo modo, aprendemos a dispensar a realidade.

A cultura não é mais transmissora de significado de geração para geração, e a memória - como disse antes aqui no Rota de Fuga - é um produto que compramos em loja de computadores. A cultura - que antes da escrita era a posse da soma de significados - hoje é apenas um conteúdo raso para consulta rápida; balas e doces coloridos de fácil digestão que recheiam todo o tipo de produtos eletrônicos.

Do período que estamos acordados, cerca de 1/4 passamos diante da televisão e este percentual encarando uma tela que pisca aumentou muito depois da Internet. O sucesso da Máquina é tal que ficamos felizes em ocupar o maior tempo possível com todas as variações de entretenimento. Fomos educados a preencher o Vazio com o Nada, treinados a anestesiar o discernimento na certeza de que estamos ativos e sábios porque estamos processando informações.

Processar informações parece uma atividade importante, mas do modo como ocorre hoje é um exercício nocivo e nos desvia do caminho da mente saudável. A prova deste desvio é que não queremos mais valores, queremos sensações e estímulos; não queremos mais experiências, queremos informação.

As evidências falam por si mesmas: as relações humanas hoje ocorrem virtualmente, sem a necessidade da experiência do contato. A educação dispensa a presença do mestre, o namoro dispensa os corpos e a amizade dispensa o abraço. A vida "real" dispensa a realidade e assim sobrevivemos com uma dieta pobre de significado. Neste processo, as informações precisam ser apenas "estimulantes", preparadas para consumo imediato dos sentidos e sem nenhuma necessidade de interpretação.

Estímulos e sensações precisam ser renovados em ciclos rápidos, pois têm vida curta. O mesmo acontece com os aparelhos que servem de suporte para este sistema e basta observar como todas as maravilhas da tecnologia ficam obsoletas em ciclos cada vez menores.

A vida sem nenhum significado é insuportável. A Máquina sabe disso e onde não existe um significado é preciso inserir algo parecido. A Máquina sabe que uma informação bem construída se parece muito com um significado, mas esta dieta artificial nos adoece. A causa da doença é que uma informação bem estruturada é apenas uma explicação e não têm o valor nutritivo de um significado, pois este só existe quando ocorre uma interpretação.

Estamos vivendo há muito tempo com explicações que se amontoam, mas sem nenhum significado real ou transcendente. Sofremos com esta Dieta de Informação porque estamos perdendo a habilidade de interpretar e discernir. O tédio é um sintoma claro de uma doença que no fundo é uma desnutrição provocada por uma alimentação deficiente de thauma. Já contei aqui no Rota de Fuga que thauma é uma valiosa experiência de espanto-reverência que nos protege da Máquina tanto quanto o significado nos protege do tédio.

Não precisa acreditar em mim. Não sou o único fazendo soar este alarme e a sirene está ligada faz tempo:

"O homem moderno crê experimentalmente ora neste, ora naquele valor, para depois abandoná-lo; o círculo de valores superados e abandonados está sempre se ampliando; cada vez mais é possível perceber o vazio e a pobreza de valores. O movimento é irrefreável(...). A História que estou relatando é a dos próximos dois séculos". Friedrich Nietzsche - Fragmentos Póstumos - datados de1885/1887

*Max Velati trabalhou muitos anos em Publicidade, Jornalismo e publicou sob pseudônimos uma dezena de livros sobre Filosofia e História para o público juvenil. Atualmente, além da literatura, é chargista de Economia da Folha de São Paulo.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

012 - dieta da informação - P4

Capítulo 6: A dieta da Informação - Cultivar ignorância seletiva
Tim Ferris começa este capítulo com uma confissão: ele nunca olha as notícias, e em cinco anos ele comprou apenas uma vez o jornal. Ele pratica o que ele chama de uma dieta de informação, selecionar cuidadosamente as suas fontes de informação e leituras, e deixar que outras pessoas lhe contem sobre o resto.


Isto permite-lhe libertar a mente de informações que passariam sem importância. Que seriam esquecidas após algumas semanas ou mesmo dias. Essa dieta também é bom para evitar ser influenciado pelo pessimismo e melancolia dos meios de comunicação.


Capítulo 7: Interromper as interrupções ou a arte de Recusar

Uma interrupção está impedindo-o de completar uma tarefa. Existem três categorias principais:

1] Que faz você perder tempo com todas as coisas que podem ser deixadas de lado, com pouca ou nenhuma consequências, tais como reuniões, telefonemas, e-mails que não são importantes.

2] Que consome tempo: todas as tarefas repetitivas ou duvidosas que você deve realizar, mas que interrompe o trabalho mais importante. Ele inclui a exigência de ter de responder aos clientes enquanto você está focado em outra tarefa, ler e responder seus e-mails, navegar na Internet , etc.

3] As falhas de delegação: quando um de seus funcionários precisa de uma intervenção de você para resolver pequenas coisas que ele poderia muito bem gerir sozinho como resolver os problemas dos clientes, os gastos de dinheiro, etc.

Ou qualquer tarefa que requeira tempo para se preparar "o pré-aquecimento", pelo qual devemos passar antes de ser totalmente focado e produtivo. E qualquer interrupção pode atrapalhar a concentração e nos obrigam a refazer todo o tempo de preparação: por exemplo, se você precisa de um quarto de hora antes de ser realmente produtivo e se concentrar em uma tarefa, qualquer interrupção de 2 ou 3 minutos, você vai realmente perder mais, já que você deve voltar a se concentrar na tarefa interrompida.

Para cada um destes tipos de interrupções, existem maneiras de preveni-los . Vamos examiná-los:



Que faz você perder tempo. Solução: tornar-se ignorante.

Interrupções nesta categoria são os mais fáceis de prevenir e eliminar. Você deve tornar-se menos disponível, e garantir que todas as comunicações sejam utilizadas apenas para a ação imediata. Em particular, o autor recomenda:

Silenciar o alerta sonoro ou visual para não ser notificado automaticamente quando você receber um novo e-mail. Desabilite o recebimento automático do seu software de e-mail. Verifique seu e-mail apenas duas vezes por dia . O autor recomenda que seja de 12 a 16H . Em seguida, ir para uma vez por dia, o mais rapidamente possível.    Use apenas dois números de telefone, um  do escritório - não urgente - e portáteis - urgentes. Sempre deixe o telefone do escritório no modo silencioso e de atendimento. Para chamadas em seu celular, sem dúvida, escolha urgente, mas certifique-se de minimizar a interrupção máxima indo direto ao ponto - não vamos falar sobre a chuva e o tempo . Minimizar as reuniões, que são uma parte de tempo perdido mais comum no mundo dos negócios. 

Problema: Supondo-se que a impressão de um logotipo personalizado a cores em 20 camisetas custe €300 e leva uma semana para fazer, quanto tempo vai demorar e qual é o preço para 3 camisetas?

Resposta : €300 e uma semana.

Por quê? Porque o tempo de introdução do dispositivo de impressão (preparação de trabalho, preparação de placas e de mão de obra para operar a máquina) é o mesmo, independentemente da quantidade de camisetas de impressão, que abaixo de um certo valor, os custos e o tempo não diminuem.

É o mesmo com todas essas coisas que não nos fazem mover em direção ao nosso objetivo, mas temos que fazê-lo de qualquer maneira. Se você verificar seus e-mails 20 vezes por dia, você pode levar 1:30h para processar e responder às mensagens, por isso, se você só faz uma vez por dia, levaria apenas uma hora para a mesma quantidade de trabalho realizado.

Trabalhe 4 horas por semana, Tim Ferriss



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

011 - biologia da crença - bruce lipton P5

[...]

Antes se pensava que os genes eram transmitidos exclusivamente à prole de cada espécie e por meio da reprodução. Agora os cientistas estão descobrindo que os genes podem ser compartilhados não apenas entre os membros da mesma espécie, mas também entre outras. Esse processo de transferência genética acelera a evolução, pois os novos organismos podem adquirir experiências "já aprendidas" pelos outros (Nitz et al, 2004; Pennisi, 2004; Boucher et al, 2003; Dutta e Pan, 2002; Gogarten, 2003). Com essa troca de genes, os organismos não podem mais ser vistos como entidades separadas. Não existe mais a suposta divisão entre as espécies. Daniel Drenn, gerente do departamento de energia do projeto Genoma, declarou à Science em 2001 (294:1634): "... não temos mais como simplesmente qualificar espécies" (Pennisi, 2001). 

Mas essa troca de informações genéticas não ocorre por acidente. Trata-se de um método que a natureza utiliza para aumentar as chances de sobrevivência da biosfera. Como já mencionei, os genes são os arquivos de memória das experiências aprendidas pelos organismos. Essa nova descoberta de que há troca de genes entre as espécies mostra que as experiências podem ser compartilhadas por todos os indivíduos que compõem a grande comunidade da vida. Obviamente, o conhecimento desse mecanismo de transferência torna a engenharia genética ainda mais perigosa. Por exemplo: experiências simples com genes de tomates podem ir muito além daquilo que se imaginava e acabar alterando toda a biosfera de maneira irreversível. Um estudo recente mostra que, quando humanos ingerem alimentos geneticamente modificados, os genes criados artificialmente se misturam e alteram as características das bactérias benéficas do intestino (Heritage, 2004; Netherwood et al, 2004).
Por outro lado, as modificações genéticas podem ser anuladas por uma ação do pensamento. Pois o pensamento é a ação do meio que mais está conectado com as reações do corpo. O modo como compreendemos o meio interfere mais do que as próprias ações de um meio amplamente influente. Por exemplo: em um caso narrado por Dr. Lipton, um paciente morre por causa do seu pensamento errôneo acerca dos exames. Este efeito é chamado de “nocebo” e é quando acreditamos que uma ação, ou uma palavra, é contrária à verdade, e pior, nociva. O paciente acreditou que uma mancha no pulmão, vista na radiografia, era um câncer. Após a morte em pouco tempo, se descobriu exames anteriores, de muitos anos, com a mesma mancha. É o que acontece quando um médico diz que você tem poucos meses de vida ou uma doença incurável.

Somente porque a medicina não examinou os casos de cura, pois elas existem, todavia são negligenciadas pela indústria farmacêutica, temos a impressão ou a ilusão de que as doenças são mecanismos que só podem ser tratadas pela medicina que nasceu no século 19 com Pasteur e Fleming e Koch e tantos outros. Ou pela segregação entre ciência e religião propiciada pelo heliocentrismo. Os grandes cientistas estabeleceram as regras do jogo até os dias de hoje quando ainda admitem que os átomos são matéria. Porém até:

Darwin admitiu, no final de sua vida, que sua teoria evolucionista havia subestimado o papel do meio ambiente. Em uma carta que escreveu para Moritz Wagner em 1876, ele declara (Darwin, F 1888): "Em minha opinião, o maior erro que cometi foi não dar a devida atenção à ação do ambiente sobre os seres, como no caso dos alimentos, clima etc. independentemente do fator seleção natural... Quando escrevi A origem das espécies, e mesmo nos anos seguintes, jamais percebi as evidências da ação direta do meio ambiente; hoje elas são muito claras para mim".

O que pensar então das manchetes sensacionalistas anunciando a descoberta de um gene para cada doença, de depressão a esquizofrenia? Mas leia esses artigos com calma e você vai descobrir outra verdade por trás deles. Os cientistas associaram diversos genes a diferentes doenças e características, mas ainda não chegaram à conclusão de que um simples gene possa ser a fonte delas. 

A confusão ocorre porque a mídia deturpa o sentido de dois termos muito importantes: correlação e causa. Uma coisa é dizer que um fator está relacionado a uma doença, outra é dizer que ele é a causa dela, pois isso envolve uma ação direta. Se eu lhe mostrar um molho de chaves e disser que uma delas "controla" meu carro, você vai achar que faz todo sentido, pois sabe que é necessário usar uma chave para dar partida em um automóvel. Mas será que a chave realmente "controla" o carro? Se fosse assim, não se poderia deixar a chave no carro porque ela iria querer passear sozinha com ele quando você não estivesse por perto. A chave está "relacionada" ao controle do carro; a pessoa que a tem nas mãos tem controle sobre ele. Da mesma maneira, determinados genes estão relacionados ao comportamento de um organismo e às suas características. No entanto, permanecem em estado passivo a menos que uma força externa aja sobre eles. 

Mas que força é essa que pode ativar os genes? Uma resposta muito interessante para essa questão foi publicada em um ensaio de 1990 intitulado "As metáforas, o papel dos genes e o desenvolvimento", de H. F. Nijhout (Nijhout, 1990). O autor apresenta evidências de que os genes que controlam a biologia se repetem com tanta frequência e por períodos tão longos de tempo que os cientistas se esqueceram de que se trata apenas de uma hipótese, não de verdade comprovada. Na verdade, a ideia de que os genes controlam a biologia é apenas uma suposição jamais comprovada e até questionada pelas descobertas científicas mais recentes.

069MH01. Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

Isto me recorda que no livro A Arte da Felicidade, escrito por Howard C. Cutler e Sua Santidade Dalai Lama, podemos entender melhor:

— No esforço de determinar a origem dos problemas de cada um, parece que a abordagem ocidental difere sob muitos aspectos do enfoque budista. Subjacente a todas as variedades de análise ocidental, há suma tendência racionalista muito forte, um pressuposto de que tudo pode ser explicado. E ainda por cima existem restrições decorrentes de certas premissas tidas como líquidas e certas. Por exemplo, eu recentemente me reuni com alguns médicos numa faculdade de medicina. Estavam falando sobre o cérebro e afirmaram que os pensamentos e os sentimentos resultam de diferentes reações e alterações químicas no cérebro. Por isso, propus uma pergunta. É possível conceber a sequência inversa, na qual o pensamento de ensejo a sequência de ocorrências químicas no cérebro? Mas a parte que considerei mais interessante foi a resposta dada pelo cientista. “Partimos da premissa de que todos os pensamentos são produtos ou funções de reações químicas no cérebro.” Quer dizer que se trata simplesmente de uma espécie de rigidez, uma decisão de não questionar o próprio modo de pensar.

E o Dr. Kazuo Murakami, escritor do Código Divino da Vida completa ou ratifica ou corrobora que as pesquisas no campo das ciências naturais estão progredindo de forma rápida e surpreendente, superando até mesmo as expectativas daqueles que atuam nessa área. O genoma humano foi decodificado há poucos anos e agora já dispomos dos meios e do conhecimento necessários para decifrar o corpo humano. Apesar de inicialmente termos acreditado que, ao decifrar o código genético, entenderíamos o mistério da vida, torna-se cada vez mais evidente que a vida não é algo tão simples. Quanto mais estudamos uma única célula sequer, mais nos damos conta de sua complexidade. Eu faço pesquisa na área de ciências naturais há mais de quarenta anos, sendo que, nos últimos vinte, dediquei-me mais à pesquisa genética. O objetivo deste livro é transmitir a inspiração, a surpresa e o maravilhamento evocados em mim tanto pelo conteúdo quanto pelo processo dessa pesquisa e, ao mesmo tempo, compartilhar com você a maneira de aplicar algumas dessas percepções na sua própria vida. 


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

010 - biologia da crença - bruce lipton P4

[...]

Embora a questão de como o placebo age ainda seja ignorada pela medicina, alguns pesquisadores já começam a prestar mais atenção no assunto. Os resultados de seus estudos sugerem que não apenas os tratamentos utilizados no século 19 como a sofisticada tecnologia da medicina atual, com todas as suas ferramentas "concretas", pode estimular o efeito placebo.

Um estudo da Escola de Medicina Baylor publicado em 2002 no New England Journal of Medicine avaliou o resultado de cirurgias em pacientes com problemas sérios de dores nos joelhos (Moseley et al., 2002). O principal autor do estudo, doutor Bruce Moseley, "sabia" que a cirurgia ajudava seus pacientes: "Todo bom cirurgião sabe que não há efeito placebo em cirurgias". Mas ele queria descobrir qual parte da cirurgia trazia alívio aos pacientes. Dividiu-os em três grupos e raspou a região da cartilagem danificada de um grupo. No outro grupo, afastou a junta do joelho e eliminou, com a ajuda de um jato d'água, a parte que imaginava estar causando a inflamação. Os dois métodos são considerados tratamentos-padrão para problemas de artrite nos joelhos. Já no terceiro grupo, Moseley "simulou" uma cirurgia. Sedou o paciente e fez três incisões em seu joelho. Durante todo o tempo agiu como se estivesse realmente executando a cirurgia. Jogou até água sobre o local para simular o procedimento. Após 40 minutos costurou as incisões. Prescreveu aos pacientes dos três grupos o mesmo tratamento pós-cirurgia, que incluía um programa de exercícios.

O resultado foi impressionante. Sim, os grupos que receberam a cirurgia de verdade obtiveram melhoras. Mas o grupo placebo também! A conclusão é que, apesar de serem realizadas mais de 650 mil cirurgias em joelhos com artrite por ano, cada uma delas por cerca de 5 mil dólares, uma coisa ficou muito clara para Moseley, que declarou: "Minhas habilidades de cirurgião não resultaram be-nefício algum para esses pacientes. 


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O único efeito em todas elas foi o placebo". Os programas de TV anunciaram os resultados da pesquisa e mostraram imagens do grupo placebo andando, jogando basquete e desempenhando tarefas que não conseguiam antes da "cirurgia". Só ficaram sabendo que não tinham sido operados de verdade dois anos depois. Um deles, chamado Tim Perez, disse que antes andava com a ajuda de uma bengala, mas que hoje consegue jogar basquete com os netos. Em uma declaração para o Discovery Health Channel, resumiu o tema de seu livro: "Qualquer coisa é possível neste mundo desde que sua mente queira. A mente é capaz de verdadeiros milagres".