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terça-feira, 7 de janeiro de 2014

009 - biologia da crença - bruce lipton P3

[...]

Expliquei também que cada célula é um ser inteligente e que sobrevive por conta própria, algo que os cientistas já demonstraram retirando células individuais do corpo para mantê-las em cultura separada. Assim como eu havia descoberto intuitivamente durante minha infância, essas células inteligentes têm vontade própria e um propósito de vida. Procuram ambientes que sejam adequados à sua sobrevivência e evitam todos os que possam ser tóxicos e/ou hostis. Da mesma maneira que nós, humanos, fazemos, analisamos as centenas de estímulos que recebemos do microambiente que habitamos para selecionar as respostas comportamentais mais adequadas e garantir nossa sobrevivência. 

As células também são capazes de aprender com as experiências que vivenciam em seu ambiente e de criar uma espécie de memória que é passada aos seus descendentes. Por exemplo: quando o vírus do sarampo infecta uma criança, suas células ainda não amadurecidas são colocadas em ação para criar um anticorpo de proteína protetor e combatê-lo. Nesse processo, as células criam um novo gene que servirá de padrão para a fabricação de anticorpos contra o sarampo. 

O primeiro passo para gerar um gene de anticorpos ocorre no núcleo das células imunológicas imaturas. Em seus próprios genes há um grande número de segmentos de DNA que contêm códigos de fragmentos moldados de proteínas. Recombinando e montando aleatoriamente esses segmentos, as células imunes criam uma vasta gama de genes que formam uma proteína única de anticorpos. Então, quando uma célula imune imatura produz uma proteína de anticorpos que seja um complemento físico "semelhante" ao do vírus do sarampo, aquela célula é ativada. 

Células ativadas utilizam um mecanismo muito interessante chamado "maturação de afinidade", que lhes permite "ajustar" de maneira muito precisa o formato de sua proteína de anticorpos, para que ela seja um complemento perfeito para vírus como o do sarampo (Li et al., 2003; Adams et al., 2003). Por meio de um processo chamado "hipermutação somática", as células imunes ativadas fabricam centenas de cópias de seu gene de anticorpo. Mas cada nova versão do gene é levemente modificada e contém um formato diferente da proteína de anticorpo. A célula seleciona a variante de genes que melhor se adapta àquela necessidade de anticorpos. Essa versão selecionada do gene também passa por vários ciclos de hipermutação somática para que a forma do anticorpo seja esculpida a ponto de se tornar o complemento físico "perfeito" do vírus (Wu et al., 2003; Blanden e Steele, 1998; Diza e Casali, 2002; Gearhart, 2002). 

Quando o anticorpo esculpido se une ao vírus, desabilita-o e o marca para ser destruído, protegendo a criança do sarampo. As células criam então um "arquivo" das informações genéticas desse anticorpo para que todas as vezes que o organismo for invadido pelo vírus do sarampo elas possam responder imediatamente. O novo gene de anticorpos também pode ser passado a todas as novas gerações em seu processo de divisão. Assim, elas não apenas "aprendem" sobre o vírus do sarampo como criam um "arquivo" a ser herdado e propagado entre a sua prole. Este magnífico processo de engenharia genética é de extrema importância, pois representa um mecanismo de "inteligência" inata que permite às células se desenvolver (Steele et al., 1998).

Biologia da Crença. Bruce H. Lipton.

Assim sendo, o corpo é capaz de revidar qualquer ataque biológico ao corpo usando a mesma tática do vírus ou bactéria invasores. Contudo, o fator meio interfere na resposta “automática” do nosso sistema imunológico. Com o tempo passamos a acreditar que o nosso organismo não é eficiente, que o combate aos agentes invasores tóxicos só será superado com a intercedência de medicamentos e cirurgias. O nosso corpo é constituído de células capazes de enfrentar elementos estranhos. Pois muitos deles constituem parte integrante do nosso organismo, seres simbióticos que cooperam conosco.
O nosso organismo é naturalmente autorregulador, não há a necessidade de repor elementos químicos para que o corpo não seja dizimado por microorganismos nocivos. O papel autorregulador do corpo humano é melhor explicado pelo Dr. Eric Pearl no livro Reconexão, onde ele demonstra que estas ações de regulação são perturbadas por interferências, sobretudo comportamentais, nestas ações que são intrínsecas dos organismos. Que o corpo é sempre saudável, ou seja, as nossas atitudes contra destroem esta harmonia natural. Dr. Lipton diz que o sistema imunológico é perfeito e que a sua degradação se deve ao “uso indiscriminado e inconsciente do sistema endócrino” que suprime o imunológico. O sistema endócrino é acionado em momento de terror, medo e estresse para que o ser possa se proteger do perigo, por ser um sistema de proteção ele tende a suprimir a ação dos demais sistemas para que o corpo aumente as probabilidades de defesa e luta pela sobrevivência, inclusive o sistema imunológico é abolido. Como vivemos em constante estresse, ativamos mais o sistema endócrino, mesmo que as ações que sejam menos drásticas do que ser atacado por uma fera, enfrentar os problemas cotidianos geram mais estresse e em períodos mais longos.

"Um campo é a condição à qual um sistema vivo deve a sua organização típica e as suas atividades específicas. Estas atividades são específicas no sentido em que deter­minam o caráter das formações a que dão origem.”

São os mesmos campos que permitem que os nossos corpos, constituídos de mais de 10 trilhões de células próprias e que abriga outros quase 50 ou mais trilhões de microrganismos de até 100 mil espécies diferentes, possam manter a coesão estrutural. São os campos que transmitem informações entre todos os seres vivos de modo que partilhamos de uma mente inconsciente coletiva.

Há 150 anos Darwin chegou à conclusão de que os organismos vivem em uma perpétua "luta pela sobrevivência". Para ele, luta e violência são partes naturais da natureza animal (humana) e também a "força básica" do desenvolvimento evolucionário. No capítulo final de A origem das espécies por meio da seleção natural ou a preservação das raças favorecidas na luta pela vida, Darwin descreve aquilo que chama de "inevitável luta pela sobrevivência" e enfatiza que a evolução se dá pela "guerra da natureza, da escassez à morte". Portanto, a partir dessa teoria, a evolução se dá de maneira aleatória e temos um mundo cheio de pequenas batalhas sangrentas e sem sentido em nome da sobrevivência ou, segundo a descrição poética de Tennyson, "nas mandíbulas da morte".

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Lamarck não apenas apresentou sua teoria 50 anos antes de Darwin, como ofereceu uma explicação menos drástica para os mecanismos da evolução. Sua teoria diz que a evolução está baseada em uma interação cooperativa entre os organismos e seu meio ambiente, que lhes permite sobreviver e evoluir em um mundo dinâmico. Afirmava que os organismos passam por adaptações necessárias à sua sobrevivência em um ambiente que se modifica constantemente. O mais interessante é que a hipótese de Lamarck sobre os mecanismos da evolução se ajusta muito bem à explicação dos biólogos modernos sobre como o sistema imunológico se adapta ao meio ambiente da mesma maneira que descrevi antes. 

A teoria de Lamarck foi duramente criticada pela Igreja. O conceito de que os seres humanos evoluíram a partir de formas de vida mais primitivas foi considerado heresia. Lamarck também não recebeu o apoio de seus colegas cientistas. Como eram todos criacionistas, ridicularizaram suas ideias.

Um motivo para os cientistas reverem a teoria de Lamarck é que os evolucionistas levam em consideração a grande importância da cooperação na manutenção da vida na biosfera. Inúmeras experiências científicas já mostraram as relações simbióticas da natureza.

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"Os biólogos estão descobrindo cada vez mais associações entre animais que evoluíram paralelamente e continuam a coexistir, desenvolvendo em seu interior microorganismos que são necessários para a sua saúde e desenvolvimento". Isso é descrito em um artigo recente da Science, chamado "Sobrevivemos com a ajuda de nossos (pequenos) amigos" (Ruby et al., 2004). O estudo desses relacionamentos é um ramo da ciência que hoje está se expandindo rapidamente, chamado "Biologia de sistemas".

O mais engraçado é que nas últimas décadas aprendemos a combater os microorganismos usando os mais diferentes produtos químicos, de sabão antibacteriano a antibióticos. Mas essa prática simplista ignora o fato de que diversas bactérias são essenciais para a nossa saúde. Um exemplo clássico de como os seres humanos se beneficiam dos microorganismos é o das bactérias presentes em nosso sistema digestivo, essenciais para a nossa sobrevivência. Agindo em nosso estômago e trato intestinal, elas ajudam a digerir os alimentos e permitem a absorção das vitaminas que mantêm nossa saúde. Esta cooperação entre micróbios e humanos é o motivo pelo qual o uso desenfreado de antibióticos pode comprometer a sobrevivência de nossa espécie. Esses medicamentos eliminam microorganismos nocivos ao nosso organismo, mas também matam indiscriminadamente aqueles que são essenciais para a nossa saúde.
Estudos recentes da ciência do genoma revelam mais um tipo de mecanismo de cooperação entre as espécies. Alguns organismos parecem integrar suas comunidades celulares partilhando seus genes.

[...]

Henry Ford analisou as vantagens técnicas do esforço conjunto e as utilizou para criar o conceito de linha de montagem para a fabricação de carros. Antes de Ford, uma equipe de funcionários levava de uma a duas semanas para produzir um único automóvel. Ele organizou sua fábrica de modo que cada funcionário fosse responsável por uma tarefa específica. Posicionou todos em fila na esteira de produção e foi passando as peças de um especialista para o outro. O conceito de especialização de tarefas se mostrou tão eficaz que a indústria de Ford conseguia produzir um automóvel em apenas 90 minutos. 

Mas, infelizmente, "nos esquecemos" desse conceito de cooperação, tão necessário para a evolução, quando Charles Darwin propôs uma teoria radicalmente diferente sobre o surgimento da vida.

Extraído de 067MH1 e 068MH1 

Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

008 - biologia da crença - bruce lipton P2

Quase toda a minha formação científica havia sido dentro de salas de aula, auditórios e laboratórios frios e estéreis. Meu contato com aquele ecossistema tão rico me fez ver a biologia como um sistema vivo e integrado, e não mais como um conjunto de espécimes dividindo espaço em um planeta. Passeando pelas florestas e mergulhando entre os recifes de coral, pude observar de perto plantas e animais em seu habitat e perceber melhor sua interação. Existe um equilíbrio delicado e dinâmico entre todas as formas de vida e o ambiente. O que descobri nos Jardins do Éden do Caribe foi harmonia e não uma luta desesperada pela sobrevivência. Percebi que a biologia tradicional dá pouca ou nenhuma importância à questão da cooperação, pois a teoria de Darwin enfatiza apenas a natureza competitiva dos seres vivos. 


Mas a fase final de minha vida académica foi na Escola de Medicina da Universidade de Stanford, agora defendendo e propagando abertamente a "nova" biologia. Questionava não apenas Darwin e sua versão canibal da evolução, mas também o dogma central da biologia, segundo o qual os genes controlam a vida. Este dogma tem uma séria falha: os genes não ligam-desligam sozinhos. Ou, em termos mais técnicos, não são aquilo que chamamos de "autoemergentes". 

Duas informações relevantes neste texto introdutório se devem: primeiro, existe uma divergência entre as teorias de Darwin e as novas pesquisas realizadas nas últimas décadas. Os cientistas começaram a rever tais conceitos quando a pesquisa do Genoma Humano apresentou questões anômalas para os atuais modelos de estudo da biologia [ver adiante em Genoma]. Segundo, que Lipton foi forçado a admitir que as suas desconfianças sobre o modelo darwiniano só puderam florescer graças ás condições extraordinárias que aconteceram em sua vida. Este comportamento de ruptura parece acontecer bruscamente, mas na verdade são elementos de transformação que acontecem com aqueles que parecem aptos a desenvolver novos modelos. 

O que eu quero dizer é que, as desconfianças não nasceram inesperadamente de uma experiência reveladora. Este comportamento, que ele chama de interconectividade, eu chamo de conexões amplas. Tais conexões acontecem initerruptamente e acessam o nosso subconsciente, trazendo informações que acabam sendo incorporadas, mesmo que não a compreendamos. Costumamos chama-las de inspirações e/ou intuições, mas são muito mais. Adiante ele nos explica melhor estas conexões quando exemplifica as reais interações das células, que já não podem ser vistas de um ponto de vista newtoniano, ou seja, linear. Os biólogos já conheciam estas informações através da observação das células desde que o microscópio foi inventado. 

É preciso que fatores externos do ambiente os influenciem para que entrem em atividade. Os biólogos já sabiam disto havia muito tempo, mas o fato de seguirem cegamente os dogmas da ciência os fazia ignorar esse conhecimento. Por isso, cada vez que eu me manifestava era duramente criticado por todos. 

Novas pesquisas confirmam a todo instante meu ceticismo em relação ao dogma central e ao princípio de que o DNA é que controla a vida. Na verdade, a epigenética, que é o estudo dos mecanismos moleculares por meio dos quais o meio ambiente controla a atividade genética, é hoje uma das áreas mais atuantes da pesquisa científica em geral. O papel do meio ambiente no controle das atividades dos genes já era o foco de minhas pesquisas 20 anos atrás, antes mesmo de a ciência se interessar pelo assunto. É gratificante saber que hoje mais pesquisadores se interessam por esta área. Nestes últimos dez anos eu me tornei ainda mais radical em relação aos padrões académicos e minha preocupação com a nova biologia hoje é muito mais que mero exercício intelectual. Acredito que as células podem nos ensinar muito, não apenas sobre os mecanismos da vida, mas também como viver de maneira mais rica e completa.



     [...]

        O que muitos cientistas ainda consideram antropomorfismo, ou melhor, citopomorfismo, eu chamo de "biologia 101". Você pode se considerar um indivíduo, mas como biólogo celular eu lhe digo que você é uma grande comunidade cooperativa de aproximadamente 50 trilhões de células e que a maioria delas vive como amebas, ou seja, organismos que desenvolvem uma estratégia cooperativista para a sobrevivência de todos. Em termos mais simples: os seres humanos são meros resultados de uma "consciência amebóide coletiva". Assim como uma nação reflete as características de seus cidadãos, nossa condição humana reflete a natureza de nossa comunidade celular.


A ideia da cura não está na sabedoria do homem que corta, mede e pesa; está na nossa própria força interior. Cristo deixa isto bastante claro quando diz em João 10: 

        34 Jesus lhes respondeu: "Não está escrito na Lei de vocês: 'Eu disse: Vocês são deuses'? 35 Se ele chamou 'deuses' àqueles a quem veio a palavra de Deus (e a Escritura não pode ser anulada), 36 que dizer a respeito daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo? Então, por que vocês me acusam de blasfêmia porque eu disse: Sou Filho de Deus? 37 Se eu não realizo as obras do meu Pai, não creiam em mim. 38 Mas, se as realizo, mesmo que não creiam em mim, creiam nas obras, para que possam saber e entender que o Pai está em mim, e eu no Pai".

Se referindo ao Salmo 82: 6 "Eu disse: 'Vocês são deuses, todos vocês são filhos do Altíssimo'.

Bem, na verdade não conseguimos aplicar esta Verdade em nossas vidas. Talvez porque estejamos afundados em impressões doentias, tememos o mundo que nos cerca. Mas se fôssemos capazes de reverter este pensamento poderíamos nos curar tão rapidamente com um simples estalo dos dedos. Bruce Lipton nos apresenta uma explicação científica que poderia ser desnecessária se compreendêssemos que as religiões, as doutrinas e as filosofias são exatamente as respostas que procurávamos. Infelizmente temos a petulância de reverter as religiões para uma série de rituais a serem cumpridos por temor, culpas, medos que não existem. A verdadeira mensagem das religiões pode ser analisada por um novo enfoque que priorize o amor e não a discórdia e o medo, que crie harmonia e interação e não competição.

Mas ainda temos dificuldade em aceitar que a cura seja como um passe de mágica. Talvez por causa da ideia de pecado e culpas que nos rodeiam. Então precisamos de alguma ajuda. Por isso estou apresentando mecanismos muito eficientes como: a programação neurolinguística, as constelações familiares, – este eu não entendo, mas funciona –, o reiki, a cura reconectiva, o método Psyck-K, os livros de autoajuda, etc. Quanto aos livros tenho que acrescentar que serão aqueles que chegarem a suas mãos, aqueles que você entender melhor para a sua reformulação interior. Podem ser livros espirituais, esotéricos, científicos, psicológicos ou mesmo uma história em quadrinhos.

Portanto somos influenciados pelo conjunto de células que compõem o nosso corpo. O contrário também é verdade. Temos a capacidade de modificar o funcionamento do nosso organismo, é o que as religiões dizem ao colocar o homem semelhante a Deus, que somos filhos de Deus conforme escrito no Gênese e reafirmado por Cristo. Em todas as religiões existem escrituras semelhantes que dizem ser o homem dotado das capacidades infinitas de Deus. Mas o que aconteceu para passarmos a acreditar que somos suscetíveis às doenças? Ou seria o contrário, que por termos capacidade infinita e um ponto de vista errôneo, tornamos as doenças reais?

"Espera aí! Ele está dizendo que os seres humanos são Deus?"

Sim... mas não sou o primeiro a fazer esse tipo de afirmação. Está escrito no Gênese que somos feitos à imagem e semelhança de Deus. Ninguém diria que um cientista tão racional quanto eu acabaria citando mestres como Jesus, Buda ou Rumi ou que minha visão reducionista da vida acabaria dando lugar à espiritualidade. Mas se somos realmente a imagem de Deus precisamos colocar novamente o espírito na equação quando se trata de melhorar nossa saúde física e mental.

Extraído de 065MH1 e 066MH1
Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

007 - introdução à Programação Neurolinguistica p1

Então, o que é Programação Neurolinguística? Que ideias estão por trás desse rótulo? Em outra ocasião, quando alguém me perguntou de que tratava o livro, respondi que era um estudo sobre o que as pessoas faziam para ser excelentes em uma determinada área e como ensinar essa habilidade a outras pessoas.

A Programação Neurolinguística é a arte e a ciência da excelência, ou seja, das qualidades pessoais. É arte porque cada pessoa imprime sua personalidade e seu estilo àquilo que faz, algo que jamais pode ser apreendido através de palavras ou técnicas. E é ciência porque utiliza um método e um processo para determinar os padrões que as pessoas usam para obter resultados excepcionais naquilo que fazem. Este processo chama-se modelagem, e os padrões, habilidades e técnicas descobertos através dele estão sendo cada vez mais usados em terapia, no campo da educacional e profissional, para criar um nível de comunicação mais eficaz, um melhor desenvolvimento pessoal e uma aprendizagem mais rápida. Você já fez algo com tal eficiência a ponto de ficar impressionado?

Já lhe aconteceu de se admirar do que fez e ficar pensando como conseguiu aquilo? A Programação Neurolinguística nos ensina a entender e a modelar nossos sucessos, para que possamos repeti-los. Trata-se de uma maneira de descobrir e revelar nossa genialidade, uma forma de darmos o melhor de nós e extrairmos o melhor dos outros.

A Programação Neurolinguística é uma ferramenta prática que cria os resultados que queremos obter. É uma análise do que diferencia um resultado excepcional de um resultado apenas médio. Por outro lado, apresenta uma série de técnicas extremamente eficazes que podem ser usadas no campo da educação, da terapia, e no mundo profissional.

A parte "Neuro" da PNL reconhece a ideia fundamental de que todos os comportamentos nascem dos processos neurológicos da visão, audição, olfato, paladar, tato e sensação. Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. "Compreendemos" a informação e depois agimos. Nossa neurologia inclui não apenas os processos mentais invisíveis, mas também as reações fisiológicas a ideias e acontecimentos. Uns refletem os outros no nível físico. Corpo e mente formam uma unidade inseparável, um ser humano.

A parte "Linguística" do título indica que usamos a linguagem para ordenar nossos pensamentos e comportamentos e nos comunicarmos com os outros. A "Programação" refere-se à maneira como organizamos nossas ideias e ações a fim de produzir resultados.


A PNL trata da estrutura da experiência humana subjetiva, de como organizamos o que vemos, ouvimos e sentimos e filtramos o mundo exterior através dos nossos sentidos. Também examina a forma como descrevemos isso através da linguagem e como agimos, intencionalmente ou não, para produzir resultados.

O incrível é que os métodos, por nos parecerem incomuns, não damos o devido valor. Nos próximos posts eu acrescentarei alguns exemplos deste livro e do "Sapo em Príncipes" que deu origem à programação neurolinguística.


Introdução à Programação Neurolinguistica - Como entender e influenciar as pessoas , Joseph O'Connor e John Seymour

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

006 - como atrair a boa sorte - katsumi tokuhisa

Depois de pensar em um bom presente para este Natal, acho que encontrei um texto que permitirá que o Próximo Ano seja maravilhoso. Se você não acredita no poder do pensamento, sugiro que esqueça a ideia de que tudo o que tinha que ser descoberto, já o foi. Nunca se falou tanto nas capacidades da mente, ou seja, do pensamento. Imaginar é criar. E digo mais, saber e não fazer é o mesmo que não saber. Experimente e persevere, e só assim poderá dizer que sabe.



Que é "palavra"? 

Palavras que constroem uma vida feliz 

Se quisermos construir no futuro uma vida feliz, basta imaginarmos fatos felizes no presente, mesmo que no estejam ocorrendo. Porém, imaginar a felicidade, quando no momento presente não se está feliz, parece difícil. Por isso é preciso recorrer a algum meio que nos ajude a mentalizar a felicidade. Esse meio, segundo a obra A Verdade da Vida, é a palavra, o uso correto do poder da palavra. A palavra tem poder criador. Mas, vejamos primeiramente o que é "palavra". No volume 1 da coleção A Verdade da Vida, lê-se: "Na Seicho-no-le 'palavra' significa todos os tipos de ondas vibratórias, mesmo as inaudíveis, tais como as ondas eletromagnéticas (de rádio e de TV) ou as ondas mentais. Mas, em nossa vida prática, o pensamento, a fala e a expressão fisionômica constituem as 'palavras' mais importantes, pois direcionam o nosso destino: ou para um bom rumo, ou para um mau rumo". Precisamos atentar especialmente para o trecho que diz: "... em nossa vida prática, o pensamento, a fala e a expressão fisionômica constituem as 'palavras' mais importantes, pois direcionam o nosso destino". 


Palavra é apenas a falada? 

Em geral, consideram "palavra" apenas a que é expressa de viva voz, a palavra falada. No entanto, a palavra pensada e a expressão fisionômica, somadas à palavra falada, constituem as "palavras" que decidem o nosso destino. Portanto, se alguém quer melhorar o seu destino, precisa melhorar primeiramente o que pensa, o que fala e o que expressa através do rosto. A "palavra pensada" significa o pensamento constante que a pessoa mantém na mente; em outros termos, é o que ela mais pensa. Mas não se trata simplesmente do que ela pensa conscientemente, e sim do que fica gravado no subconsciente. A definição científica de subconsciente é muito com que o subconsciente é a "parte da mente que age sem que a própria pessoa tenha consciência", e que representa 95 por cento da mente. O dito popular "A vida não é como queremos" se refere aos 95 por cento que o subconsciente representa. Como a própria pessoa não tem consciência das atividades do subconsciente, conclui que sua vida foge ao seu controle e diz que a vida não é como ela quer. Entretanto, apesar de o subconsciente representar a maior parte da mente e atuar de modo inconsciente, dono da mente é o ser humano e este pode controlá-la. Portanto, quem deseja melhorar, precisa analisar melhor a sua própria mente. Por exemplo, há pessoas que dizem que ainda não recuperaram a saúde, embora estejam pensando sempre "Quero ficar saudável!". Mas, muitas vezes, o pensamento "Quero ficar saudável" se completa com a ideia "porque sou fraco"; no consciente há o desejo de saúde, mas, no subconsciente, há a ideia "sou fraco". Isto é, há muitas pessoas que pensam: "Quero ser saudável, porque sou fraco". Mesmo que repitam constantemente "Quero ser saudável", enquanto estiver gravado no subconsciente o pensamento "sou fraco", não conseguirão se tornar saudáveis. Nesse caso, elas precisam anular primeiro esse pensamento já arraigado no subconsciente. 

O mecanismo da mente Como melhorar Como vimos, não basta compreender que "imaginando o que se deseja, o desejo se concretiza". É preciso usar corretamente o poder concretizador da mente através da "palavra" (pensada, falada e expressada no rosto) e, para tanto, a pessoa deve analisar o mecanismo de sua própria mente. Por exemplo, como o consciente representa 5 por cento da mente, se a pessoa pensar conscientemente "Quero me tornar saudável", mas mantiver no subconsciente — que representa 95 por cento da mente — a ideia "Sou fraco", não conseguirá ser saudável. Conhecendo tal mecanismo da mente, é que se poderá controlar a própria mente e a própria vida. No caso suposto, como o subconsciente gravou fortemente a ideia "sou fraco" sem que a própria pessoa se desse conta disso, é necessário primeiramente anular essa gravação, sobrepondo--lhe palavras contrárias: "Sou forte". Este meio se torna mais eficaz utilizando também a palavra falada. Pensar "Sou forte" quando se está fraco parece irreal e irracional, mas pensar "Sou fraco" resultará somente em maior fraqueza. Portanto, para anular o pensamento "Sou fraco" do subconsciente é preciso afirmar "Sou forte". 


Melhorando o pensamento, o físico melhora 

Assim, um enfermo deve persuadir a si mesmo: "Sou forte". Pensar "Quero ficar forte" ou "Deus, faça-me forte" não é eficaz, pois, por trás disso, no subconsciente, há o pensamento "porque sou fraco". Deve dizer repetidamente para si mesmo "Já sou forte", em voz baixa porém enérgica. No começo, essa afirmação soa falsa e a pessoa sente resistência, achando isso ridículo. Se surgir resistência, é uma prova de que existe no subconsciente o pensamento "Sou fraco". Portanto, quanto mais falso soar, mais convém repetir a afirmação em tom audível. É importante pensar, falar e ouvir. Deve-se repetir no mínimo vinte vezes em cada ocasião, várias vezes ao dia, sempre que tiver tempo. A resistência desaparece aos poucos e passa-se gradativamente a sentir o que se afirma. E a pessoa torna-se realmente forte e feliz. Até ter essa sensação de felicidade, decorre um certo tempo, que varia de pessoa para pessoa. Sentindo-se feliz, deve-se continuar procedendo assim, até que o subconsciente fique repleto do pensamento "Sou forte" e se torne uma firme convicção. Quando isso acontece, a pessoa pode se considerar vitoriosa. Os 95 por cento da mente estarão repletos do pensamento "Sou for-te", o qual se manifestará como corpo físico forte. Imaginar é o mesmo que plantar na mente a "semente de pensamento". Não importa como esteja a situação presente; plantando uma semente de melhora, inicia-se a criação da melhora. Desde que li n'A Verdade da Vida que "imaginar é criar", tenho conseguido resultados maravilhosos, orientando muitas pessoas por este princípio. 

Como atrair a boa sorte, Katsumi Tokuhisa.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

005 - o poder do agora - Eckhart Tolle p1

VOCÊ NÃO É A SUA MENTE

O maior obstáculo para a iluminação

A palavra iluminação transmite a ideia de uma conquista sobre-humana – e isso agrada ao ego –, mas é simplesmente o estado natural de sentir-se em unidade com o Ser. É um estado de conexão com algo imensurável e indestrutível. Pode parecer um paradoxo, mas esse “algo” é essencialmente você e, ao mesmo tempo, é muito maior do que você. A iluminação consiste em encontrar a verdadeira natureza por trás do nome e da forma. A incapacidade de sentir essa conexão dá origem a uma ilusão de separação, tanto de você mesmo quanto do mundo ao redor. Quando você se percebe, consciente ou inconscientemente, como um fragmento isolado, o medo e os conflitos internos e externos tomam conta da sua vida. Adoro a definição simples de Buda para a iluminação: “É o fim do sofrimento”. Não há nada de sobre-humano nisso, não é mesmo? Claro que não é uma definição completa. Ela apenas nos diz o que a iluminação não é: não é sofrimento. Mas o que resta quando não há mais sofrimento? Buda silencia a respeito, e esse silêncio implica que teremos de encontrar a resposta por nós mesmos. Como ele emprega uma definição negativa, a mente não consegue entendê-la como uma crença, ou como uma conquista sobre-humana, um objetivo difícil de alcançar. Apesar disso, a maioria dos budistas ainda acredita que a iluminação é algo apenas para Buda e não para eles próprios, pelo menos, não nesta vida.



Qual o maior obstáculo para vivenciar essa realidade? 

Identificar-se com a mente, o que faz com que estejamos sempre pensando em alguma coisa. Ser incapaz de parar de pensar é uma aflição terrível, mas ninguém percebe porque quase todos nós sofremos disso e, então, consideramos uma coisa normal. O ruído mental incessante nos impede de encontrar a área de serenidade interior, que é inseparável do Ser. Isso faz com que a mente crie um falso eu interior que projeta uma sombra de medo e sofrimento sobre nós. Examinaremos esses pontos detalhadamente, mais adiante. Se nos identificamos com a mente, criamos uma tela opaca de conceitos, rótulos, imagens, palavras, julgamentos e definições que bloqueia todas as relações verdadeiras. Essa tela se situa entre você e o seu eu interior, entre você e o próximo, entre você e a natureza, entre você e Deus. E essa tela de pensamentos que cria uma ilusão de separação, uma ilusão de que existe você e um “outro” totalmente à parte. Esquecemos o fato essencial de que, debaixo do nível das aparências físicas, formamos uma unidade com tudo aquilo que é. Por “esquecermos” quero dizer que não sentimos mais essa unidade como uma realidade evidente por si só. Podemos até acreditar que isso seja uma verdade, mas não mais a reconhecemos como verdade. Acreditar pode até trazer conforto. No entanto, a libertação só pode vir através da vivência pessoal.



Vamos começar aqui. A alma - sua alma - sabe tudo que há para saber o tempo todo. Nada é misterioso ou desconhecido para elo. Contudo, saber não é o suficiente. A alma procura experimentar. Você pode saber ser generoso, mos o menos que faço algo que demonstre a sua generosidade, terá apenas um conceito. Pode saber ser bondoso, mas a menos que seja bondoso com alguém, só terá uma ideia a respeito de si mesmo. É desejo de sua alma transformar o seu melhor conceito sobre si mesmo em sua melhor experiência. Enquanto o conceito não se torna experiência, tudo que há é especulação. Eu especulo a respeito de Mim Mesmo há muito tempo. A mais tempo do que Eu e você juntos poderíamos nos lembrar, do que a idade deste universo multiplicada por dois. Então você vê o quanto é nova a Minha experiência de Mim Mesmo. [Conversando com Deus - Neale D. Walsch]

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

004 - biologia da crença - bruce lipton

Toda cura é um processo de autocura, mas o que acontece é que estamos tão absorvidos pela doença e pelo que ela nos trás de “problemas” que não temos tempo para abordar a doença como se deve. Eu tive a sorte de ficar doente em um ambiente propício para que eu a pudesse entende-la, mas no início eu tive que reescrever certas crenças limitantes que me impediam de ver uma cura para uma doença incurável. Mesmo sendo espírita – no passado eu tinha só uma religião – eu não conseguia admitir o uso de certas ferramentas porque as minhas crenças diziam que eu devia me resignar para alcançar a compreensão do porquê da doença.

E diante do meu nariz existia uma vertente que dizia o contrário, que eu devia ter esperança e lutar com todas as minhas forças – depois eu conto mais. Uma dessas opções era a cirurgia espiritual, o que não deixa de ser uma terapia vibracional.

Antes que eu possa falar das terapias, que em sua maioria são constituídas de tratamentos vibracionais, ou seja, que tratam o corpo através da vibração e não pela química, eu preciso explicar o porquê delas estarem sendo cada vez mais usadas. As terapias vibracionais existiam muito antes da atual medicina e sempre foram importantes, principalmente na prevenção das doenças.

O que aconteceu é que a bioquímica conseguiu se estabelecer diante das premissas científicas e suprimir os tratamentos preventivos vibracionais: que conseguem prescrever as reais causas – psicossomáticas –, as metodologias não invasivas e restaurar o corpo ao seu equilíbrio. Mas estas intervenções foram, deturpadas e foram ocultas pelas pesquisas científicas que sempre foram parciais.

Porém a nova biologia conseguiu definir que as reais funções das células do nosso corpo não são potencialmente químicas e sim vibracionais. Basta considerar que as moléculas e células são constituídas de átomos que são, sobretudo, energia e vibração.

Neste livro eu apresentarei as descobertas descritas por Dr. Bruce Lipton sobre a nova biologia.

“Tudo começou quando eu estava pesquisando os mecanismos que controlam a fisiologia e o comportamento das células. De repente, percebi que a vida de uma célula é controlada pelo ambiente físico e energético em que ela se encontra e não pelos genes. Os genes são meros modelos moleculares utilizados na construção das células, dos tecidos e órgãos. O ambiente funciona como uma espécie de “empreiteiro", que interpreta e monta as estruturas e é responsável pelas características da vida das células. Mas é a "consciência" celular que controla os mecanismos da vida, e não os genes”

Principio, com este artigo, uma série de posts intitulada a Nova Biologia. São inserções produzidas por Bruce H. Lipton em seu livro a Biologia da Crença. Neste livro ele esclarece as “verdadeiras” ações das células e como os tratamentos complementares respondem melhor às estes esclarecimentos científicos. Eu o considero o “elo perdido” entre a ciência e a religião. Suas pesquisas sobre as células, e deste modo sobre os organismos, nos revela uma interação entre conceitos que estudávamos e aplicávamos sem conhecimento científico e funções orgânicas que ignorávamos.

Ou seja, os tratamentos complementares, vibracionais e energéticos, sejam espirituais ou religiosos ou filosóficos, mesmo sem a contrapartida do entendimento científico – que acontecia até então –, podem começar a ser delineados através das novas descobertas relacionadas às células. Por exemplo, de que elas são suscetíveis às vibrações, tanto de sons e energias (elétrica é uma delas), sutis ou evidentes, também e, sobretudo, pelo PENSAMENTO. Elas são modeladas pelo MEIO e não pelos genes como se acreditava. O que afirma e comprova a eficácia de tratamentos que afetam as células nestas instâncias até então ignoradas. Que tratamentos como o reiki, a acupuntura, programação neurolinguística, etc – que estão classificadas como terapias de suporte ou superstições – são mais eficazes frente ao funcionamento das células descritas pela nova biologia. Por sua vez, os tratamentos médicos ocidentais, ditos alopáticos, podem se tornar mecanismos intoleráveis, com exceção dos casos de traumas e urgências onde tais medicamentos podem apresentar respostas imediatas, mas não antes de produzir sérios desequilíbrios. Adiante eu apresento estas interações entre a Nova Biologia e os tratamentos complementares.

“Como biólogo celular, eu sabia que minhas descobertas teriam grande impacto sobre minha vida e a de todos os seres humanos. Cada um de nós é composto de aproximadamente 50 trilhões de células. Todo o trabalho de minha vida concentrou-se em entender melhor o seu funcionamento, pois sempre soube que o dia em que descobrisse exatamente como funciona uma célula eu descobriria como funciona todo o nosso organismo. Também percebi que, se uma célula pode ser controlada pelo ambiente que a cerca, nós, os seres vivos, que temos trilhões delas também podemos ser controlados. Assim como cada célula, o destino de nossa vida é determinado, não por nossos genes, mas por nossas respostas aos sinais do meio ambiente que impulsionam e controlam todos os tipos de vida”.

Extraído de 064MH1 em 15/08/13. Mateus Göettees

Biologia da Crença, Dr. Bruce Lipton


terça-feira, 3 de dezembro de 2013

003 - tim ferriss - parte 3

Capítulo 3: Passar por entre as balas - Gerenciar medo e escapar da paralisia

Fazer ou não fazer? A maioria das pessoas prefere insatisfação ao invés de incerteza. Tim Ferris diz que há anos ele estabeleceu metas e fez resoluções para mudar de direção, mas sem efeito: ele também era inseguro e assustado como todos os outros.

Em 2002 ele se encontrou à frente de uma empresa que ele criou e trouxe mais dinheiro do que poderia gastar - cerca de US $ 70.000 por mês -, mas que ocupava absolutamente de toda o seu tempo, e com falhas na sua concepção tornou impossível vender. Ele se sentiu tão estúpido e preso, e se perguntou por que não foi inteligente o suficiente para encontrar uma maneira de escapar do dia de 15 horas, a prisão que ele mesmo havia construído.

Ele teve uma iluminação: uma viagem. Isso é o que ele precisava. Mas, por seis meses, ele se esforçou para encontrar milhares de desculpas e razões para que o projeto nunca pudesse funcionar, um período que descreve, ironicamente, "o mais produtivo". E um dia, uma teve uma ideia: por que não tentar definir com precisão o pesadelo que ele temia - a pior coisa que poderia acontecer por causa de sua viagem?

Então ele considerou todos os cenários de desastres que sua jornada poderia causar, e teve a certeza de que ele acabaria destruindo o seu negócio: pensou em todas as coisas que poderiam dar errado, etc. Ele encontrou-se nu e sozinho no meio de uma terra estrangeira e fria.

E então algo aconteceu: como ele imaginou todos esses desastres cair sobre a sua cabeça, ele começou a imaginar também todas as soluções simples para todos esses problemas, as soluções e as perspectivas. Nada poderia ser fatal e em uma escala de 1 a 10, sendo 10 "reviravolta total e completa na sua vida para sempre" e 1 o pior cenário "sua vida está arruinada" teve uma classificação de apenas 3 ou 4. E ele provavelmente teve uma chance em dez milhões.

Ele tomou a sua decisão, e comprou um bilhete de ida para a Europa. Este foi o ponto de partida, não o último desastre que tinha planejado, mas o conto de fadas que se tornou sua vida. 

Suas atividades são realizadas como por encanto agora que ele quase se esqueceu de que eram elas que vinham financiando a viagem de 15 meses ao redor do mundo . Na verdade, ele tinha transformado um risco de 3 ou 4 para um ganho de 9 ou 10.

Portanto, definir o seu medo e dar-lhe uma pontuação de 1 a 10 na escala de "reviravolta total e completa da sua vida para sempre", em seguida, imaginar soluções para evitar esse pior acontecer, e colocar na balança os benefícios esperados. Então: o que você está esperando?

Você já colocou na balança os seus medos ditados pelas crenças? Experimente confrontando os hábitos, aqueles que parecem engessar as nossas mentes com procedimentos totalmente incoerentes, aqueles que nem admitimos falhas e foram impostos por uma ideia fixa de beneficiar os medos que nos controlam. O que pesa mais, agir com compaixão diante do infortúnio ou seguir regras para se fazer a caridade conforme a sociedade dita.

Para sermos prósperos precisamos ser espertos e corruptos, superar os “adversários” porque nos disseram que tudo é finito e somente aqueles que se esforçam conseguirão se felizes. Que regra é esta que estabelece que existam duas categorias de seres humanos e que, apesar de serem prósperos ou miseráveis, são todos infelizes.

Capítulo 4: Reinicialização do Sistema - Seja realista e preciso.

Os altos picos são bastante desertos: 99% das pessoas acreditam que não são capazes de alcançar grandes coisas, e, portanto, criam metas pobres. Tem, paradoxalmente, muito menos competição por metas irrealistas do que para com as metas realistas (Nota: é professada por David J. Schwartz A Mágica de Pensar Grande).

Além disso, Tim Ferris admite não saber o que ele quer, então se pergunta "O que você quer? "Ele é incapaz de responder. Por quê? Porque a questão não é específica o suficiente. Quando perguntado o que ele quer fazer nos próximos cinco meses para aprender novas línguas, ele já pode responder com mais precisão. Mas a questão é mais profunda do que isso: no fundo, esta pergunta nos faz pensar basicamente que a maioria das pessoas quer: a felicidade.



Selecione o idioma PORTUGUÊS na barra de legendas

http://www.youtube.com/watch?v=klN-aPMK2I8 


Mas de acordo com Tim Ferris, a felicidade é um conceito demasiado ambíguo para se usar a força. Você pode comprar a felicidade com uma garrafa de vinho. E o que é o oposto da felicidade? Tristeza? Não: são dois lados da mesma moeda, como o amor e o ódio. O oposto da felicidade é o tédio. O que as pessoas geralmente dizem é "o importante é viver suas paixões", mas, eles querem dizer: "O importante é fazer o que te entusiasma". Assim, de acordo com o autor, a pergunta que devemos fazer não é "O que eu quero?" ou "Quais são os meus objetivos?" Mas, "O que me entusiasma?".

Mas isso não é o suficiente: é preciso responder a esta pergunta com precisão, e assegurar que os seus objetivos não são mais desejos ambíguos, mas passos específicos. Para isso, o autor propõe uma metodologia em 6 passos de definição do "crono-sonho", ou seja, cinco coisas que você quer possuir, 5 coisas que você quer fazer, onde você quer estar daqui 6-12 meses, calcular o custo de cada uma dessas coisas, em seguida, escolher quatro sonhos e definir três passos para alcançá-los.

Por Olivier Roland.